terça-feira, 13 de novembro de 2012

Marxismo - o paradoxo nº1

Nos anos 60 do século XX, uma delegação sindical inglesa visitou os principais centros fabris da antiga URSS. Ficou a mesma profundamente impressionada com as más condições das fábricas soviéticas; deficiente ventilação, péssimas condições sanitárias, maquinaria sem as devidas protecções, mukheres a realizarem tarefas que em inglaterra eram unicamente realizadas por homens, etc. Segundo os cálculos feitos por essa comissão sindical, um trabalhador russo casado e com 2 filhos, pagava o dobro dos impostos em relação a um operário inglês nas mesmas condições. Para comprar roupa, por exemplo, custava o dobro ou até o triplo de horas de trabalho, do que custava em Inglaterra.
 
 
O paraíso marxista, panorama fantástico...
 
 
Sustentava o marxismo que o governo do proletariado era uma inevitabilidade. Esqueceu-se, muito convenientemente, que qualquer acção de proletarização das massas trabalhadoras corresponde ao desaparecimento da personalidade. Esta situação impede a elevação da classe trabalhadora a classe dirigente, porque o Poder exige, acima de tudo, personalidade.
 
A luta de classes, outra brejeirice marxista, é uma noção anacrónica baseada nos postulados da luta pela vida e da lei do mais forte, que os transformistas, com Darwin à cabeça, elevaram a dogma inatacável da biologia. Dogma esse que depois se estendeu a outras áreas, quer científicas, quer sociais e políticas. Até chegar às utopias do «marxismo cultural».
 
Mabbot, no seu livro, The State and The Citizen, faz declarações demolidoras: «No sentido estrito da democracia, todas estas tendências, são, indubitavelmente democráticas. Resta saber se tudo o que é democrático é sinónimo de progressivo. O desenvolvimento democrático pode não ser necessariamente desejável, e torna-se duvidoso que a democracia possa ser usada com acerto e consistência na teoria política.»
 
No seu sentido mais lato, tanto democracia, como governo do povo e governo do proletariado, são slogans simbólicos da falsidade do individualismo, isto é, da pretensão de que a plena e total participação de todos no governo, acabará com os problemas da civilização. 

O comunismo - a 2ª estrondosa negação

Tanto o supercapitalismo quanto o colectivismo são filhos do mesmo princípio fundamental da negação da unidade da natureza, subordinada a Deus, e que conduziu, inevitavelmente, o mundo ao barbarismo actual, representado pela quase degradação do homem aos seus mais baixos instintos.
 
O nivelamento por baixo e a escravidão são a consequência fatal da recusa à ajuda mútua e à unidade. (G. Thibon)
 
O comunismo é a democracia individualista levada à sua expressão extrema. Na teoria e na prática é a negação dos princípios cristãos, inclusive daquele princípio enunciado por Gelásio: «Há dois poderes pelos quais é governado este mundo», o que é simplesmente distinguir entre Deus e César, mas sem negar os direitos de César.
O comunismo é o pior dos monismos democráticos, representando uma fase da revolução, do qual a revolução francesa foi um simples episódio, mas com a característica imprevista de se revestir de uma forte autoridade.
 
George Burdeau afirmava que é incontestável que o comunismo procura ir tão longe quanto possível na realização democrática do governo do povo por si próprio, e nisso reside a doença incurável de toda a fórmula democrática - o povo é apenas um elemento em bruto, sem capacidade para agir directamente.
 
Como toda a gente sabe, os postulados de Karl Marx foram todos desmentidos pela realidade, mas ainda há quem não queira ver...
 
Cabral de Moncada dizia que a democracia popular dos comunistas é, ou tende a ser, cada vez mais, uma democracia de homens destituídos de personalidade, ou seja, uma democracia de máquinas, de escravos, de robostes. É uma forma teratológica de democracia: uma democracia mutilada, degenerada.
 
Amadeo de Fuenmayor regista que o comunismo criou um novo capitalismo, muito mais despótico e cruel do que o antigo. Se antigamente a injustiça era originada pela inibição dos Poderes Públicos, agora a injustiça provém do estado recém-transformado em juíz e parte interessada ao mesmo tempo.
 
Karl Marx era burro, era como uma porta, e ainda há nos dias de hoje quem louve e faça vénias a esse tipo... o que Marx poderia criticar era apenas a concentração excessiva de capital, e não a existência de capital.
 
Já Chesterton dizia, com muita razão e acuidade: «O que se deve censurar no capitalismo não é que ele tenha capitalistas a mais, mas sim, que não os tenha em número bastante.»
 
E não é preciso muito para se chegar a essa conclusão; os povos mais prósperos são aqueles onde existe o regime de propriedade privada. Nos estados colectivistas ou comunistas é notória a carestia de bens, a miséria de alguns, sendo as desigualdades muito maiores  entre os privilegiados desses regimes e a restante população. E se dúvidas houver basta olhar para o que foi a URSS durante uma boa parte do século XX, havendo até autores que afirmam que a Rússia estaria hoje muito melhor e provavelmente seria hoje a primeira potência do mundo se não tivesse passado pela fase comunista.
 
 
A democracia individualista e o comunismo têm conduzido a humanidade à degradação total.