terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Uma poesia às famigeradas passagens de ano

O lampião desfigura o presente
não se sabe se dá luz ou não
nem tão pouco, se alguma vez deu
vive sem uma perna e sem uma mão

Não se sabe para que se vive
mas mesmo assim, respira-se
despreza-se o passado
e é sempre em frente, 2014

luz da minha vida, tortura da minha esperança
doutorismos e donzelas de croquete
charlatães e alugadores de cagança
triste figura me mostra o presente

A partir das revoluções, aí vemos o futuro anunciado
de albarda respigada se move o farsante
quem tiver olho, que lhe meça o jambardo
mas se de olhos falamos, não existe mestre talhante.

A verdadeira mudança, não está condenada
o que não se move não está imóvel
a fronteira que trespassa os sentidos
espera e sonda, o abismo impenetrável.




sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A corrupção e o ranking da FIFA Vs. O sorteio do mundial

São proféticas as palavras de um certo futebolista, ex-futebolista para ser mais exacto: «A FIFA representa o lado mais podre do futebol». Esta afirmação foi feita há cerca de 18 anos, numa época em que o futebol era muito superior ao actual. Apesar de Ronaldo, Messi, Neymar, Bale, Rooney, Pirlo, Gerrard, etc, etc, contraponho com Van Basten, Maradona, Klinsmann, Gullit, Baresi, Rijkaard, Lineker, Rui Costa, Figo, Vítor Baía, Futre, Francescoli, Maldini, Vanenburg, Dassaev, Dobrovolsky, Ceulemans, Preud´homme, Gerets, João Pinto (defesa direito do porto); João Pinto (avançado do benfica), Ricardo Gomes, Valdo, Raúl, Waddle, Elkjaer Larsen, Lerby, Voeller, Littbarsky, Rummenigge, Matthaeus, Sammer, Augenthaler, Patrick Vieira, Bergkamp, Ronald de Boer, Koeman, Ian Rush, Andy Gray, Laurent Blanc, Donadoni, Albertini e muitos mais de quem não me recordo de momento. 

Hoje impera no futebol um novo modelo de oportunismo e de "licitação" da corrupção no futebol: OS EMPRESÁRIOS. Esta é a pior seita que palmilha o futebol. E a FIFA, grande organismo de lavagem mundial de dinheiro, aproveita o esquema para enganar os incautos. A mentira e o engano são tão evidentes que ficamos perplexos e inactivos perante as patranhices de quem gere o futebol mundial. Afirmam uma coisa mas fazem outra muito diferente. 

Os rankings elaborados pela FIFA são falsos e enganadores. Os EUA em 14º Lugar? Apesar de Platini e das suas manobras, a França com um dos piores rankings das selecções do mundial? E Portugal em 5º? 
Estes gajos ainda têm o desplante de gozar com pessoas como eu que vê futebol de alto nível há mais de 27 anos. Vejo mais eu com meio-olho do que todos eles juntos. Mas eles acham que não e arranjam estes "caldinhos" para dar a sensação de seriedade.. só que eles esquecem-se que o ranking por eles idealizado e elaborado, não tem qualquer base sustentável, a fase de qualificação europeia é a mais difícil de todas, assim sendo, que critérios utilizam estes "nabos" para elaborar o ranking?

O sorteio do mundial foi o mais descarado sorteio de sempre. É só ver os grupos, Bélgica, Argélia, Rússia e Coreia ou ainda, França, Suiça, Honduras e Equador e Uruguai, Itália e Inglaterra com a Costa Rica. Admira-me que quer italianos e ingleses tenham ficado silenciosos perante o seu grupo. Talvez tenham recebido dinheiro dos corruptos da FIFA...  


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Esclarecimentos sobre os estaleiros de Viana do Castelo

Provavelmente, uma boa parte dos portugueses desconhece o que se realmente se está a passar, e passou ao longo de vários anos, nos estaleiros de Viana. Perante tanta informação e desinformação sobre o assunto, sem esquecer a recente tentativa de branqueamento político levada a cabo por um ex-político com algumas culpas no cartório, a confirmarem a máxima: «o povo tem memória curta». É natural que uma boa parte dos portugueses ignore e até se sinta confuso sobre os estaleiros de Viana do Castelo. 

Vou tentar esclarecer um pouco. Ponto Nº 1: Como é sabido, os estaleiros são dominados e manipulados por um sindicato comunista do pior, sindicato este que o actual governo pretende liquidar. E muito bem, na minha opinião. Ponto Nº 2: dos cerca de 600 trabalhadores da empresa, alguns, para não dizer muitos, passaram anos e anos "a romper baralhos de cartas". Não, não estou maluco nem a inventar.. isto foi contado por pessoas que lá trabalharam e ainda trabalham, algumas delas. 
Ponto Nº 3: A "roubalheira" ou "desvio" se preferirem, de diversos materiais como discos de corte, electrodos, chapa inox, tubos inox e outros, parafusos, tintas, rebarbadoras, berbequins, brocas e até material eléctrico foram uma constante durante anos a fio. Nunca tal situação foi denunciada por quem quer que fosse e muito menos por algum dos gestores que por lá "mamaram à grande" e nem tão pouco pelo sindicato comunista selvagem que domina os estaleiros de Viana.

Nenhuma televisão ou jornal denunciou isto, nunca. E como não haveria uma empresa destas de não ter um passivo na ordem, segundo se consta, de 250 milhões de euros dos quais 80 milhões são dívidas a fornecedores, algumas delas com mais de 5 anos.

Afinal o que pretendem os anarco-comunistas? Que a "mama" continue para alguns? Que se continue "a romper baralhos de cartas"? Que o desvio de material continue a ser uma constante? 
Defender os trabalhadores? Desde quando qualquer sindicato defende algum trabalhador?
Mais uma vez, vai pagar o justo pelo pecador, e os justos aqui são todos aqueles trabalhadores honestos que existem nos estaleiros de Viana.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Operação "mãos largas" chega a Portugal

Estamos todos fartos de ouvir a ladainha podre dos perissologistas políticos, e piora ainda quando a troika diz para cortar nas altas rendas que o Estado paga, para cortar nas regalias e salários absurdamente altos de certos quadros de empresas de Estado, não sendo essas ordens cumpridas; os farronqueiros da política esfalfam-se em "choradilhos" e babilham esmolinhas aos troikeiros em troca de cortes disparatados na educação, na saúde, nas pensões, etc.

Garantir uns milhões para a alfurjada dos "coiveiros de gravata" e o povo, esse, não existe, é uma «ficção democrática».
É vê-los ululantes naquela casa impropriamente chamada de casa da Democracia, com o tecnicismo linguístico muito afinado, na realidade inócuo, pois que vazio de valores e de sentido por inoperância global de uma boa parte dos valores democráticos dos dias de hoje.

Sabendo-se que na política nacional são os maiores crápulas que chegam a lugares de destaque, suportados e financiados pelos monopolistas que se acham donos do país [Eles acham-se efectivamente os donos do país], o boicote selectivo e generalizado torna-se uma obrigação. Sem esquecer que muitos dos farronqueiros da política são fabricados nos laboratórios dos "calças sem braguilha", onde o "o bode se transforma em divindade" sob o maior charlatanismo esotérico que o mundo jamais conheceu.
Chegamos a uma época em que ninguém sabe quem é quem. Das mais baixas camadas sociais são recrutados uma boa parte dos futuros políticos, os mesmos são financiados, trabalhados, sujeitos aos primeiros desmandos e por fim publicitados pela cleptocracia, e como em geral os farronqueiros têm um passado sujo ou segredos vergonhosos, caso contrário, não teriam chegado onde chegaram, são dominados pelo pavor do escândalo, pois quem os financiou durante anos conhece perfeitamente os podres todos de cada um deles.

O que quero dizer com isto é que a democracia portuguesa é uma fraude. Não existe democracia em Portugal só porque temos liberdade de acção, de expressão e de movimentos e direito de voto. Estamos nos antípodas, não se premeia quem merece ser premiado, não se dá valor a quem trabalha neste país, causa repulsa o debate público e político e a opinião pública é manipulada ao sabor de estratégias e malabarismos de estética financeira para empaliar os troikeiros.


A melhor música do mundo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Novo rombo no mito abrilino - os números não enganam

Falta muito para essa data tão ignaramente comemorada, mas antecipando o próximo feriado a ser abolido no nosso país, vou apresentar aqui alguns números respeitantes às Sínteses das Contas Públicas que provocam um novo rombo na credibilidade democrática do 25 de abril. É que a história não se faz apenas de liberdades, direitos e igualdades, faz-se também de números sujeitos à manipulação dos interesses e dos ideais e assim sendo, a fábula político-económica que nos tem sido contada é falsa e não corresponde em nada à realidade que vivemos presentemente.
 
Falar deste tema em Portugal é um "pecado" sem direito a absolvição: Quem não comunga da ditadura pantocrática é apelidado de fascista ou salazarista do primeiro ponto de matéria da cabeça ao último ponto do pé. Mas mais uma vez, os números mostram-nos que a realidade aparente está muito longe de ser o que parece ser. A mentira vai naturalmente engrossando, mas como diz o velho ditado: «Se uma mentira durar o tempo suficiente, a mesma passa a ser tida como verdade».
 
 
Ano 1834-1835  [em milhares de contos]
 
Despesa efectiva: 14   receita fiscal:  8  saldo: -6
 
Ano 1843-1844
 
Despesa efectiva: 12   receita fiscal: 10  Saldo: -2
 
Ano 1863-1864
 
Despesa efectiva: 20   receita fiscal: 15  saldo: -5
 
Ano 1893-1894
 
Despesa efectiva: 44   receita fiscal: 44  saldo: 0
 
Ano 1918-1919
 
Despesa efectiva: 271   receita fiscal: 101   saldo: -170
 
Ano 1919-1920
 
Despesa efectiva: 347   receita fiscal: 159   saldo: -188
 
Ano 1922-1923
 
Despesa efectiva: 1187  receita fiscal: 537   saldo: -649
 
Ano 1933-1934
 
Despesa efectiva:1973   receita fiscal: 1983  Saldo: +10
 
Ano 1973
 
Despesa efectiva: 47609   receita fiscal: 45182   saldo: -2427
 
Ano 1975
 
Despesa efectiva: 84850   receita fiscal: 58396   saldo: -26454
 
Ano 1977
 
Despesa efectiva: 155582  receita fiscal: 109904   saldo: - 45678
 
Ano 1985
 
Despesa efectiva: 1202886   receita fiscal: 779114   saldo: -423772
 
Ano 1995
 
Despesa efectiva: 4865022   receita fiscal: 4116477   saldo: -748545
 
Ano 1998
 
Despesa efectiva: 5918724   receita fiscal: 5530641   saldo: -388083
 
 
Estes números são públicos e quem se der ao trabalho poderá encontra-los facilmente. Quanto a estes números propriamente ditos, se bem analisados, os mesmos poderão ajudar a desmontar alguns dogmas pré-adquiridos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Deus e o universo

Deus e o universo não são a mesma coisa.

Para Deus se conhecer como o Todo, Deus tem em primeiro lugar de não se conhecer como o Todo. Através do ser humano e de todas as entidades físicas Deus conhece-se como partes do Todo, e assim fornece a si próprio a possibilidade de se conhecer como o todo na sua própria experiência.

Só podemos "experienciar" o que somos "experienciando" o que não somos, mas da mesma forma que somos aquilo que não somos também o universo é aquilo que não é. É esta dicotomia "ser e não ser" que prova claramente que Deus e o universo não são a mesma coisa.

Na nossa actual sociedade este problema é visto ao contrário. Como não queremos aceitar que Deus é o criador de tudo e está para além da nossa compreensão física, elevamos o universo à condição de Deus. Substituímos o verdadeiro Deus por uma multitude de multiversos que abastardam a moral e os costumes. O primeiro sinal de uma sociedade primitiva é pensar que é avançada, e o segundo sinal é a mesma convencer-se que é iluminada.
 
 
 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Grandes verdades - Camilo Castelo Branco

«(...)  -Tens, portanto, cubiça de riquezas?
- Não. Tenho vontade de trabalhar para os meus filhos. Quero imitar meu pae.
- É louvável o propósito; mas duvido que presistas. Teu pae não morreu rico, segundo infiro do teu património.
- Tinha vinte contos quando morreu, porque os governos de Portugal aos quaes elle confiara a maior parte da sua «fortuna», roubaram-lh´a e deram-lhe um masso de papeis que se chamam títulos de diferentes côres. Eu devia ter cem contos, se Portugal não fosse uma cafrária.
- O resultado da ambição desmedida. Esse desastre foi uma lição que teu pai te deixou. Se elle se contentasse com cem contos, e não negociasse com os cafres portugueses, esperançado em dobrar o teu património, eras tu rico hoje. E serias mais feliz?
- Não.
- Cem contos compram muitíssimos gosos com muitíssimas phezes de tristesa, de doença, de remorso próprio e de alheias lágrimas.»
 
 
A Mulher Fatal - Camilo Castelo Branco - página 122.
 


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Num país quarto-mundista onde arde tudo

Mais um bombeiro (neste caso bombeira) que morre a combater um incêndio. Eleva-se já a cinco o número de bombeiros mortos neste mês de agosto. O que por si só é uma vergonha. Seria legítimo que os bombeiros se unissem e se recusassem a ir para os incêndios enquanto esta ausência de leis e justiça não for invertida. Que lá fossem os senhores ministros e os juízes e já agora também os fazedores de leis estúpidas.
 
As populações deveriam exigir pena máxima para todos os incendiários deste país. Enfiá-los na prisão, mas pô-los a trabalhar, a apagar incêndios, na linha da frente. E se tal não vier a acontecer, destituir os juízes que tomem decisões contrárias às acima indicadas.
 
E a todos aqueles especialistas de merda que vierem com a retólica que os incendiários são pessoas desequilibradas e tal, mandá-los para a puta que os pariu e dizer-lhes na fronha que os desequilibrados e os tolinhos são eles próprios.
 
Enquanto as leis não endurecerem relativamente a este assunto isto não terá fim, perante os sórdidos interesses que por aqui circulam.
 
Isto só endireita à chapada e à bastonada.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Desmontem-se os mitos

O "ansiolítico" perfeito para as mentes adormecidas dos nossos dias é a Democracia. O conceito de democracia é muito dúbio, muitos foram os autores que disseram que o conceito carecia de uma certa base essencial em si, para que a mesma pudesse de facto gerar uma democracia no verdadeiro sentido da palavra. Discordo do termo democracia quando o mesmo se refere à democracia representativa ou parlamentar. A existir democracia, só se for a democracia directa pois pela amostra tida com a representativa, isto caminha em direcção ao pior Totalitarismo.
 
A democracia pós-modernista do século XXI é a maior "fábrica de doentes mentais e de loucos" de sempre da nossa história contemporânea. Caminhamos para um progressivo esvaziamento ideológico, de sentimentos fortes, e por outro lado, esquecemos a história, menosprezamos as nossas origens em favor de uma subcultura fundada nos mitos panteístas da pantocracia reinante desde a malfadada revolução de 1789. No meio de todo este caos, onde as ideologias são reduzidas à sua condição mais esfarrapada, o homem vê-se confrontado consigo próprio isolado num mundo onde o virtual impera [mais que não seja para gratificação dos sentidos da populaça] sobre o real. O fantástico dá lugar ao escandaloso.
 
Tudo é normal numa sociedade de anormais; não interessa mais se uma coisa é ou não natural, se pode ou não existir. Havendo vontade, tudo se transforma, nem que para isso se tenha de pôr em causa uma série de códigos morais e leis intemporais.   

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Verdades sobre a monarquia - II

«Contemplai os saques, que temos sofrido desde que chegou ao nosso país o sopro envenenado da regeneração francesa, os roubos, as piraterias, as contribuições, os empréstimos forçados, as espoliações dos templos, das casas religiosas, e mesmo dos particulares; e para o dizer em huma palavra, as sangrias que se tem dado no mísero Portugal, e fareis uma justa idéa do estado de prosperidade, e de opulência, a que tínhamos chegado á sombra do Governo benéfico dos nossos Monarcas, que a facção revolucionária tanto se empenha em desacreditar». [A Genealogia do Pensamento Nacionalista - Fernando Campos, pág. 26 e 27].
 
 
Apesar de vivermos numa república, sem rei portanto, estas palavras escritas há mais de 180 anos são de uma actualidade impressionante. Liberdade, democracia, igualdade, slogans cujo veneno não se dilui com o tempo, ganhando até força redobrada. O conceito de liberdade, tal como hoje é visto e entendido, é muito mais negativo do que positivo. Há liberdade para tudo, excepto para o respeito da liberdade enquanto conceito gerador de prosperidade e felicidade. A liberdade politicamente entendida é limitadora dos direitos básicos (direito natural). A liberdade materialmente vivida destrói o âmago da própria liberdade. Não existe liberdade sem ordem, disciplina e hierarquia. Coisas há muito consideradas «obsoletas e atrasadas».

Democracia, bela palavra esta. Cada vez mais vã e diluída, sem expressão consentânea com a grandeza de que deveria ser geradora. A democracia foi o elo perfeito entre a perfídia e a ganância, dois pecados aos quais não se tem dado a devida atenção.

E eis-nos chegados à situação mais absurda de sempre, a igualdade. Esta igualdade não é uma igualdade fundada na razão mas sim no nominalismo totalitarista do pós-modernismo. Não há maior crime do que querer igualar, à força se preciso for, duas coisas que são desiguais por natureza e por essência. O actual conceito de igualdade reclama igualdade para todos, obliterando muito convenientemente, que nem todos desejam essa suposta liberdade, que a bem ver, se tornou uma "prisão" para a humanidade. São cometidos os maiores crimes de lesa-pátria em nome da igualdade, são cometidas as maiores fraudes sempre em nome dessa utopia mais do que utópica.

A república do saque e a democracia dos pantocratas estão a engolir Portugal. Mas nada que pareça incomodar muito os fogueteiros do costume (amnésicos e abstémios..).

Já o disse e volto a repeti-lo: - Precisamos de um rei que venha instaurar ordem na desordem. Precisamos de um rei, que se sabe ser a única personalidade política sem «rabos de palha» e sem lóbis ou condicionamentos de qualquer espécie, que possa acabar com estes espoliamentos escandalosos  aos portugueses. Só o rei tem tal poder, de reverter esta situação e evitar que o país se desintegre em definitivo.

 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Verdades sobre a monarquia

O príncipe pertence à ordem de princípios universais, não depende de sufrágios políticos, nem de nenhuma opinião pública, nem da confusão política gerada pela partidocracia encarniçada e nem tão pouco dos críticos desculturizados que em nome do progresso (!?) se esquecem muito convenientemente destas simples verdades. A revolução de 89 já tinha sido "plantada e cultivada" na Renascença e assim sendo, Rousseau limitou-se a aproveitar o momento político que favorável a uma espécie de "redivinização" do homem, aspirava  ao domínio do mundo. Tal utopia forjou os direitos humanos que viriam a condicionar fortemente as sucessivas tentativas de tal "redivinização".

«Que cousa he Revolução? Revolução he huma mudança desgraçada do bem para o mal, na ordem política, de que resulta alguma vantagem para os Scelerados, que a fazem». [A Genealogia do Pensamento Nacionalista - Fernando Campos, pág. 21].
«Todo o transtorno da ordem estabelecida he huma desgraça verdadeira; toda a mudança repentina é perigosa, e muito mais quando se passa de hum estado para outro estado diametralmente oposto. Se os hábitos políticos, e moraes arraigados profundamente pelo lapso dos séculos, se tem convertido em natureza, sem fazer a esta extrema violência, não se podem mudar, ou destruir, para adquirir outros em todo o sentido contrários. Eis-aqui o que intentão fazer as revoluções políticas, que se devem considerar como flagelos da Justiça Divina para punir os delictos dos homens. Sempre houverão revoluções em todos os povos antigos na ordem política, mas limitavam-se unicamente entre os Romanos á forma do seu governo, e ás pessoas que sustentavam as rédeas destes mesmos governos; revoluções moraes nunca existirão. Erão imudáveis as Leis, imudável a Religião, invariáveis os costumes, tudo era Romano até á expulsão dos Tarquinios, tudo foi Romano no Governo Consular, e passando o governo ao Estado Monárquico, não houve mudança alguma na ordem moral. (...) Com o ódio aos monarcas, apareccêo, não só o desprezo, mas ódio á religião, e aos costumes formados pela sua moral, o ódio ás Leis mais Sagradas da humanidade, ás instituições consagradas pelos séculos em que os Povos tinhão conservado a sua felicidade». [Ibidem, págs. 21 e 22]






 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Eles andam a gozar com os portugueses

Os tão famigerados cortes de 10% nas pensões acima dos 600 euros servem para os tais que, abrangidos pelo regime de excepção, continuam a não sofrer nenhum tipo de corte e até venham a aumentar o valor das suas reformas, e nem pensar em tocar nas reformas vitalícias. Mesmo que os detentores das mesmas tenham sido os maiores traidores da história moderna.
 
Isto é gozar com o burgo, é gozar com a populaça em geral, é corrosivamente imoral e destituído de lógica. Mas a lógica não é uma "batata", há lógica neste tipo de acções, se se compreender que o que é pretendido pelas elites político-económicas é uma futura idade de escravos, a «sinificação» total, o reino do anti-cristo.
 
No campo estritamente económico, não é a mesma coisa cortar 10% num salário de 800 euros e 10% num salário de 5000 euros. A mesma percentagem nos dois domínios revela-se muito discriminatória. E sendo o combate à discriminação uma das bandeiras do ideal «pantocrático», não se compreende este silêncio da parte de centrais sindicais e afins sobre este assunto, sempre prontos para fazer greves por «dá cá aquela palha»..., huuuummm, porque será?
 
 
 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Num país sem lei nem justiça

Contado ninguém acreditaria no que se passa no país Portugal. Penso até que o nosso país deveria ser objecto de estudo, um case study, por parte de organismos internacionais. Senão vejamos; num país onde a média salarial rondará os 700,00 euros (estou a ser simpático), como é que se pode, por exemplo, ter os combustíveis mais caros da europa? Sim, porque se atendermos à proporcionalidade do que recebemos e do que pagamos, somos o país da europa que mais paga pelos combustíveis, pela energia e pela alimentação. Para não falar aqui de telefones, internets, impostos e outros.
 
É nesta tríade de serviços onde poisam alguns dos maiores ladrões e sanguessugas deste país. Mas para além disso, esta tríade é hoje possuidora de um poderoso mecanismo de subversão que criou e cria monopólios fortíssimos servida pela casta cleptocrata que dita leis. São estes "corjistas" de "casota democrática" que mandam nisto. São eles que influenciam a política, financiando e publicitando os maiores podres que por lá gravitam. E o grande jogo democrático de efeito "anastésico-abrilino" resume-se ao seguinte: os corjistas da "casota democrática" vão fabricando os seus homens (detentores dos principais cargos políticos) ao longo de vários anos. Quase sempre, os políticos que chegam a um lugar de destaque, são indivíduos com um passado sujo ou segredos vergonhosos, e os corjistas, sabendo disso, dominam-nos pelo pavor do escândalo.
 
Basta pensar neste actual primeiro-ministro e no seu antecessor. Dois personagens que demoraram anos a ser fabricados. O primeiro, cujo nome não escrevo aqui para não insultar o grande filósofo grego, andava aparentemente perdido lá numa câmara da Beira interior, assinava projectos sem o poder fazer, trinta por uma linha e zás chaga a ministro. Depois, mais escarafunhice, furacões e falcatruas e pumba chega a primeiro-ministro. O pior governo de sempre em Portugal. O segundo, qual personagem saído da toca, acabou o curso aos 37 anos, segundo dizem. Era um farrista de primeira, copos e ladainhas e catrapumba é o Jota de serviço durante alguns anos. Nunca trabalhou na vida, nem tão pouco tem noção do que é o trabalho. Porque a cultura do trabalho foi destruída em favor dos corjistas que não se cansam de roubar os recursos dos portugueses. Não se dá valor a quem trabalha neste país, e este é um erro que terá consequências desastrosas.
 
Mas não bastava isto aos corjistas, os mesmos ainda gozam com as pessoas, com os pais, com os filhos e com todos os que com o seu labor querem levar as suas vidas e a do país para a frente. Dois exemplos que ilustram bem esta questão: 1- os manuais escolares, produzidos por um monopólio dentro de outro monopólio maior, vão aumentar 2,6%! Em alguns casos, os manuais escolares poderão custar 484,00 euros! Estamos certamente do Dubai ou no Quatar onde cada família tem um poço de petróleo no quintal!!
2- Uma corporação de bombeiros de uma certa localidade foi multada em 2500,00 euros pela ASAE por falta de um dístico. O que é mais importante para a ASAE e os seus sequazes? Um bom serviço por parte da entidade e dos seus elementos ou a presença de um qualquer dístico?
Que bando de palhaços.
 
Então esse dinheiro não daria muito jeito a uma corporação de bombeiros? Quem vai pagar a multa? O Zé Pagode, pois claro! Que bando de filhos da puta.
 
Não poderia deixar de citar aqui os "corneteiros", aqueles psicopatas que vendem lugares no paraíso. A tríade acima falada, não é bem uma tríade, pois possui um quarto elemento que consegue passar despercebido até certo momento, os banqueiros.
A maior seita de malfeitores deste país. Os mesmos ainda têm o desplante de vir admoestar o povo pelas Tvs sempre que acha que o mesmo não se comporta como deveria. As suas intervenções roçam o desprezo total pelas pessoas, o sarcasmo sem limites e um ódio louco a todos os que denunciam a roubalheira escandalosa e a publicidade enganosa.
 
Numa futura Re-evolução, sem tiques abrilinos, estes ocuparão a primeira fila da linha de enforcamento. Terão uma morte rápida ao contrário dos corjistas, que serão dissecados com arame farpado e agulhas fervidas em azeite. Da forma que esta país está a ser conduzido, o cenário acima descrito poderá tornar-se realidade. Quando acontecer o clique final, que poderá estar próximo, tudo se transformará.
 
Falta aqui também falar de outro elemento ainda mais invisível, os "labregos sem braguilha", ou os "tapa-cuecas", a maior central de perversões a nível mundial, que gosta de tratar a humanidade como "gado". Essa seita congrega alguns dos maiores bandidos à escala planetária. Gente que não respeita o próximo e que faz de tudo e de todos coutada privada. São esses lambe-piças que manipulam a feitura das leis, dos decretos e da (in)justiça; só lhes falta como adornos a vassoura e a pá do lixo.
Todas as podridões emanam directa ou indirectamente das mansardas fedorentas, onde a crença e o culto são como a salsicha e o presunto.
 
Numa futura Re-evolução, locais como este serão dinamitados, não ficando pedra sobre pedra.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A débacle política e económica Vs. os veraneantes

Que espécie de doença mental se abateu sobre a sociedade portuguesa?
É a loucura filtrada do amanho carnal arrebatado às suas paixões primárias?
 
Todas as decisões políticas e económicas convergem para um futuro Estado - a escravocracia, controlada pelos plutocratas e gerida pelos cleptocratas - uns roubam e roubarão cada vez mais, outros impõem e imporão  cada vez mais também leis e decretos humilhantes para o ser humano, onde a «discricionariedade» e a discrepância de valores e intenções chagará a níveis assustadores.
Se esta situação não for invertida, veremos situações ainda bem piores do que a "podridão mental" que por aí já grassa; «gayzismo e gaymónio», aborto à vontade do freguês, liberalização de drogas e aditivos, eutanásias e "tubofanias" de toda a espécie tornar-se-ão obsoletas perante as nascentes ideologias do "vampirismo gnóstico".
 
Estamos a caminho de um possível reino do anti-cristo [eu não sou milenarista nem messianista], mas tal como dizia Jesus: «crê em mim e no Pai, o resto te será dado por acréscimo». Não era bem com estas palavras, mas estas servem na perfeição para o que aqui pretendo dizer.
Que o "diabo" anda "cada vez mais à solta", como se diz na gíria popular, é uma evidência que não deixa de crescer todos os dias, e perante o "estado de sonambulismo" generalizado, não sei o que poderá acontecer.
 
O pessoal precisa de férias e praia, se possível ficarem "Michaels Jacksons" ao contrário, cerveja e churrascos, mariscos e patos, sem esquecer a imponência desfilatória de "vedames" e "goivas".
E também a pretensa superior cultura de algumas castas desfilará pelos Assemblements da cortina fétida que lhes ampara os passos e a engrenagem encefálica.
 

sábado, 22 de junho de 2013

Mistérios quânticos que põem os cabelos em pé aos darwinistas

A dualidade onda-partícula é uma realidade transcendental muito difícil de entender pela lógica imanente e materialista da sociedade actual.
A dualidade onda-partícula caracteriza-se pelo facto das partículas elementares como electrões, protões, e até alguns átomos e moléculas, existirem em estados que evoluem em ondas quando não são observadas, mas que colapsam para partículas quando são observadas. Um dos maiores físicos do século XX, Heisenberg, chamou a este estado de coisas "amplitudes de probabilidades", levando-o ainda  a concluir que «a base do mundo material é não-material; que os constituintes das coisas reais não são tão reais como as coisas que constroem; que a realidade é criada por observação; que a natureza da realidade é simultaneamente não-local e de aparência mental.»
 
A não-localidade do universo é a condição essencial para a proliferação de ondas quânticas, o que se relaciona com uma ordem transcendente cujos propósitos ultrapassam em muito o que se possa conceber o assunto. Para além disto tudo, a física quântica demonstra que os processos subjacentes à realidade não são uniformes, ou seja, a criação da realidade é feita através de sobreposições "não totalmente" reais de possibilidades, que evoluem num processo determinista. As efectivações vão criando os efeitos reais que são regulados por um certo acaso.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A aparência mental do mundo quântico que irrita os darwinistas

Paul Dirac dizia numa conferência realizada em 1993 que «a natureza aleatória dos saltos quânticos não era feita às cegas como a palavra aleatória poderia deixar supor.» É feita uma escolha, continuava Dirac, dizendo ainda que neste caso, escolha, se definia como «qualquer fixação de algo que é deixado livre pelas leis da natureza.» O que Dirac pretendia dizer é que os saltos quânticos estavam à margem das leis da natureza, tal como as conhecemos.
 
Não é fácil conceber ou ter uma ideia sobre as leis que possam reger os saltos quânticos, se é que lhes podemos chamar de leis. Já mais de uma vez foi sugerido por diversos investigadores e cientistas que nos saltos quânticos, o sobrenatural se impõe ao natural. Na realidade quântica  a linha de demarcação entre o natural e o sobrenatural não é clara, tornando-se difusa e opaca, o que provoca uma fusão dos dois domínios, entrando-se pela metafísica adentro.
 
Como a natureza do ser humano é molecular, estamos sujeitos aos efeitos quânticos não locais prevalecentes no universo. As consequências dos fenómenos quânticos em relação à natureza humana, são muito claros: O ser humano tem necessidades espirituais porque a sua mente precisa de estar em contacto com aquilo que lhe é semelhante no universo - O Substrato de Aparência Mental do Universo.
 
O homem tem necessidades espirituais porque a natureza do universo é espiritual.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A física quântica - o pesadelo dos darwinistas

O fundamento da realidade baseia-se em relações numéricas - princípios não-materiais - que estabelecem a ordem existente no nosso mundo macroscópico. A realidade de que aqui se fala baseia-se em fenómenos que transcendem a nossa perspectiva clássica sobre o assunto. Santo Agostinho definiu este tema com muita clareza no seu livro Confissões onde podemos ler: «Quanto mais envelhecia, mais desprezível se tornava o vazio do meu pensamento, pois não era capaz de imaginar qualquer entidade senão como algo corporalmente visível.»
 
De forma resumida, digamos que nenhuma coisa vulgar se pode comportar como as partículas elementares de que é constituída. A natureza da realidade quântica é de "aparência mental" e manifesta-se de várias formas. Os chamados campos de probabilidades não-materiais assemelham-se muito mais a um "pensamento" do que a uma "coisa". Basta pensarmos no funcionamento da química em que o evitar das órbitas ocupadas é a base de toda a química e da ordem visível do universo, o que configura não o resultado de uma força mecânica, material portanto, mas sim, o resultado de um princípio de "aparência mental". Mas o mais surpreendente prende-se com o facto de sempre que um sistema quântico empreende transições de um estado para outro em saltos quânticos, o faz espontaneamente, sem qualquer causa aparente. Só uma "mente" pode iniciar, por sua própria iniciativa, uma cadeia de eventos causais.
 
«A natureza não dá saltos», dizia Darwin, mas para grande desgosto de Darwin e dos seus seguidores, o que a natureza mais faz é precisamente dar saltos, sempre e sem motivo aparente.
 
Um aspecto muito interessante da física quântica relaciona-se de muito perto com aquilo que nos é permitido observar e conhecer. Toda e qualquer molécula consiste não apenas no seu estado observável como consiste também em incontáveis números de estados que são invisíveis porque estão vazios. Os químico-quânticos chamam virtuais a estes estados vazios, porque existem virtualmente mas não "realmente". Estes estados virtuais são formas matemáticas, funções de probabilidades, fragmentos de informação, padrões de ordem, mas são mais do que simples funções ou formas matemáticas. A sua existência pode ser melhor compreendida se se tiver em conta que um átomo ou uma molécula pode fazer uma transição para um desses estados vazios, que depois se tornam reais no sentido vulgar do termo. A ordem de estados virtuais é uma ordem transcendente, e a efectuação de um estado virtual é o mecanismo pelo qual a ordem transcendente pode evoluir no mundo material.
 
Ao contrário do que afirmam os darwinistas, não é a partir do caos ou do nada que a ordem evolui, mas sim a partir da efectivação da ordem virtual que existe numa forma previsível, muito antes de ter sido efectivada.
 
O ponto de vista darwinista não reconhece alterações espontâneas, nem a selecção quântica, nem padrões de conduta não adaptados e muito menos recorre às entidades não-materiais da realidade quântica. O darwinismo faz lembrar um motor a vapor aplicado aos circuitos integrados da vida.
 
No fundamento da realidade física, a natureza das coisas materiais revela-se como não-material. Os componentes elementares das coisas reais formam uma espécie de realidade não conforme às coisas que são produzidas. São entidades com propriedades de "aparência mental". Os estados virtuais, não observáveis e de aparência ondulatória, são estados com aparência de pensamento - os resultados de saltos quânticos, com aparência material. Efectuação é materialização.
A realidade transcendente é intrinsecamente inobservável, o que muito naturalmente significa que, na fronteira de qualquer realidade observável, a mesma não se desvanece no nada, mas na metafísica.
 
Paul Dirac dizia que «as leis fundamentais da natureza não governam o mundo tal como parece no nosso quadro mental de qualquer forma muito directa, mas antes controlam um substrato do qual não podemos formar um quadro mental sem introduzir irrelevâncias.»
 
 
A continuar.

terça-feira, 18 de junho de 2013

O sonho "sindical-comunista"

O que é que se conseguiu com estas greves aos exames? Nada. Um rotundo zero. Continua tudo na mesma, porque os planos de deseducação são para levar por diante, custe o que custar. Não se compreendem as declarações dos sindicatos, de que tal feito fazem uma vitória.
Pior do que a situação não ter evoluído favoravelmente à classe docente com esta greve aos exames, é a total imobilidade e insensibilidade dos diversos governos perante a greve, o que quer dizer que não vão lá com greves. O sonho "sindical-comunista" começa a desmoronar-se perante as evidências, e como se costuma dizer, só não vê quem não quer..
 
Como sempre acontece, os que nada têm a ver com isto são os mais prejudicados, mas a ter em conta pelas amostras, nem governo nem sindicatos estão minimamente ralados que sejam os alunos os mais prejudicados. De um lado, greves e manifestações, do outro, insensibilidade e desinteresse pelas greves dos "charlatães ideológicos". Os sindicatos fazem jogo duplo, alguns dos seus elementos auferem ordenados verdadeiramente incríveis, e depois, tal como o lobo se disfarçou de frade para entrar no convento, o mesmo aconteceu à democracia com a ascensão do sonho "sindical-comunista", de índole antidemocrática primária, de resto, tal como os seus parentes próximos.
 
 
 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

A competência por colação



«A multidão, ou melhor a constituição, supunha que os legisladores nomeados pelos seus delegados eram mais competentes para fazer leis do que ela. A esta competência um pouco extravagante é que eu chamo a competência por colação. Assim, nada há que me indique que um determinado cidadão tenha a menor competência legisladora, isto é, jurídica; mas a competência que lhe falta, confiro-lha eu pela confiança que me merece e eu manifesto-a votando nele ou votando em pessoas que lha concedem escolhendo-o.
Evidentemente, a competência por colação não tem senso comum; mas tem a seu favor algumas aparências e até um pouco mais que aparências. Não tem senso comum, porque é uma criação ex-nihilo [a partir do nada], porque é o incompetente a tirar de si o competente, é um zero que produz uma unidade. A colação, todavia, embora não me agrade em parte nenhuma, é bastante legítima, sempre que provenha de uma corporação competente. Um sábio, que não seja bacharel, recebe esse grau de uma universidade, e os de licenciado e doutor, para poder entrar nessa universidade, que é hábil e competente para o fazer, por ter capacidade de saber, e por ser devido apenas a circunstâncias especiais que o sábio não possuía nenhum diploma científico oficial. Mas, sem dúvida, pareceria muito paradoxal, e até muito ridículo, que um grupo de indivíduos sem diplomas universitários conferissem a alguém, por exemplo, o grau de doutor em matemática. A competência por colação dos incompetentes não tem certamente senso comum.»
 
Excerto do livro O Culto da Incompetência de Émile Faguet.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Fernando Pessoa, o grupo dos 300 e a sua influência cultural na Europa

«A razão e a técnica de infiltração consiste no seguinte: todo o princípio político, estético, filosófico tem duas características, tem uma ideia central que o distingue dos outros; é composto de elementos vários subordinados a essa ideia central. Há, portanto, três maneiras de arruinar, por infiltração, um princípio qualquer. A primeira, é exagerar até ao desequilíbrio - sobretudo ao desequilíbrio com a realidade - a ideia central, que o distingue. A segunda é erigir em principal qualquer dos elementos secundários, ou em principais qualquer deles. A terceira é liga-lo, quer por meio da sua ideia central, quer por meio de qualquer das acessórias, exageradas em importância para esse fim, a qualquer outro princípio com que forçosamente ou não convém ou, posto em prática, não convirá.
 
Vamos dar exemplos destas três tácticas.
A certa altura do século XIX começou a manifestar-se uma reacção contra o Romantismo. Esta reacção surgiu em parte como «avançada» em relação a ele (naturalismo) em parte como «retrógada» (neoclassicismo). Como este último ameaçava reconstruir o ideal pagão, era mister desvirtuá-lo. Assim se fez. O que tendia para ser um critério neoclássico puro foi desvirtuado, pelo exagero, em oposição ao romantismo, do espírito estético central do classicismo, para o chamado movimento estético, representado principalmente por Oscar Wilde.
Os «Trezentos»  não inventaram Oscar Wilde, é certo; o que fizeram foi, por acção insistente sobre ele no meio em que vivia, impeli-lo cada vez mais no exagero da parte infecunda do seu helenismo, o que fizeram foi, conseguido isto, espalhar por toda a europa o conhecimento da sua obra. A «propaganda» de Wilde é mais alguma coisa que o simples desenvolvimento natural da sua reputação.
 
Outro exemplo. A certa altura do século XIX e mais claramente no século XX, surgiu uma corrente monárquica, nacionalista e tradicionalista na Europa e sobretudo em França. Este elemento representava um perigo, tanto mais que ameaçava tornar-se forte, como, com efeito, se tornou. Era forçoso desvirtuá-lo. Assim se fez. Por uma acção insistente e disfarçada junto de elementos componentes desse movimento, conseguiu-se que esse monarquismo assumisse um aspecto absolutamente anti-individualista, fazendo-o ir simular as instituições da Idade-Média. Sabedores os trezentos, ou quem os dirige, que a civilização europeia, pelos seus fundamentos gregos, é radicalmente individualista; que a civilização moderna é, de per si individualista também, pois que avançou para além da fase corporativista que é característica do início de todas as civilizações e do seu estado semi-bárbaro, viram bem que, convertendo em anti-individualista e corporativista o novo monarquismo, conseguiam um triplo resultado, de três modos servidor dos seus fins: nulificar a acção futura profunda desse monarquismo desadaptando-o do individualismo fundamental da nossa civilização; pô-lo em conflito com o individualismo moderno, nascido do progresso das nações e da multiplicação de entrerelações e culturas; atirar com ele contra os princípios helénicos e clássicos.
 
A queda do Império Alemão, preparada de longe, desde que se conseguiu afastar Bismarck da sua governação, é dos trabalhos mais assombrosos da direcção secreta que pode imaginar-se. Organizado em bases estatísticas, e, portanto, contrária às da substância da nossa civilização, o Império Alemão tinha que cair. O que não era forçoso é que caísse da forma que caiu, ou que se prolongasse a guerra em que ruiu, ou se tivesse conseguido a intervenção da América [...] ».

Os sublinhados e negritos são meus.
 
 
Fernando Pessoa - Textos em prosa

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A "opinião pública" segundo Fernando Pessoa


«Entre as várias superstições verbais, de que se alimenta a pseudo-inteligência da nossa época, a mais vulgarmente usada é a da «opinião pública». E, como acontece com todas as superstições que conseguem deveras enraizar-se mas que não conseguem nunca tornar-se lúcidas, este critério instintivo respeitador da opinião pública em palavras (porque sente que há por detrás da frase uma realidade), mas pouco respeitador dela em actos (porque não sabe definitivamente que realidade é essa), é ao mesmo tempo o esteio e o vício das sociedades modernas. É o seu esteio porque é o esteio de todas as sociedades, na sua realidade verdadeira; é o seu vício porque as sociedades modernas têm da opinião pública um conceito absolutamente errado. Esse conceito provém do erro fundamental das teorias democráticas, profundamente anti-populares; e a origem do erro está na mentalidade do século XVIII, onde esse conceito, tal como o temos, se gerou.»

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A radicalização da agenda homossexual - o chupa cús




É proibido manifestar-se contra o casamento gay! Vejam bem ao que esta merda chegou. A polícia a retirar as bandeirinhas da família e quase a tratar as pessoas como terroristas, bombas de barulho para criar uma atmosfera digna dos piores "hooligans"... é este o governo progressista do socialismo da maior mentira do mundo. Hollande, o chupa-cús número um, é o cão de fila que segue muito bem os passos a ser dados. O terrorismo de Estado ao serviço das engenharias sociais, que representam neste momento o "anti-cristo", a destruição da família e o fim do mundo tal como o conhecemos até à actualidade.

A democrata dança política portuguesa

Eu estou quase como diria o "outro", se a política portuguesa não existisse... teria de ser inventada. Mas vejamos bem o que quero com isto dizer.
 
No nosso país, desde o 25 de abril para cá, e sobretudo a partir da década de 1980, o que a política portuguesa nos revela é uma "dança democrata"; dois partidos, um mais à esquerda outro mais à direita, o da esquerda imbuído que está nas falácias sociais só sabe "escacar" a economia, sempre em nome das falácias da revolução de 1789. O outro, mais à direita, é depois chamado a intervir para pôr ordem na desordem, para pagar o que os caloteiros fizeram, e para tentar amealhar alguma coisa. Logo de seguida voltam os "líricos" com as suas preponeias e a sua cultura de "não trabalho", dando cabo do que os outros amealharam. E depois dos "líricos" foderem tudo, lá voltam novamente os primeiros para mais uma vez endireitar as contas e tentar amealhar alguma coisa. É um ciclo vicioso sem fim à vista. Todos roubam, mas com algumas diferenças, enquanto na direita vai restando algum bom senso, na esquerda vale tudo, até tirar olhos.
 
 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

As imperfeições da democracia segundo Pessoa

«O melhor regimen político é aquele que permita com mais segurança e facilidade o jogo livre e natural das forças (construtivas) sociais, e que com mais facilidade permite o acesso ao poder dos homens mais competentes para exercê-lo. É escusado acentuar que esse regimen variará de nação para nação, e, em cada nação, de época para época.
Sucede com o regimen democrático que, tendo, por sua mesma natureza, a primeira vantagem, é, por essa mesma natureza, o pior com respeito à segunda. A sua base liberal, dando azo a que as forças individuais se expandam sem constrangimento, garante a plena valorização destas forças, quanto nelas caiba. Mas o basear o seu sistema de governo num apelo a maiorias, forçosamente ignorantes e incultas - ou absolutamente, ou pelo menos, em relação ao resto do país - faz com que o acesso ao poder seja quase limitado a homens dotados para dominar ou sugestionar as maiorias, e as qualidades exigidas para esse fim não são as mesmas - são até por vezes contrárias - às que são exigidas para o governo de uma nação. Se a transmissão de poderes da maioria para o governo tivesse nos dominadores e sugestionadores das maiorias, não o seu termo, mas um ponto intermédio - isto é, se os eleitos do povo fossem, não seus governantes, mas apenas os que escolheriam os governantes, eleitos não para governar mas para escolher - então se poderia admitir uma certa facilidade de acesso ao poder de homens realmente competentes para exercê-lo. (...)
 
A república aristocrática é o sistema mais perfeito, porque é o mais estável. A monarquia absoluta depende de um homem; a república aristocrática é já uma instituição. Todos os outros sistemas de governo são maus. A chamada «democracia» é apenas uma oligarquia complexa, ou uma complexidade de oligarquias. A monarquia constitucional é má porque é a média entre o que morreu e o que não pode existir.»
 
In Teoria do Estado Moderno de Fernando Pessoa.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ao que chegou a democracia

Quando se chega a um ponto em que se pretende justificar tudo o que existe, seja bom ou mau, com a democracia é sinal de que não existe democracia. É paradoxal esta afirmação pois, como pode uma coisa não existir se se diz que ela existe? Analisando com alguma profundidade esta questão, a democracia existe formalmente mas nunca existe num patamar do qual as simples "massas" possam retirar daí algum provento. E como muito bem sabemos, a democracia dita parlamentar, que é mais ou menos a que vigora por todo o lado, baseia-se numa série de pressupostos e teses que nunca foram muito democráticos. A história explica muito bem porquê.
 
A democracia hoje, serve todo o tipo de torpezas inimagináveis, serve ambições sarcásticas e propósitos muito duvidosos. É ver como qualquer político de qualquer partido utiliza hoje o termo democracia: "uma muleta muito útil para outros voos". Enquanto o simples eleitor é "esfolado" no simples acto de se ver constrangido ao direito de voto, é "esfolado" economicamente e "esfolado" psicologicamente. A democracia actual sustenta-se sobre dois pilares que lhe dão forma, os interesses económicos monopolistas mundiais (Plutocracia internacional) e a agenda muito antiga de "passar a tratar a humanidade como gado" (governo único mundial de inspiração maçónico-satânica).
 
Todo aquele que manifestar "frescura de espírito" denunciando o óbvio, e volto a referir, O ÓBVIO, é acusado de antidemocrata, inimigo da liberdade. A democracia é ré e carrasco ao mesmo tempo, conforme as conveniências e a flutuação das opiniões. A cada nova investida, uma deslocação massiva de rebeliões democráticas, como não podia deixar de ser, tratam de anular dissidências lançado para a frente as palavras de ordem´: «Estamos em democracia», e como estamos em democracia vale tudo, até retirar legitimidade democrática a todos os que não concordam com a agenda globalista, sobretudo a que diz respeito à transgressão gravíssima da genealogia e da biologia intrínseca do ser humano, sem esquecer o aborto, a eutanásia, o utilitarismo radical e a inversão da moral e dos costumes.
 
Não existe democracia, porque a democracia tem de ser muito mais do que um jogo perverso, onde uma agenda inimiga dos povos pretende ditar leis.
 
 
 

A inversão moral de um país - a Geneofobia

Depois de ontem ter visto uns resumos do "prós e contras" de segunda feira última, porque não vejo televisão, era capaz de me passar com o que ouviria e partiria a televisão e claro que ela não teria culpa. Mas do que vi e ouvi desses tais resumos, de diversas fontes, aquilo parecia a coisa mais natural e absurda do mundo em simultâneo. Natural porque os que defendem (não chamo coadopção mas sim "Geneofobia") a Geneofobia, estão convencidos e imbuídos de uma "fé" que os faz acreditar que é possível mudar a ordem natural das coisas. Vivem num paraíso gnóstico onde a norma comum é o combate a tudo o que diga respeito às mais altas aspirações humanas, a moral para eles é um "trapo roto". Em nome de taras e perversões "pansexualistas" aplica-se ao homem uma realidade alternativa que não é mais baseada na genealogia e nem sequer num mundo onde a separação dos sexos e a complementaridade dos mesmos é imperativo biológico e ontológico. Não há dois pais nem duas mães, em lado nenhum do universo, nem em Andrómeda, nem na Grande Nuvem de Magalhães e nem tão pouco na espiral NGC298-A. Nem num possível universo de anti-matéria poderia haver dois pais ou duas mães, porque a dualidade sexual, a complementaridade macho e fêmea, é norma de qualquer mundo. Só mentes retrógadas, que desejam voltar a uma possível androginia, seriam capazes de imaginar e desenvolver tal projecto.
 
E esta tentativa absurda de mudar o mundo, indicia claramente que se pretende a prazo, e de uma forma ou de outra, terminar com a procriação natural, e atirar com todos os machos e fêmeas para as calendas. Bem vindo ao melhor dos mundos: "escolha o seu bébé por catálogo, os mais bonitos e fortes são mais caros, mas também temos bébés mais baratos, claro que são mais feios e não tão fortes".
 
Mas a coisa não ficará por aqui, além do corte genealógico, pretende-se igualmente o corte biológico, para de seguida se praticarem grandes orgias pedófilas, filhos com quatro ou cinco pais ou mães serão a coisa mais comum do planeta.
 
Os possíveis extraterrestres que por aqui passarem nestas órbitas, assustar-se-ão enormemente com estado de paneleiragem generalizado, mas o que mais os assustará será a pedofilia legalizada por lei, maldirão os nossos pecados, perdoai-lhes senhor, pois estes não sabem mesmo o que fazem.
 
De animais racionais regredimos a bestas, e aqueles que desenvolveram as teorias do "cagar para dentro" e "do mijar para o ar" são aqueles mesmos que usam um "rolo de massa" e "triângulos" com fartura, prumos sem fio e talocha sem cabo, avental de jerico e penico de quintal, colher de trolha, A VERDADEIRA ENTRADA PARA O INFERNO, SE O INFERNO ESTÁ NA TERRA COMO SE COSTUMA DIZER, ENTÃO, A ENTRADA PARA O INFERNO, FICA MESMO ALI AO LADO, ONDE SÍMBOLOS SÃO PROFANADOS E O HOMEM REDUZIDO Á SUA CONDIÇÃO DE SIMPLES BESTA, TAL COMO OS PRIMEIROS HUMANOÍDES ANDRÓGINOS.
 
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A democracia da ilga Portugal

«Não há nenhum valor democrático que possa ser invocado no sentido de inviabilizar a adopção de crianças por casais homossexuais», diz o presidente da ilga Portugal, Paulo Côrte-Real, numa notícia do JN.
Em primeiro lugar, não sei se este indivíduo sabe o que é a democracia, ou melhor dito, de que conceito de democracia enferma aquela cabeça. Em segundo lugar, esta afirmação deixa implícito que todos os que contestam tal decisão, da adopção de crianças por homossexuais, são anti-democratas primários. A subversão ideológica é o pano de fundo sob o qual se desenrola uma patranhice muito útil a certos planos.
Em terceiro lugar, não sei o que é um casal homossexual. E que venha lá quem quiser argumentar sobre a possibilidade de existência de qualquer "Casal" homossexual, porque a etimologia da palavra "Casal" o diz claramente: "Casal" é macho e fêmea, sempre foi e sempre será, independentemente das patologias ontológicas das mentes gnósticas.
 
Não só, contestar esta lei, é um acto muito democrático, como também essencial e apelativo. A única situação antidemocrática aqui é a ilga e o seu (des)responsável máximo, Paulo Côrte-Real, que pretende enviesar as opiniões contrapondo uma espécie de censura saída directamente de uma inquisição mental sem paralelo na nossa história contemporânea.
 
 
Chegou a altura de alguém dizer a estes indivíduos: ide cavar batatas e roçar mato para o monte; para dizer asneirolas destas mais valia ter-vos posto a "defensores da não castração dos animais".

terça-feira, 21 de maio de 2013

A incompatibilidade jurídica entre o povo e a democracia

Em um post anterior fez-se a transcrição de um excerto do livro O Culto da Incompetência de Émile Faguet, livrinho escrito há mais de cem anos mas com uma actualidade impressionante! De seguida segue mais um excerto desse livro que é, na minha opinião, arrasador!: «A fábrica das leis é um verdadeiro armazém de novidades; talvez, melhor ainda, um jornal. E, senão, vejamos. Todos os dias se faz uma interpelação, é o artigo da polémica; interrogam-se os ministros várias vezes no mesmo dia, acerca de pequenos casos que se deram em diversos pontos, é o romance de folhetim ou o conto da secção literária, faz-se uma lei a propósito de um caso passado na véspera, é o artigo de fundo; há murros nas carteiras e às vezes nos próprios deputados, são os acontecimentos do dia. Tal é a mais exacta representação do país, a sua imagem fiel; tudo que se passou de manhã é tratado no parlamento à tarde como no café de Casteltartarin; é a lupa do país tagarela. Ora uma Câmara Legislativa não deve ser a imagem do país, mas sim a sua alma e o seu cérebro; contudo, pelas razões já expostas, a representação nacional, representando apenas as paixões do país, não pode deixar de ser o que é, ou, por outros termos, a democracia moderna não é governada por leis, mas por decretos, por isso é que as leis de ocasião são simples decretos e nunca leis. Uma lei é uma disposição antiga, consagrada para uso prolongado, a que se obedece quase sem se dar por isso, disposição essa que faz parte de um conjunto meditado, coerente, lógico e harmonioso de prescrições. A lei baseada em circunstâncias de momento não é mais do que um decreto.»
 
Estas palavras, para quem ler o excerto com atenção, são não só proféticas como se ajustam na perfeição à nossa sociedade actual. Existe uma grande incompatibilidade entre o que afirma a democracia em termos de leis e a sua efectivação no plano social, para além de que com "uma qualquer fábrica de leis" qualquer tara e vício perverso passam por lei a ser legais e muito recomendáveis. É a lei *à la carte.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Grandes momentos do futebol mundial - Final da Taça de Inglaterra 1989

Uma tarde de maio de 1989, no velhinho Wembley, Liverpool - Everton, final da Taça de Inglaterra. Grande jogo de futebol, de um lado Grobellear, Hanson, Wheelan, Mc.Mahon, Steve Nicol, John Aldridge, Ray Houghton e claro, Ian Rush, e do outro, Sharp, Ratcliff, Southall, Kevin Sheedy, Steven.
 
O Liverpool liderou o marcador até aos 88 min. (1-0), mas o Everton consegue empatar nessa altura;
EXPLOSÃO DE ALEGRIA ENTRE OS ADEPTOS DO EVERTON, QUE INVADEM O RELVADO, ABRAÇANDO-SE AOS SEUS JOGADORES, LEVANTANDO-OS NO AR E DANDO-LHES BEIJOS. DEMOROU UNS DOIS MINUTOS A RETIRAR AQUELA GENTE DALI E CONTINUAR COM O JOGO. No prolongamento o Liverpool teve mais frescura física e conseguiu vencer por 3-2. Mas que foi um dos grandes jogos de futebol, não só pelo excelente jogo a que assisti, mas também pela involvência e pelo espectáculo que o evento ainda possuía.

A democracia detesta a perfeição

«O que o povo quer, após a tarântula democrática o picar? Primeiro, quer que todos os homens sejam iguais e, portanto, deseja que todas as desigualdades desapareçam, quer essas desigualdades sejam artificiais, quer naturais. Não quer desigualdades artificias ou convencionais, como a nobreza de nascimento, mercês do rei, riqueza de nascimento, e é partidário da abolição da nobreza, da realeza e das heranças; também não gosta das desigualdades naturais, isto é, não gosta que um homem seja mais inteligente, mais activo, mais valente, mais hábil que outro.
Não pode, é certo, o povo destruir estas últimas desigualdades; mas pode neutralizá-las, torná-las inúteis, afastando dos empregos públicos todos aqueles que as possuam. Portanto, o povo é levado natural e, por assim dizer, forçadamente a afastar os competentes, precisamente por serem competentes, ou, se quiserdes assim e como ele diria, não como competentes, mas como desiguais, ou, como o povo ainda diria se quisesse desculpar-se, não como desiguais, mas como suspeito de anti-igualitários, uma vez que são desiguais, o que, no fundo, vem a ser tudo a mesma coisa. Foi isto que levou Aristóteles a dizer que a democracia estava onde quer que houvesse desprezo pelo merecimento.»
 
 
Este pequeno trecho pertence ao livro de Émile Faguet, O Culto da Incompetência, livro escrito por volta de 1896, e passados mais de um século dessa data, não podemos deixar de ficar estarrecidos com a actualidade do que acima se descreveu.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O que é a Direita Portuguesa?

O que restou da direita política portuguesa é algo de muito indefinível, sem coluna vertebral. Esta situação origina-se por via da mesma ter começado a negar a sua essência, assim como se recusa a assumir-se de direita. Permeável ao politicamente correcto e muito densificada, esta mesma direita "estatelou-se" por completo sob a dominação cultural de esquerda.
A esquerda ganhou o combate cultural porque a direita se demitiu das suas obrigações, e a imposição das palavras e do vocabulário de esquerda permitiu que os seus esquemas intelectuais sejam hoje prática corrente. A dialéctica esquerdista é muito contraditória, não só em termos como também na sua acção concreta. A demagogia esquerdista não quer saber dos interesses colectivos superiores e apenas admite a existência do interesse particular, a chamada «atomização da sociedade».
 
Os sofistas actuais, tal como os antigos, usam e abusam das subtilidades intelectuais, desvirtuam o significado dos conceitos, mantendo-os num estado de indefinição até não saber do que se fala, e assim, a possibilidade de tudo dizer e contradizer permite à esquerda "encostar" a direita a um estado de pavorosa inexpressão.
A esquerda maneja as palavras com grande perfeição, conhecendo muito bem o poder da palavra, e sabendo-se que algumas palavras, mais do que outras, são "portadoras" de uma grande carga afectiva se associadas a alguns períodos negros da história.
 
Os chavões da esquerda, racista, fascista, homófobo, discriminador são litanias invocadas por via da pobreza argumentativa da esquerda, embora a mesma ganhasse o combate cultural, até ver, o seu suporte ideológico é formal e incoerente, recorrendo à descredibilização sistemática dos seus adversários, pela via da colagem dos tais chavões acima falados e/ou pela desconstrução permanente dos termos, sobretudo os que podem transportar a tal carga afectiva.
Numa sociedade de "doentes mentais" como a nossa, que ainda por cima se acha muito evoluída e não se cansa de dizer que vive no século XXI, o indivíduo de direita conservadora, a única que existe e que sempre foi de direita, é visto como o "mau" colando-se-lhe etiquetas estereotipadas e anátemas usados. Esta desqualificação do indivíduo de direita liga-se a um processo maior de desconstrução: é o fim do debate político saudável e do rebater de ideias.
 
O que a esquerda faz, de uma forma subtil, é suscitar a emoção generalizando e "adormecendo" o discernimento político do eleitor com a ideologia atomista, o interesse particular em detrimento do interesse colectivo superior. E como a direita não existe, o projecto da esquerda tornou-se muito tentador, e os que são contra este projecto são vistos pelos da esquerda como uns "filhos da puta" retrógrados, salazarentos e rançosos de baba fascista.
 
O que a esquerda esqueceu, assim como a direita pantanosa, é o facto de não poder existir sociedade política sem uma visão partilhada dos interesses que dizem respeito ao bem comum. Nenhuma sociedade pode ver o bem comum como uma soma de bens individuais, os quais não representam nenhum bem partilhado por todos, mas é isto que a esquerda quer; uma sociedade reduzida a uma adição de indivíduos e uma justaposição de minorias. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Onde está a Direita Portuguesa?

É sabido desde há muito que a direita portuguesa foi desaparecendo aos poucos. Este desaparecimento começou ainda antes do fim da monarquia, e estendeu-se durante o século XX, exceptuando o período do Estado Novo. São por demais conhecidas e debatidas as causas desse desaparecimento, mas uma delas não tem tido a devida atenção; toda a acção política se baseia sobre a forma como as elites e não o povo entendem e idealizam a sociedade.
 
Considerar o homem como uma "entidade moral", subordinando a política à moral e a economia à política, são consideradas atitudes "antiquadas" e "privativas de liberdade". O núcleo central do conservadorismo é abandonado sem apelo nem agravo pela direita portuguesa. 
 
A direita portuguesa comete um "pecado" de dimensões desastrosas, pois a mesma deveria saber que o "bem comum" consiste numa certa perfeição moral, e privando o homem da sua dimensão moral o mesmo cai na «armadilha materialista», tornando-se num simples consumidor e/ou produtor. Quer o liberalismo dos inícios do século XIX quer o comunismo dos inícios do século XX, não contavam certamente com aliados destes..
 
 
A direita portuguesa, que há muito abandonou o conservadorismo, sendo co-responsável pela tese liberalista saídas das "fossas maçónicas" que recusando o carácter orgânico da sociedade, ignora que a mesma repousa na Família célula base de todas as sociedades, preferindo e exaltando o cidadão.
Cidadão esse cada vez mais isolado em si, mergulhado numa salgalhada de princípios em que o "social" é responsável por uma preocupante ausência de políticas de natalidade e familiares, mas considera o aborto como um serviço. Mas o "social" não se fica por aqui; é ver as dificuldades com as pensões o problema de uma imigração de substituição, uma crise bem "social", cultural, moral e identitária.  
 
O que restou da direita política portuguesa, está em vias de desaparecer definitivamente. O PSD, partido que segundo definições mais rigorosas, é mais de esquerda do que de direita, anda há meia dúzia de anos a "dar tiros nos pés", o que provocará o regresso do pior partido político do século XX e ainda curto XXI ao governo. O outro, CDS, segundo definições também mais rigorosas, é mais centrista do que de direita, e a sua "Democracia - Cristã" está nas calendas.
 
 
 
  

terça-feira, 14 de maio de 2013

A liberdade é falsa e sinónimo de materialismo

A partir de meados do século XVIII com a emergência da ciência moderna, o homem descobre a possibilidade de manipulação da matéria. Substitui assim o primado da contemplação desinteressada da natureza pelo primado da acção concreta sobre a natureza com fins utilitaristas.
Segundo a expressão cartesiana, o homem torna-se «mestre e possuidor da natureza», herdeiro de um novo fogo "Prometeano".
 
A liberdade passa a ser concebida em termos de potência e poder [de manipulação da matéria], preâmbulo da era das grandes invenções. Quando o Eticismo humano se reduz à sua inexpressão, a liberdade destitui-se da sua capacidade de amar e de consentir ao bem. A possibilidade do mal passa a ser a condição do exercício da nossa liberdade - e neste contexto materialista - a ausência de impedimentos exteriores, a liberdade nada mais representa que um puro movimento de inércia humana. O Maio de 68 representou o culminar da antropologia hobesiana e spinoziana: "É proibido proibir" .
 
Paradoxalmente, ou talvez não, o determinismo físico ao qual se reduz a concepção de liberdade [liberdade(s) negativa(s)] opõe-se ao exercício propriamente dito de liberdade, que supõe com efeito um certo indeterminismo da vontade.
 
O homem sendo livre, segundo os cânones modernos, não existe à "maneira do mundo físico", a natureza humana não existe, o homem é apenas um projecto. Evidentemente que o termo natureza se presta a várias interpretações, por causa das suas diversas acepções, que se tornaram fonte de problemas e equívocos. A natureza humana não era muito evocada no tempo da filosofia clássica, apenas se tentaram algumas aproximações ontológicas relativas ao ser, mas nunca foi evocada em termos científicos. A natureza era vista em termos qualitativos e não em termos quantitativos.
 
No domínio ético, a lei natural não se opõe à liberdade individual (é ver a mentira dos nossos dias que afirma o contrário): ela não é uma lei física que determina os comportamentos, mas sim uma lei moral que serve sobretudo para disciplinar as nossas consciências. Neste plano, a liberdade é considerada como uma condição da responsabilidade, uma capacidade de síntese entre as exigências humanas e a recta razão, para assim se poder criar um «bem propriamente humano».
 
 
Inexistente ou impenetrável, privada de consistência ontológica, a natureza deixou de ser vista pelos modernos um princípio de determinação ética. O racionalismo dos nossos dias proíbe toda a perspectiva qualitativa da natureza: o homem apenas se representa tendo em conta a matéria e o número, em suma, a quantidade.
 

sábado, 4 de maio de 2013

O Estado Novo e a Mitologia à portuguesa pós-modernista

Já se sabe que aqui no cantinho muito democrático, de cada vez que se fala no Estado Novo e "naquele indivíduo", o "estado de comichão" é tal que quase poderíamos ser linchados.
 
A mitologia portuguesa continua a dizer e a ensinar que a causa do atraso de Portugal deve-se "àquele senhor" e ao fascismo do Estado Novo. Só que a realidade é bem o contrário disso tudo, e são muitos os estudos que o provam; Portugal nos anos 1950 começa a crescer a um ritmo imparável. E o atraso de Portugal começa em dois períodos diferentes, no «longo século XIX português», e nos vergonhosos primeiros dezasseis anos da república portuguesa. Com  Salazar começa a convergência em relação ao resto da europa. Por muito que possa custar ouvir isto, esta é a realidade, e só lastimo que o homem não tivesse vivido mais tempo, para ver um Portugal muito mais moderno do que aquele que os "panteístas democratas" cá do sítio efectivaram.
Quanto ao patético epíteto de fascista, o mesmo nunca se poderia aplicar ao Estado Novo, pois como é sabido, o fascismo foi um fenómeno exclusivamente italiano. Não deixa de ser irónico que a esquerda portuguesa dos anos 1920 tenha glorificado Mussolini e o seu movimento, e hoje, passados quase cem anos, a esquerda utilize o termo unicamente para descredibilizar e achincalhar quem não pense como eles. É pena que a ignorância pública (opinião pública), esteja ao lado dos circuitos politicamente correctos...
 
Como os portugueses são um povo desconhecedor da sua história, quer por iniciativa própria quer por influência externa aos mesmos, as diversas teses anti - salazaristas foram obviamente muito fáceis de preparar e germinaram como erva luzidia num dia de primavera, a tal ponto, que a mentira mais descarada e desescrupulosa toma conta dos espíritos muito voláteis e frágeis, muito propensos à mentira e à manipulação gratuita.
 
E os três grandes mitos dos "panteístas democratas" cá do sítio: O orgulhosamente sós  anti - europeu, o Estado Novo e o Fascismo como causa de atraso de Portugal, e o Salazar "bonequinho" da igreja católica caíram por terra há muito tempo.
 
Claro que aos sectores politicamente correctos, e sobretudo, aos esquerdistas empedernidos e paternalistas, tais factos são muito difíceis de "engolir" e causam muita mossa, como tal, a mentira tem de continuar
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 da silva - nunca mais

Comemora-se hoje mais uma data fatídica nas aspirações de Portugal. Depois da revolução liberal de 1820, da implantação da sangrenta república em 1910, eis a data charneira - 25 da silva - que tiraria (!!?) Portugal da miséria lançando o país numa senda progressista sem paralelo na nossa história contemporânea.
 
Nada mais falso, e só diz o contrário quem não for sério; o 25 da silva não serviu quem diz servir. É uma grande mentira. Liberdade de expressão, de acção e de movimentos??? Pois, mas isso vale ZERO no actual contexto político.
 
Aliás, se o período entre 1970 e 1974 (imediatamente antes da pseudorevolução) foi o período de maior crescimento económico do país e o período em que os portugueses tiveram a maior paridade de poder de compra, como justificar a revolução dos cravos? Marcelo Caetano estava a proceder a uma série de liberalizações, como justificar mais uma vez a revolução? Já não se vivia e respirava a atmosfera salazarista, como justificar outra vez a revolução?
 
Há coisas muito mal contadas sobre a revolução dos idiotas que enfiaram um cravo no cú, e uma delas é precisamente o tema tabu, marxismo. A (pseudo) revolução de 25/04/1974 mostra com toda a clareza que o marxismo foi o ideólogo de uma revolução que nunca deveria ter acontecido. Pelo menos naqueles moldes e com aqueles objectivos, apanágio dos cagões comunistas, a traição à pátria e o internacionalismo bacoco. Mas também é mais ou menos sabido que esta foi a jogada perfeita dos comunistas para os mesmos se infiltrarem nos corredores do poder, pois sabiam que não chegariam lá pela via directa.
 
Dá-me uma certa tristeza observar que ninguém neste país, àparte meia dúzia de excepções, tem coragem para denunciar o óbvio: a revolução serviu para favorecer as elites militares, serviu para instalar, subterraneamente, o marxismo e as suas nefastas teorias e serviu para fazer dos portugueses escravos e desconhecedores da sua história. Não serviu para mais nada, apesar dos larantópios de serviço não pararem de apregoar as virtudes da democracia e do estado de direito (bem torto para nossa desgraça).
 
Não há nada para comemorar nesta data, apenas se comemora uma mentira de consequências verdadeiramente desastrosas para Portugal. À destruição do país segue-se o seu enterro, de forma mais ou menos velada, sempre com os tontinhos de cravo enfiado no cú e ar altivo a desafiar tudo e todos, como se os mesmos fossem os donos de tudo o que existe.
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O contributo judaico da maçonaria segundo Pessoa

«A idealidade judaica manifesta-se de três formas diferentes, todas elas eivadas do materialismo central da raça, ritmo do pêndulo da vida que a anima. A primeira forma é o seu patriotismo tradicionalista: e pratiotismo tradicionalista, seja de que nação for, é o modo mais material do sentimento da pátria ou da raça. A segunda forma é a especulação cabalística, em que, embora se pretenda subtilizar, por interpretações de três ordens, o conteúdo do Pentateuco, e de mais que o Pentateuco, nunca se atinge uma vera abstracção ou uma espiritualidade, verdadeira: material, considerando o que pretende ser, é ainda o Nome Inefável, materiais os Sephiroth, os Arcanjos, os Anjos e as Esferas Celestes, através de quem vem até nós a Sua emanação. A terceira forma - não mais recente, mas sim recentemente sensível - é o idealismo social em todos os seus modos, desde o igualitarismo até ao naturismo; e essa é material por sua mesma natureza. (...)
 
 
O problema das origens da maçonaria, e sobretudo do Grau de Mestre, que é o seu fulcro, é confuso e obscuro, ao último ponto: ninguém fora da ordem ou dentro, se pode orgulhar  de ter achado para ele uma solução, simples ou composta, que satisfaça senão a quem a deu. Uma coisa, porém, se pode afirmar: a Maçonaria não é uma ordem judaica, e o conteúdo dos graus fundamentais, que vulgarmente chamam simbólicos não é judaico em espírito, mas só em figura. Se se quiser dar um nome de origem à Maçonaria, o mais que poderá dizer-se é que ela é, quanto à composição dos graus simbólicos, plausivelmente um produto do protestantismo liberal, e, quando à redacção deles, certamente um produto do século dezoito inglês, em toda a sua chateza e banalidade. (...)
 
 
O protestantismo foi, precisamente, a emergência, adentro da religião cristã, dos elementos judaicos, em desproveito dos greco-romanos; por isso se serviu ele sempre abundantemente de citações, tipos e figuras extraídas do Velho Testamento. Ninguém crê, porém, ou diz que a Reforma, pense-se dela o que se pensar, fosse um movimento judaico».
 
 
 
A Maçonaria vista por Fernando Pessoa - José Ribeiro

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A "Carta de Bolonha" - O mais antigo documento maçónico?

Contrariamente ao que se pensava, a maçonaria (pré-operativa) não surge em Inglaterra, mas sim em Itália, país que não sofreu a "desconstrução protestante" e se manteve essencialmente católico. Segundo um documento recentemente divulgado, a "Carta de Bolonha", datado de 1248, a maçonaria nasceu na cidade de Bolonha. Este documento está redigido em latim por ordem do magistrado (tabelião) da cidade, Bonifaci de Cario.
 
Este documento foi propositadamente ignorado durante séculos, o motivo está à vista; reforçar a origem inglesa da maçonaria, que mais tarde, sob os auspícios do protestantismo, viria a degenerar no "monstro da maçonaria especulativa", já desfigurada e a caminho da barbárie actual.
 
Apenas em 1899 António Gaudenzi no Boletim nº21 do Instituto Histórico Italiano lhe faz referência, mencionando os seus estatutos e os seus membros. Depois desta data, só em 1982 se conhece nova referência à Carta de Bolonha, feita pelo Irmão Eugénio Bonvicini na revista Pentalfa (Florença), e em 1986 num livro escrito por Carlo Manelli com o título Maçonaria em Bolonha.
 
Ora assim sendo, a Carta de Bolonha é 142 anos mais antiga que o poema Regius (1390) e cerca de 160 anos mais antiga que o manuscrito Cook (1400-1410), contrariando desta forma as origens inglesas da maçonaria. A maçonaria foi criada num país bem católico e que manteve esse catolicismo até à actualidade.
 
O historiador espanhol, Padre Ferrer Benimeli, fez um comentário sobre a Carta de Bolonha muito interessante que diz o seguinte: «Tanto no aspecto jurídico como no aspecto simbólico e representativo, os estatutos da Carta de Bolonha põem em evidência uma experiência construtiva que era totalmente desconhecida à historiografia internacional, ultrapassando em antiguidade o Regius e desmentindo categoricamente as origens inglesas da maçonaria operativa».
 
De seguida transcrevo a introdução da Carta de Bolonha:
 
Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis
 
Carta da Bolonha, 1248 e. v.
 
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amem.
 
Ano de nosso Senhor Jesus Cristo de 1248.
 
Estatutos e Regulamentos dos Mestres Maçons e mestres Carpinteiros, feitos em honra de Deus, de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Virgem Maria e de todos os Santos, para a honra e felicidade da cidade de Bolonha e da sociedade dos ditos Mestres, em respeito aos actuais e futuros dirigentes da comuna de Bolonha. E que todos os Estatutos abaixo entrem em vigor a partir de hoje, oitavo dia do mês de Agosto de 1248.
 
 

quinta-feira, 28 de março de 2013

A (des)evolução da maçonaria

A evolução da franco-maçonaria devia-se em larga medida, às ideias e desejos revolucionários da sociedade inglesa do século XVII. O Catolicismo tinha sido vencido, persecutado, marginalizado. Apesar de tudo, a Igreja Anglicana oficial não era exemplo nenhum, sempre submetida e vigiada pela coroa inglesa, tutelada e não raramente repreendida pela alta nobreza, não apenas anti-católica mas cada vez mais anti-cristã, algumas vezes vagamente deísta e muitas vezes ateísta. (...)
 
Segundo Bernard Fay, «os deístas obedeciam a duas tendências complementares e frequentemente contraditórias: a necessidade da lógica rigorosa e o profundo instinto erudito, que se prolonga até aos cultos do mistério e do obscuro». Quando o gosto e o sentido do Cristianismo são perdidos, continua-se a luta da Reforma Protestante bem para lá dos objectivos iniciais. (...)
 
O universo intelectual maçónico onde a interpretação simbólica é possível, a realidade dos factos não tem grande importância. No entanto, de tudo o mais, é inegável que a reunião das 4 principais lojas macónicas em 1717 na cidade de Londres, e que tenha tido lugar ou não no dia de S. João [24 de Junho], precede a afirmação de uma ruptura deliberada e ideologicamente desejada com a antiga maçonaria operativa e católica das Old Charges. Tal acontecimento é considerado como o da fundação da maçonaria actual,dita especulativa.
 
Segundo mais uma vez Bernard Fay, «tinha início a grande cruzda laica dos tempos modernos».
Um dos grandes impulsionadores da maçonaria especulatica foi o influente e enérgico franco-maçon John Theophilus Desaguliers e também o pastor da Igreja Prebisteriana James Anderson, cujo nome titularia a constituição da maçonaria especulativa.
 
 
 
 
Tradução feita do livro Vérités sur la Franc-Maçonnerie de Bernard Antony
 
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

A maçonaria católica das "Old Charges"

Não existe referência alguma à maçonaria antes do século XIV e em mais nenhum país exceptuando Inglaterra. Os textos mais antigos conhecidos da maçonaria, em número de 80, são as "Old Charges", que podem ser traduzidas por "Deveres Antigos". Existem também dois manuscritos: o manuscrito Regius datado de 1390 e o manuscrito Cooke datado de 1400-1410. Estes dois manuscritos foram escritos no dialecto falado nessa época no centro sudoeste de Inglaterra.
 
O Regius é um poema com 794 versos estruturado da seguinte forma:
 
1) - O recital histórico, ou seja, lendário (1 a 84). É narrada a fundação da maçonaria no Egipto por Euclides e também é descrita a sua introdução em Inglaterra durante o século XIV, em que os Deveres são fornecidos aos maçons.
 
2) - Os Deveres (87 a 496), constituem um guia dos deveres recíprocos, profissionais e morais sob o lema de "amar a Deus e a santa Igreja", no receio das "grandes desordens que poderiam surgir do ignóbil pecado mortal". Desenvolve-se toda  a vida profissional no respeirto da moral católica.
 
3) - O apêndice, constituído por diversos elementos: o recital das quatro coroas - A torre de Babel - as sete artes liberais fundadas por Euclides e a forma de as estudar após as invocações aos dons do Espírito Santo - uma instrução sobre as orações do dia e da noite, a participação na missa - um ensino de boas maneiras, de boa educação e das relações de caridade com outrém.
 
No manuscrito Regius lê-se o seguinte: «E agora rezemos a Deus todo poderoso e à sua mãe, a radiosa Maria, para nos ajudarem a guardar estes artigos e seus ensinamentos, tendo como fundamento os quatro Santos mártires que sempre foram tidos em consideração nas sete artes liberais.
 
O Regius termina assim: «Que o Grande Cristo, pela sua graça celeste, vos dê o espírito e o tempo necessário para ler e compreender, e obter o ceú em recompensa. Amen! Amen! Amen! Assim seja! Diremos todos pelo amor de Deus.»
 
Este manuscrito afirma igualmente que todos os que queiram pertencer à maçonaria, devem antes de tudo Amar Deus e a Santa Igreja e todos os Santos e os seus mestres e companheiros, como se fossem seus próprios irmãos. Também é dito que todos os maçons devem ser leais ao rei de Inglaterra e ao reino.
 
O que acima precede, prova claramente a impregnação católica da antiga maçonaria das "Old Charges", estreitamente ligada às confrarias francesas, que estavam por sua vez, ligadas à autoridade espiritual e moral dos clérigos definidores da programação arquitectural dos edifícios.
 
Esta antiga maçonaria impregnada de fé católica, não era ainda a operativa já sem a cultura das sete artes liberais. Para além deste pormenor refira-se que a Idade Média das grandes épocas de Citeaux e Cluny, foi rica em disputas intelectuais assim como em confrontações com as heresias, os mitos gnósticos em cosntante renascimento, e o fascínio pela alquimia.
 
Esta maçonaria iria manter o seu teor altamente católico até à reforma protestante. A partir da reforma de 1517, um turbilhão de ideias neoplatónicas, neopitagóricas, cabalísticas e herméticas, vieram subverter a tradição católica da mesma, transformando-a gradualmente em especulativa já destituída de qualquer sentimento ou tradição católica.
 
Continua.
 
Tradução feita do livro Vérités sul la Franc-maçonnerie de Bernard Antony