segunda-feira, 23 de julho de 2012

O fim do estado segundo a burrologia marxista

O Estado nacional do século XX, desenvolve-se à escala planetária, nas obras de Marx e Engels. O Estado era apresentado como um fenómeno social temporário, destinado a desaparecer como poder público e a sobreviver apenas como organismo social.

A burrologia do "socialismo científico" de Marx e Engels consiste em suprimir o Estado para instaurar no seu lugar a "sociedade sem classes", verdadeira aberração com origem nos primórdios da reforma protestante.

Consideravam os dois tontinhos acima mencionados que, depois da conquista do poder e da definitiva desaparição do Estado, seria necessário uma fase de transição, o que eles chamavam de "ditadura do proletariado" (uma das maiores merdas já imaginadas), que teria a função de permitir ao partido comunista a utilização de meios repressivos estatais para vencer a resistência do capitalismo. Esta é uma das maiores baboseiras do mundo. Como se o capitalismo fosse a fonte do mal da humanidade, haja paciência para tanta burrridade...

Esta teoria de Marx e Engels nasce da síntese entre o evolucionismo "científico" de Charles Darwin e a filosofia dialéctica de Hegel. A oposição entre a divinização do Estado de Hegel e a sua abolição por obra do marxismo é apenas aparente. Tal como Kant e Fichte, Hegel saudara com entusiasmo a revolução francesa e descobrira em Napoleão a alma do mundo. No entanto, e segundo Hegel, a revolução francesa tinha fracassado na sua tentativa de reconciliar a sociedade civil com o Estado. Deveu-se tal facto, sempre segundo Hegel, à subordinação do Estado ao particularismo da sociedade civil.

A revolução quis elevar a vontade individual a princípio de direito e, o que aconteceu foi, inevitavelmente, o terror.

Aceitando a separação hegeliana entre a sociedade civil e o Estado, o burroíde Marx rejeita a tese da superioridade do Estado sobre a sociedade civil, atribuíndo à sociedade civil o papel que, segundo Hegel, cabia ao Estado. A universalidade e a eticidade que Hegel confia ao Estado são atribuídos por Marx à sociedade, após a viragem materialista operada pela sua filosofia da burridade.

A revolução, segundo o atrasado mental Marx, será a resolução do dualismo Estado-sociedade, no sentido de uma absorção do Estado por parte da sociedade e de uma consequente e necessária dissolução do Estado. Considerava este burrinho, Marx, que o Estado despareceria pela simples razão de que o "Estado ético" de Hegel não tinha razão de ser. Perante este manancial de baboseiras, também o indivíduo acaba por ser dissolvido na sociedade e na história.

Hegel não considerava os Estados como sujeitos da história, mas antes como objectos desta, no sentido que é a história que governa os Estados. Marx, tal como Hegel, considerava que a soberania da história estava destinada a fundir o imanente com o transcendente, ou seja, a cidade terrena com a cidade celeste numa perspectiva utópica de uma palingenésia futura.

A fórmula de Engels, outro burroíde, segundo a qual "O governo dos homens será substituído pela administração das coisas", não difere grandemente da fórmula dos socialistas utópicos como Saint Simon,ou até dos anarquistas da segunda metade do século XIX. As divergências entre marxistas e socialistas utópicos não dizem respeito ao fim a atingir mas sim aos métodos a serem utilizados. Segundo Bakunin, a questão é apenas estratégica, os comunistas pretendem organizar as forças operárias para conquistar o poder político do Estado enquanto os socialistas, pelo contrário, organizam-se na previsão da destruição dos Estados. Ambas as visões concordam no essencial, a rejeição do Estado burguês, que o pretendem substituído por uma democracia absoluta.

O século XX não assistirá apenas ao auge da hipertrofia do Estado liberal, nascido das doutrinas de Hobbes, Rousseau e Hegel, mas também, ao itinerário coerente rumo à dissolução da soberania e do Estado propugnado pelas teorias dos burroídes anarquistas e marxistas.


O que a revolução francesa nos trouxe - do socialismo ao anarquismo

A revolução (com minúscula sim, porque não merece maiúscula) francesa é a matriz de "Estado ético" do século XIX, mas também a ideia de não-estado que, nesse século, vê a luz do dia com o socialismo.

As primeiras manifestações da negação da soberania e do Estado podem ser encontradas em diversas heresias: a ala esquerda dos protestantes, as seitas da revolução inglesa e a ala mais radical da revolução francesa. Estes panfletários de carnaval negavam a família e a propriedade, e os seus principais representantes depois da revolução francesa foram o socialismo utópico, o anarquismo e o marxismo.

A passagem do jacobinismo para o socialismo foi feita através de François-Noel Babeuf (1760-1797), discípulo fanático de Rousseau e Robespierre, guilhotinado em 1797 depois da "conjuração dos iguais" e do seu aluno Filipo Buonarroti (1761-1836). Este último organizou em toda a europa uma rede de sociedades secretas, cujo programa comunista radical chegou através da liga dos justos, a Engels e Marx.

Socialistas utópicos famosos (não só pelas falácias da dialéctica hegeliana, mas também pela burrice descarada)  previam o fim do estado já no século XIX.
Mikhail Bakunin definiria o anarquismo como o proudhonismo amplamente desenvolvido e levado às últimas consequências. Pierre Joseph Proudhon foi o primeiro (asno..) a reivindicar para si próprio o qualificativo de anárquico. Saint Simon, um dos pricipais socialistas utópicos, acreditava que a sociedade do futuro seria composta somente por operários, o Estado desapareceria e o poder político seria substituído por uma administração das coisas "apolítica e espontânea". Estes três samelos defendiam, de formas diferentes, o fim do Estado e o aniquilamento da centralização política, assim como o respectivo fim das relações diplomáticas internacionais na medida em que as nações subscrevessem um pacto revolucionário.

Os ideais destas bestas ainda não desapareceram, continuam vivos, camuflados, à espera da melhor altura para voltarem a manifestar-se logo que a situação o permita. E a situação que irá permitir o assalto final das teorias das bestas utopistas, verá a tarefa facilitada pelas democracias podres que pululam por esse mundo fora.

A declaração dos direitos humanos - a falência da sociedade

A declaração dos direitos do homem e do cidadão, que proclama , em política externa, o direito dos povos a disporem de si mesmos abala os fundamentos do direito público.
Esta ideia da liberdade dos povos disporem deles mesmos, é a ideia revolucionária que levará a redesenhar todas as fronteiras.

Os princípios estabelecidos por Sieyés e pela assembleia constituinte tiveram um inevitável reflexo no plano internacional. Desde o momento em que esta lógica foi adoptada, a história da humanidade devia tornar-se a da autodeterminação nacional.

Na concepção tradicional cristã, a guerra, considerada em si mesma, enquanto uso da força não é boa nem má; ela torna-se boa ou má conforme os fins a que se propõe [utilidade - ética].

O princípio iluminista da "paz perpétua" elevado a valor supremo postula que, a guerra é ilícita, salvo quando feita e empreendida contra os inimigos da paz e da fraternidade.

Edmund Burke nas suas "Reflexions On The Revolution in France", dizia: «Aquele bando de assassinos introduzirá no mundo um novo género de guerra, profundamente diferente das precedentes, que podia derrubar as instituições do seu próprio país».

A república universal e os direitos do homem não significam outra coisa que a extensão da guerra civil a toda a humanidade.