quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Um orçamento muito estranho [estaremos próximos da queda do regime?]

Não restam mais dúvidas, a actuação deste governo PSD é um gigantesco tiro no pé do próprio partido. Esta atitude do PSD e das suas cúpulas de ignorarem as recomendações dos troikianos, 2/3 na despesa e 1/3 nas receitas, irá levar o mesmo às calendas. De seguida, preparemo-nos para mais uma quinzena de anos de governos PS, provavelmente, à mistura com os "neofascistas" dos novos movimentos esquerdistas.
Um dos problemas deste governo é ser composto por ministros que não têm a mínima noção do que fazem, são os "neosocialistas" ao serviço da plutocracia internacional. Se falarmos dos responsáveis máximos deste governo, assustamo-nos com a ignorância dos mesmos em matérias muito básicas de ciência política e económica. Como puderam espécimes destes chegar aos destinos do país?
É no confronto e no debate de perguntas deste género que intuitivamente obtemos a resposta. Há incompetência e má fé ao mesmo tempo, ou seja, existem interesses muito fortes para que as coisas continuem neste caminho: o protelar das dívidas, a erosão do sistema financeiro mundial, a subversão dos valores e da ordem, e, a médio prazo, a supressão das diferenças religiosas e ideológicas.
 
O PSD é um partido neosocialista. O mesmo perdeu as suas referências (já degeneradas) de direita e é hoje um partido factualmente igual ao PS, criadores de uma legião de parasitas com diversos tentáculos.
 
Quanto ao CDS o outro partido desta coligação, diga-se que o mesmo foi apanhado numa situação desprevenida e sem grande margem de manobra, mas ressalta logo à vista que o mesmo apenas está ali para compor número e fazer maioria, portanto nada manda e que estejam caladinhos.
É provável que este partido venha a sair beneficiado do fim mais do que anunciado deste governo (é uma questão de tempo), pois, poderá haver uma deriva de votantes tradicionais do PSD para o CDS.
 
Este orçamento propriamente dito pode ser a bomba implosiva do regime.

A burla democrática

«A burla que caracteriza fundamentalmente o sistema, manifesta-se já antes da eleição, isto é, durante o período de propaganda mantém-se durante a eleição, e persiste após a eleição.
Antes da eleição o cidadão médio é levado a acreditar, sob a influência que nele exercem indivíduos intelectualmente superiores a ele, que lhe basta acorrer às urnas para assegurar para si uma suficiente participação no mando. Após a eleição, é vulgar vários partidos unirem-se para constituirem a maioria parlamentar, e estabelecerem um governo comum que realiza alguns dos pontos previstos nos respectivos programas. E o votante, que pôs no acto eleitoral todo o seu entusiasmo e dedicação, sente-se enganado, e pergunta porque o incomodaram com programas distintos e irredutíveis, obrigando-o a perder tempo e dinheiro - porque não há coisa mais cara na vida pública, do que umas eleições gerais. Mas se quiser protestar contra o abuso dos dirigentes partidários, só o poderá fazer no fim de um certo número de anos, passando-se para outro grupo mais à direita ou mais à esquerda, a menos que resolva, enojado, ficar em casa a engrossar a falange dos desiludidos.
Na prática - diz A. Frantzen - o governo democrático é um monopólio nas mãos de uma classe desprezada: a dos políticos.»
 
 
In "Para Um Verdadeiro Governo Do Povo" - Prof. Doutor Jacinto Ferreira