quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O dia a dia do comércio tradicional

Com raios de sol ou chuviscos frescos, o panorama agrava-se. O comércio dito tradicional, responsável por mais de 64% dos impostos pagos em Portugal neste sector de actividade, vive dias de grande agonia. O comércio tradicional é muito mal tratado pelos nossos governantes.
Lembraram-se de inventar umas mini-impressoras para o micro e pequeno comércio (que não possuam programas informáticos) que custam a módica quantia de 1300 e tal euros! Se já há casas comerciais que mal conseguem fazer 2000 euros mensais, como se justifica isto?
 
Pois é meus senhores, o que se pretende, à sucapa, é que o dito comércio tradicional vá fechando portas. Sem tirar nem pôr. E depois vai ao AKI, ao MAX-MAT, ao bricomarché, ao Manel da chouriça e toma lá que já almoçaste. Pagareis preços muito mais elevados do que pagarias no comércio tradicional. E posso dizer-vos que na tríade, lar, construcção e bricolage, na ordem dos 15 a 25% mais elevados.
 
Mas isso não importa nada, o que é preciso é garantir monopólios para os amigalhaços poderem respingar brejeirices na democracia fedorenta cá do sítio. E quem ousar dizer as verdades daqui para a frente[a censura da internet vai ser uma realidade], será classificado de perigoso agitador e tolinho no grau quase máximo. 
 
Lutar contra isto, e eu que trabalho no comércio tradicional há 22 anos a tempo inteiro e 27 se contar com o tempo parcial, está a ser muito difícil. Eu conheci a fase de  crescimento do comércio tradicional[anos 1987 a 1990], assisti ao seu auge [anos 1992 a 1999], assisti à queda do mesmo [anos 2004 a 2010] e agora assisto à destruição final do mesmo [anos 2011, 2012, 2013, ?].

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