quarta-feira, 25 de abril de 2012

Música dedicada a todos os políticos abrileiros - cuidado bola vermelha

25 de Abril = traição sempre

Neste malfadado dia, há 38 anos atrás, uns idiotazinhos enfiaram um cravo no cú (ou mais do que um), se calhar houve quem enfiasse um ramo deles, e fizeram uma (pseudo)revolução. Revolução essa que serviu apenas para os militares se encherem de benesses e para os ladrões tomarem o poder de assalto.

Corrupção, traição (à pátria), comunização (bestialismo comunista), socialização (socialismo degradante), ignorância e virtudes democráticas(??!!) foram o pão nosso de cada dia, desde esse fatídico dia.

Liberdade e democracia?? Onde?? Mas, onde, mesmo?? Que vergonha de políticos. A geração abrilina deu cabo de tudo. Não há respeito, não há educação, não há civismo, não há cultura, não há nada de que nos possamos orgulhar.

Fascismo?? Qual fascismo?? Isso é o argumento típico daqueles que não têm argumentos. O Estado Novo nunca foi fascista. E quem duvidar disso que consulte os livros de história. Que leia Mircea Elliade, que leia António José de Brito, que leia Luís Teixeira, que leia Pound, que leia Plínio de Correia, que leia muitos outros autores que se debruçaram sobre o tema.

O fascismo na boca dos esquerdoídes lamacentos, é arma de arremesso, há falta de argumentos como acima já foi dito. Nem sequer sabem com rigor o que é o fascismo.
 Essa gente poderia sofrer um choque anafiláctico se soubesse da verdade, mas como a verdade desses grupos é uma piranha gigante com cravos e rosas, nada mais podemos esperar....



25 DE ABRIL, TRAIÇÃO SEMPRE
25 DE ABRIL, TRAIÇÃO SEMPRE
25 DE ABRIL, TRAIÇÃO SEMPRE

Coordenação social: a Nação no Estado

«Apesar do que tenho vindo a dizer, nós não faríamos mais do que passar de um texto para outro, de uma ficção para outra, se não procurássemos coordenar devidamente, no Estado, todos os elementos políticos da sociedade.

O liberalismo político do século XIX criou o «cidadão», indivíduo desmembrado da família, da classe, da profissão, do meio cultural, da colectividade económica a que pertence, e conferiu-lhe, para que o exercesse facultativamente, o direito de intervir na constituição do Estado. Assim se encontravam definidas as fontes da soberania nacional. Examinando bem as coisas, vê-se que estamos em presença de uma abstracção - conceito erróneo ou insuficiente -; e que é certamente nos grupos naturais essenciais à vida individual, e que realmente constituem a sociedade política, que se encontrará o ponto de apoio que procuramos.


E eis, na base, a família, célula pessoal irredutível, núcleo originário da paróquia, da comuna e, portanto, da Nação. Ela é, por natureza, o primeiro dos elementos políticos orgânicos do Estado constitucional. Eficazmente protegida na sua formação, conservação e desnvolvimento, a família deve exercer, pela voz do seu chefe, o direito de eleger os membros dos corpos administrativos, pelo menos os da sua paróquia, pois esta não é mais, em suma, do que a expressão natural das famílias ou dos lares unindo-se pelos seus interesses comuns. É assim que o cidadão tem direitos políticos bem fundamentados.


As corporações morais e económicas, como as universidades, as academias científicas, os círculos literários, artísticos e técnicos, as associações agrícolas, industriais, comerciais, coloniais e operárias são organismos que a civilização cria por instinto, à medida das necessidades sociais. Representando interesses legítimos que seria útil incorporar na colectividade, é uma tendência dos tempos e um bem para o estado que elas se multipliquem e se alarguem a federações e confederações, a fim de se constituírem em factores da Nação organizada. Como tal, devem contribuir, pelo seu voto ou a sua representação, para a constituição das Câmaras, onde se quer que haja uma delegação verdadeiramente nacional. Uma vez mais, deixa-se uma ficção - o partido - para utilizar uma realidade - a associação.»


"Como se levanta um Estado - Oliveira Salazar"

Sinceridade do poder

«Tem o Estado Novo português uma política ideológica, isto é, admite ele a verdade de uma certa doutrina e toma a sua defesa? Respondo claramente que sim, na certeza de que só um pretenso Estado liberal poderia adoptar uma atitude contrária. Ora o liberalismo, no sentido absoluto do termo, não existe nem nunca existiu: do ponto de vista filosófico é um contra-senso, e na ordem política é uma mentira.


O Estado é por si mesmo, e qualquer que seja a sua forma, uma construção política derivada de um sistema de conceitos fundamentais: conceito e valor da Nação, conceito da pessoa humana e dos seus direitos, fins do homem, prerrogativas e limites da autoridade. Daí deriva logicamente tudo o resto. E como é da essência mesma do poder procurar manter-se, haverá sempre um número grande de princípios que o poder não deixará discutir, isto é, a propósito dos quais a liberdade não existe. Não se consegue negar este facto.

Se o Estado é uma doutrina em acção, não seria lógico que ele se desinteressasse da sua própria ideologia: tem, pelo contrário, a obrigação de defendê-la e propagá-la, tendo em vista a sua própria consolidação. Se o Estado se considera, sobre certos pontos, o detentor da verdade, a sua neutralidade seria inconcebível. A indiferença face a um princípio equivale, com efeito, à negação deste princípio, e não raras vezes o silêncio pesa mais do que o progresso da ciência e a liberdade da educação. É por isso que devemos tornar clara a nossa posição.


No que diz respeito ao progresso da ciência, os princípios fundamentais que cosntituem a ideologia do Estado Novo não são e não pretendem ser um tratado de direito político. Eles não traduzem o que é, mas o que deve ser, e o que deve ser escapa à ciência.


Em segundo lugar, o Estado não é, em Portugal, o educador por excelência; a função educativa é, antes de mais, da competência da família, com a qual o Estado colabora, só a substituindo em caso de inexistência ou incapacidade. Na educação, a liberdade existe, pois, e é respeitada - sob reserva da obediência a uma meia dúzia de princípios fundamentais, formulados de resto em favor da própria família e da comunidade a que está ligada. Posto isto, seria ridículo que o Estado receasse ensinar a sua doutrina às novas gerações e reconhecesse aos agentes do ensino o direito de ensinar princípios opostos, agentes do ensino que as famílias não escolhem mas são obrigadas a aceitar. Em nome de quê teriam tal direito?


Nesta óptica, de resto, não pedimos grande coisa: noção e sentido da Pátria e da solidariedade nacional; família, célula social por excelência; autoridade e hierarquia; valor espiritual da vida e do respeito devido à pessoa humana; obrigação do trabalho; superioridade da virtude; carácter sagrado dos sentimentos religiosos - eis o essencial para a formação mental e moral do cidadão do Estado Novo. Somos pois, contra todos os internacionalismos, contra o comunismo, contra o socialismo, contra o sindicalismo libertário, contra tudo o que diminui, divide, desagrega a família, contra a luta de classes, contra os sem-pátria e os sem-Deus, contra a escravatura do trabalho, contra a concepção puramente materialista da vida, contra a força como origem do direito. Somos contra todas as grandes heresias do nosso tempo, tanto mais que não há prova de existir um único lugar no mundo onde a liberdade para propagar tais heresias tenha constituído uma fonte de bem; esta liberdade, quando se a concede aos bárbaros dos tempos modernos, só serve para minar os fundamentos da nossa civilização.


Entretanto, se por política do espírito se entende a defesa dos valores espirituais contra a vaga crescente do materialismo, declaramos ser partidários dessa política. Pensamos que as nações estão em vias de malbaratar o seu património moral e de trocar por «um prato de lentilhas» a grande herança espiritual que os séculos lhes legaram.


A unidade moral e religiosa já não existe infelizmente em parte alguma, mas cada nação possui ainda uma reserva de sentimentos cuja nobreza deveria ser exaltada para que se não perdesse. A elite possuidora destes sentimentos diminuirá cada dia mais, na loucura do nosso tempo, em que a sede de benefícios materiais e a dissolução dos costumes corromperam a riqueza e as suas fontes, o trabalho e as suas aplicações, a família e o seu valor social. 


Não me parece que seja possível ultrapassar as dificuldades do presente, se o mundo não conhecer um longo período de idealismo, de espiritualismo, de virtudes cívicas e morais.»


"Como se levanta um estado - Oliveira Salazar"