sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Portugal 2013 - rumo ao deserto

Segundo números avançados por certas agências, saíram do país neste ano prestes a findar, 125000 pessoas. Já tinham sido mais de 100000 em 2011, e cerca de 75000 em 2010. Perante estes números, sempre em crescendo, o novo ano que se aproxima poderá ser o paroxismo final que conduzirá Portugal à sua quarta descida aos infernos. Depois da morte de D. Fernando I, do desastre de Alcácer -Quibir e do regicídio, Portugal volta a descer aos infernos.
 
O actual inferno de Portugal será de défice de pessoas e défice de ideias e de integralidade.
Esta situação é a mais difícil de todas as úlitmas referidas, acabou-se há muito o tempo da espada e do império, estamos reduzidos à triste condição do "enforcado" que caminha alegremente por entre bosques de choupos e tílias, qual sombra mais negra da noite.
 
2013 poderá ser o ano das sombras definitivas que pairam sobre este martirizado país. E que ninguém espere melhorias com simples eleições e mudanças de governo, nem sequer pense que com a "democracia que não existe", poderá resolver algo. A cada novo governo, e pela amostra tida da década de noventa para cá, PIOR GOVERNO.
Foi tudo um embuste bem montado, abril serviu para isto que estamos aqui a assitir e sentir. Não há democracia no sentido que a publicitam e utilizam para justificar o que aconteceu e está a acontecer, e só posso começar a dar razão aos muitos críticos da democracia, que diziam e ainda dizem (outros mais recentes) que tal regime é a utopia política elevada ao quadrado.
Analisar onde falhou a democracia, implicaria recuar no tempo, pois já na antiguidade clássica não faltaram autores que discerniram na perfeição sobre o tema. Importa neste momento, sobretudo, dizer que a democracia abrilina é falsa, vinda de onde veio, não representa quem diz representar, pelos representantes eleitos pelo voto.
 
Mas a farsa abrilina não termina desta forma, a democracia, patrocinada por anti-democratas primários e fomentada pela legião de sanguessugas, será a machadada final no Portugal tal como o conhecemos. Ao deserto de ideias e pessoas, seguir-se-á o deserto final, "um balde de minhocas" na expressão de Kendall Martens.
 
O monstrengo que está no fundo do mar
não tem nome, nem refém escolhido
é retido como um sonho ao luar 
vive para viver e não tem partido 
 
O monstrengo que está no fundo do mar
morre para não viver, o que sente no ar
é o abismo que enrola os seus filhos
é o perfume fétido, tudo tem de acabar
 
O monstrengo que está no fundo do mar
não sabe por que vive nem porque quer ser
a maldição é tão estropitosa e perdura
para estas e para outras, antes quebrar que torcer