quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Os corpos intermédios

«A concentração de poder na pessoa de um só governante, é condenada pela razão e pela filosofia política, dada a facilidade com que daí se passa à tirania.
Nas Monarquias também esse perigo é de recear, e previne-se levando o Rei a delegar parte do seu poder em corpos eleitos pelos cidadãos, em harmonia com as suas actividades e os seus interesses. Estes corpos são designados CORPOS INTERMÉDIOS, e são os autênticos representantes do povo, por serem representantes naturais, defensores do seu bem-estar, das suas liberdades, pelo cerceamento que fazem, à custa da autoridade que lhes é própria, dos possíveis abusos do poder central ou dos seus agentes. Só por motivo de existirem, garantem que as liberdades em que se concretiza a Liberdade, serão vividas, fomentadas e respeitadas.
Já na sua Encíclica «Quadrigessimo Anno», sua Santidade o Papa XI preconizou a reforma da vida colectiva através da reconstituição destes Corpos Autónomos, de natureza económica e profissional, «não imposto pelo Estado, mas de direito próprio». E acentuou que «seria injusto e gravemente perturbador da ordem social, atribuir a uma sociedade maior e mais alta, aquilo que pode ser feito pelas comunidades inferiores».
 
 
In Para Um Verdadeiro Governo do Povo - Prof.Doutor Jacinto Ferreira

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