terça-feira, 23 de outubro de 2012

Prisão para os ditadores do regime

Vou ouvindo e lendo por aí que cada português teria de contribuir com 20000 euros para saldar a dívida de Portugal. Agora podemos perguntar: 1- Devemos a quem, o quê e quanto?; 2- Quem contribuiu para a dívida e porque não mostram os números às pessoas?; 3- Os que contribuíram para a dívida estão a pagar a sua parte? A resposta a esta última pergunta é NÃO.
 
Se a isto se chama democracia, pois então venha de lá uma ditadura, e não me venham dizer que a ditadura era isto e aquilo. Ora vejam lá se este regime não é ditador, pensem um pouco.
 
O regime actual é uma ditadura disfarçada, mas mesmo sendo disfarçada, não deixa de ser a pior das ditaduras. Em ditadura propriamente dita, podem não existir liberdades de expressão e de movimentos ou uma série de outras liberdades dadas por decreto, mas as pessoas vivem as suas vidas, modestas nalguns casos, mas vivem sem sobressaltos e pesadelos económicos; na ditadura disfarçada (o nosso regime democrático), temos todas essas liberdades acima referidas, excepto duas, a liberdade financeira (eu não devo nada a ninguém, quanto mais 20000 euros) e o direito de vivermos as nossas vidas sem os sobressaltos acima indicados.
 
 
Está claro para toda a gente que a classe política da ditadura disfarçada é a responsável por todo este descalabro financeiro. E eu disse bem, todo o descalabro financeiro. Foram eles que permitiram que a banca concedesse empréstimos "à pá", sem controlo e sem regras, foram eles que permitiram que milhões de euros de subsídios europeus fossem deitados pelo cano abaixo, foram eles que incentivaram, e quase obrigaram, ao desmantelamento da agricultura e da indústria, foram eles que criaram leis de excepção (casa pia, face oculta, bragaparques, submarinos, torralta, centro cultural de belém, expo), para assim poderem roubar milhões sem serem presos, e sem esquecer que as alterações ao código penal acabaram por fazer com que a justiça seja uma palhaçada.
 
 
Mas se formos inteligentes, é só olhar para o exemplo da Islândia. Aqueles sim , tiveram-nos no sítio, chegaram ali, meus amigos ponham-se no caralho, ides presos, e os bancos e restantes credores que vão mamar na quinta pata do cavalo.
 
Enquanto isso, na parolândia, os bátegos vão-se entretendo a fazer manifestações ao melhor estilo abrileco: "O povo unido jamais será vencido", " Liberdade, liberdade, liberdade" e "grândolas que já fomos gamados" e o perfume fétido e podre da perversão abrilina.