segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Socialismo é uma estrondosa negação

«Exceptuando o dogma da propriedade colectiva, não se necontra no Socialismo senão estrondosas negações, - disse um dia Almeida Braga, - baseado na asserção de Winterer: os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.» - Prof. Doutor Jacinto Ferreira - Para um Verdadeiro Governo do Povo. pág.82
 
 
Os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.
 
 
O Papa Pio XI sabia-o e anunciou-o: «Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista.»
 
Ao contrário do que publicitam os socialismos actuais, a desigual apropriação dos factores produtivos e, por extensão, a existência de proprietários, deve ser considerada legítima e harmónica com o interesse nacional. Essa situação constitui um estímulo ao trabalho, à riqueza e à produtividade. O único problema da propriedade é quando a mesma se reveste de ociosidade e ostentação e os detentores do dinheiro serem reconhecidos como classe dominante, apenas por esse facto.
 
Pequito Rebelo dizia que devia ser reconhecido o direito à desigualdade, ou seja, o direito de acesso aos diversos degraus da hierarquia, mediante a revelação das capacidades e dos méritos de cada um.
Mas dizia ainda o mesmo que o conceito de igualdade encerra dois absurdos: a negação das desigualdades e a negação das diferenças; com efeito, dizia ainda o mesmo, que os elementos sociais, ou são comparáveis, e, neste caso, desiguais, ou não são comparáveis, sendo diferentes. A sociologia igualitária desconhece em profundidade os dois aspectos, considerando idêntico o que é diferente, estabelecendo artificialmente um tipo único de homem, estereotipado pela uniformidade do critério teórico ou legislativo, sem atender às diferenças de tempo, de local, de contextos, etc.
 
 
Sir Julian Huxley disse uma altura,  quando ainda era presidente da UNESCO: O nosso sistema ideológico deve rejeitar o mito democrático da igualdade. Os seres humanos não nascem iguais em dons em em possibilidades, e o progresso da humanidade é devido, em grande parte, à própria existência da desigualdade.
 
Livres mas desiguais deve ser a nossa divisa. A educação deveria pautar-se pela diversificação dos talentos e não a sua redução à normalidade estereotipada da igualdade forçada. Estas palavras são altamente anti-socializantes, mas são também altamente científicas.
 
 

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