terça-feira, 27 de novembro de 2012

O orçamento do descalabro

Contrariamente às previsões, ou talvez não, o orçamento de estado 2013 foi aprovado. Diga-se em abono da verdade que aquilo é mais um (des)orçamento do que qualquer outra coisa.
Os "lambe botas" da assembleia, qual acto de profunda traição, votaram favoravelmente ao orçamento de estado.
Agora é que vão ser elas, vai-se criar aqui um problema inimaginável. As pessoas não vão pagar. Simplesmente. Não haverá possibilidade de se pagar aquilo que este orçamento de estado prevê e pretende. Ninguém vai pagar a ninguém. As dívidas irão acumular-se e, mais uma vez, entupir tribunais. Os "lambe botas" parlamentares ignoram o assunto, fazem tábua rasa de tudo e de todos, só para tentarem diminuir o défice (o que não será conseguido) e manter as mordomias da «jouça» partidocrata e dos seus amiguitos, os agentes que gravitam em torno da gamela do estado, subsidiada e paga pelas pessoas deste país.
 
Não há país nenhum na Europa, nem a Albânia, onde as pessoas sejam tão mal tratadas como aqui. Não há nenhum respeito, seja por quem for. Apenas há respeito pelos vigaristas e pela chularia que absorve todo o dinheiro dos nossos impostos e taxas.
 
O partido que mais contribuiu para este estado de coisas será de seguida premiado; os portugueses, quais burros de carga, irão mais uma vez eleger o partido que se entretém a escacar o que resta do mesmo.
 
Não é preciso ser-se economista para se saber que este orçamento de estado servirá para empobrecer definitivamente (durante longos anos) a população portuguesa. Mas a mando de quem?
 
RESPONDA QUEM SOUBER.
 
 

Os Engenheiros da música

Deep Purple - Beethoven HD 1993 (Live at the Birmingham)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Os corpos intermédios

«A concentração de poder na pessoa de um só governante, é condenada pela razão e pela filosofia política, dada a facilidade com que daí se passa à tirania.
Nas Monarquias também esse perigo é de recear, e previne-se levando o Rei a delegar parte do seu poder em corpos eleitos pelos cidadãos, em harmonia com as suas actividades e os seus interesses. Estes corpos são designados CORPOS INTERMÉDIOS, e são os autênticos representantes do povo, por serem representantes naturais, defensores do seu bem-estar, das suas liberdades, pelo cerceamento que fazem, à custa da autoridade que lhes é própria, dos possíveis abusos do poder central ou dos seus agentes. Só por motivo de existirem, garantem que as liberdades em que se concretiza a Liberdade, serão vividas, fomentadas e respeitadas.
Já na sua Encíclica «Quadrigessimo Anno», sua Santidade o Papa XI preconizou a reforma da vida colectiva através da reconstituição destes Corpos Autónomos, de natureza económica e profissional, «não imposto pelo Estado, mas de direito próprio». E acentuou que «seria injusto e gravemente perturbador da ordem social, atribuir a uma sociedade maior e mais alta, aquilo que pode ser feito pelas comunidades inferiores».
 
 
In Para Um Verdadeiro Governo do Povo - Prof.Doutor Jacinto Ferreira

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Manifestação? A verdadeira manifestação continua por fazer

A ideologia das "luminárias neomarxistas" apela declaradamente à violência para atingir os fins pretendidos. Mas a esta violência, uma outra violência se lhe segue, sempre em espiral.
As manifestações nada resolvem, podem fazer milhares delas que tudo continuará na mesma. O problema desta sociedade é metapolítico.

A manifestação que deveria ser feita implica o fim do "mamanço" por parte das centrais sindicais e seus "lambrins", implica um "caderno de reivindicações" suportado por um "grupo de pressão", como seja a arma do boicote a uma série de serviços e produtos, sobretudo dos grupos monopolistas (EDP e PT, infelizmente impossível), enquanto essas reivindicações não fossem aplicadas, assim como estender o boicote aos partidos políticos, votando-se massivamente em branco e/ou nulo.

É impossível dirão muitos, pois é, mas esta é a única "manifestação" que poderá salvar este país.

A polícia bateu pouco na manifestação de 14-11-2012

Violência e património público destruído, eis o balanço da parte final da manifestação de ontem.
Tenho de louvar e enaltecer a acção da polícia, ao aguentar durante bem mais de 1 hora, as pedras, garrafas, petardos e outros projécteis que lhe eram lançados pelos «metastáticos» de serviço.
 
A polícia até bateu pouco se analisarmos bem o que se passou. O desrespeito constante pela ordem e pelos agentes de autoridade mereciam desde logo pena de prisão que deveria ser transformada em trabalho comunitário. Não é concebível que se arranquem pedras da calçada, como se fosse o acto mais natural do mundo, em frente a toda a gente, e se bombardeie com as mesmas a autoridade que está ali para manter a ordem.
 
Qualquer pessoa com dois dedos de inteligência vê logo de onde é que isto parte e a que se destina.
 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O significado de Nacionalismo

O termo Nacionalismo ainda se presta a muitas confusões que convirá esclarecer. Houve uma época em que o Nacionalismo serviu para ocultar as conveniências dos totalitarismos, mesmo do comunismo, em diversos países e territórios.
 
Pode dizer-se que há duas espécies de Nacionalismo - o primeiro considera a nação o valor supremo - o segundo, atribui à nação o valor do melhor meio para a pessoa alcançar os seus fins últimos.
 
No primeiro caso, o Nacionalismo traduz-se numa doutrina de exclusão da caridade internacional, do egoísmo das raças, do desprezo pela personalidade. No segundo caso, é o amor da Pátria, elevado a grau máximo, do qual derivam para a colectividade a maior soma de benefícios e de vantagens.
 
Maurras dizia que de «todas as liberdades humanas a mais valiosa é a independência da Pátria.» O mesmo fez também uma importante distinção entre patriotismo e nacionalismo, considerando o primeiro ligado à ordem natural e o segundo à ordem moral e espiritual, distinção esta que parece um pouco incompleta. O nacionalismo moderado é a doutrina do patriotismo, desde o seu plano sentimental ao plano da inteligência e das ideias. É uma doutrina viva que se renova constantemente.
 
Hipólito Raposo disse uma altura: «Nesta hora confusa em que os partidos e várias formações revolucionárias da república se intitulam nacionalistas, cumpre-nos reivindicar o carácter tradicionalista e legitimista do Nacionalismo Português. Quem se disser nacionalista em Portugal, se não for inconsciente ou impostor, tem o dever de confessar a monarquia e de reconhecer o Rei.»
 
Quase de significado tão confuso e tão diverso como a democracia, o Nacionalismo, não goza, no entanto, do prestígio da democracia, não tendo conseguido conquistar as massas pouco cultas, sendo antes encarado com desconfiança, porque os nacionalismos são apontados como os causadores das duas primeiras guerras mundiais. O que até poderá ser verdade no caso da 1º guerra mundial, mas de maneira nenhuma o foi no caso da 2ª guerra mundial.
 
Numa época como a nossa em que o poder infernal do «marxismo cultural» avulta e se impõe por toda a parte, os que afinal, foram seus percussores filosóficos e os causadores da sua expansão, procuram fazer-lhe frente, içando bandeiras nacionalistas, como numa última e deseperada tentativa de salvarem os seus bens e as suas pessoas. Mas, apenas nós, os monárquicos, os mais ricos de valores morais e espirituais - por isso mesmo os mais ameaçados pelo marxismo cultural - somos os que temos mais a perder.
 
Mas também somos os mais esclarecidos e os mais conscientes, e não nos podemos deixar enredar no "silvado" dos equívocos, porque o esclarecimento das confusões é sempre trabalhoso, doloroso e repleto de surpresas.
 
Nós não somos apenas nacionalistas, dizia Pequito Rebelo, somos bem mais do que isso: somos monárquicos. Assim como somos católicos, na certeza de que ninguém poderia julgar-se habilitado a concluir daqui que não acreditamos em Deus.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Marxismo - o paradoxo nº1

Nos anos 60 do século XX, uma delegação sindical inglesa visitou os principais centros fabris da antiga URSS. Ficou a mesma profundamente impressionada com as más condições das fábricas soviéticas; deficiente ventilação, péssimas condições sanitárias, maquinaria sem as devidas protecções, mukheres a realizarem tarefas que em inglaterra eram unicamente realizadas por homens, etc. Segundo os cálculos feitos por essa comissão sindical, um trabalhador russo casado e com 2 filhos, pagava o dobro dos impostos em relação a um operário inglês nas mesmas condições. Para comprar roupa, por exemplo, custava o dobro ou até o triplo de horas de trabalho, do que custava em Inglaterra.
 
 
O paraíso marxista, panorama fantástico...
 
 
Sustentava o marxismo que o governo do proletariado era uma inevitabilidade. Esqueceu-se, muito convenientemente, que qualquer acção de proletarização das massas trabalhadoras corresponde ao desaparecimento da personalidade. Esta situação impede a elevação da classe trabalhadora a classe dirigente, porque o Poder exige, acima de tudo, personalidade.
 
A luta de classes, outra brejeirice marxista, é uma noção anacrónica baseada nos postulados da luta pela vida e da lei do mais forte, que os transformistas, com Darwin à cabeça, elevaram a dogma inatacável da biologia. Dogma esse que depois se estendeu a outras áreas, quer científicas, quer sociais e políticas. Até chegar às utopias do «marxismo cultural».
 
Mabbot, no seu livro, The State and The Citizen, faz declarações demolidoras: «No sentido estrito da democracia, todas estas tendências, são, indubitavelmente democráticas. Resta saber se tudo o que é democrático é sinónimo de progressivo. O desenvolvimento democrático pode não ser necessariamente desejável, e torna-se duvidoso que a democracia possa ser usada com acerto e consistência na teoria política.»
 
No seu sentido mais lato, tanto democracia, como governo do povo e governo do proletariado, são slogans simbólicos da falsidade do individualismo, isto é, da pretensão de que a plena e total participação de todos no governo, acabará com os problemas da civilização. 

O comunismo - a 2ª estrondosa negação

Tanto o supercapitalismo quanto o colectivismo são filhos do mesmo princípio fundamental da negação da unidade da natureza, subordinada a Deus, e que conduziu, inevitavelmente, o mundo ao barbarismo actual, representado pela quase degradação do homem aos seus mais baixos instintos.
 
O nivelamento por baixo e a escravidão são a consequência fatal da recusa à ajuda mútua e à unidade. (G. Thibon)
 
O comunismo é a democracia individualista levada à sua expressão extrema. Na teoria e na prática é a negação dos princípios cristãos, inclusive daquele princípio enunciado por Gelásio: «Há dois poderes pelos quais é governado este mundo», o que é simplesmente distinguir entre Deus e César, mas sem negar os direitos de César.
O comunismo é o pior dos monismos democráticos, representando uma fase da revolução, do qual a revolução francesa foi um simples episódio, mas com a característica imprevista de se revestir de uma forte autoridade.
 
George Burdeau afirmava que é incontestável que o comunismo procura ir tão longe quanto possível na realização democrática do governo do povo por si próprio, e nisso reside a doença incurável de toda a fórmula democrática - o povo é apenas um elemento em bruto, sem capacidade para agir directamente.
 
Como toda a gente sabe, os postulados de Karl Marx foram todos desmentidos pela realidade, mas ainda há quem não queira ver...
 
Cabral de Moncada dizia que a democracia popular dos comunistas é, ou tende a ser, cada vez mais, uma democracia de homens destituídos de personalidade, ou seja, uma democracia de máquinas, de escravos, de robostes. É uma forma teratológica de democracia: uma democracia mutilada, degenerada.
 
Amadeo de Fuenmayor regista que o comunismo criou um novo capitalismo, muito mais despótico e cruel do que o antigo. Se antigamente a injustiça era originada pela inibição dos Poderes Públicos, agora a injustiça provém do estado recém-transformado em juíz e parte interessada ao mesmo tempo.
 
Karl Marx era burro, era como uma porta, e ainda há nos dias de hoje quem louve e faça vénias a esse tipo... o que Marx poderia criticar era apenas a concentração excessiva de capital, e não a existência de capital.
 
Já Chesterton dizia, com muita razão e acuidade: «O que se deve censurar no capitalismo não é que ele tenha capitalistas a mais, mas sim, que não os tenha em número bastante.»
 
E não é preciso muito para se chegar a essa conclusão; os povos mais prósperos são aqueles onde existe o regime de propriedade privada. Nos estados colectivistas ou comunistas é notória a carestia de bens, a miséria de alguns, sendo as desigualdades muito maiores  entre os privilegiados desses regimes e a restante população. E se dúvidas houver basta olhar para o que foi a URSS durante uma boa parte do século XX, havendo até autores que afirmam que a Rússia estaria hoje muito melhor e provavelmente seria hoje a primeira potência do mundo se não tivesse passado pela fase comunista.
 
 
A democracia individualista e o comunismo têm conduzido a humanidade à degradação total.
 
 
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Socialismo é uma estrondosa negação

«Exceptuando o dogma da propriedade colectiva, não se necontra no Socialismo senão estrondosas negações, - disse um dia Almeida Braga, - baseado na asserção de Winterer: os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.» - Prof. Doutor Jacinto Ferreira - Para um Verdadeiro Governo do Povo. pág.82
 
 
Os Socialistas não ignoram o que querem derrubar, mas falta-lhes inteiramente a noção do que pretendem construir.
 
 
O Papa Pio XI sabia-o e anunciou-o: «Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista.»
 
Ao contrário do que publicitam os socialismos actuais, a desigual apropriação dos factores produtivos e, por extensão, a existência de proprietários, deve ser considerada legítima e harmónica com o interesse nacional. Essa situação constitui um estímulo ao trabalho, à riqueza e à produtividade. O único problema da propriedade é quando a mesma se reveste de ociosidade e ostentação e os detentores do dinheiro serem reconhecidos como classe dominante, apenas por esse facto.
 
Pequito Rebelo dizia que devia ser reconhecido o direito à desigualdade, ou seja, o direito de acesso aos diversos degraus da hierarquia, mediante a revelação das capacidades e dos méritos de cada um.
Mas dizia ainda o mesmo que o conceito de igualdade encerra dois absurdos: a negação das desigualdades e a negação das diferenças; com efeito, dizia ainda o mesmo, que os elementos sociais, ou são comparáveis, e, neste caso, desiguais, ou não são comparáveis, sendo diferentes. A sociologia igualitária desconhece em profundidade os dois aspectos, considerando idêntico o que é diferente, estabelecendo artificialmente um tipo único de homem, estereotipado pela uniformidade do critério teórico ou legislativo, sem atender às diferenças de tempo, de local, de contextos, etc.
 
 
Sir Julian Huxley disse uma altura,  quando ainda era presidente da UNESCO: O nosso sistema ideológico deve rejeitar o mito democrático da igualdade. Os seres humanos não nascem iguais em dons em em possibilidades, e o progresso da humanidade é devido, em grande parte, à própria existência da desigualdade.
 
Livres mas desiguais deve ser a nossa divisa. A educação deveria pautar-se pela diversificação dos talentos e não a sua redução à normalidade estereotipada da igualdade forçada. Estas palavras são altamente anti-socializantes, mas são também altamente científicas.
 
 

Democracia = fraude

Onze dias após a implantação da república, Ramalho Ortigão escrevia a Teófilo Braga: «Nada, em Política, me é mais profundamente antipático do que o votismo e o parlamentarismo, que eu considero os destrutores agentes da capacidade administrativa.»

Não será necessário aqui transcrever as palavras de justa e caústica ironia com que Eça de Queiróz mimoseou o regime da urna e do voto.

Os partidos (actual partidocracia, e não democracia) eram extremamente antipáticos aos teóricos da democracia pura, por serem considerados factores de divisão, e incompatíveis com a unidade e a homogeneidade da nação.

Qualquer eleito de qualquer democracia de votos na urna (é ver o pleonasmo que esta última palavra encerra) é obrigado a ludibriar as massas, servindo uma multidão de interesses particulares, os quais, quase sempre, se opõem ao interesse da nação.

O ludibrio das massas faz parte do ideário de todos os partidos políticos, sejam eles de direita disfarçada (como o actual PSD), sejam eles da merda esquerdista(como Bloco de esterco e PC), ou ainda do socialismo podre (PS), sem esquecer os democratas cristãos(que sacrilégio!) do CDS.


A propaganda republicana pré 1910, tinha prometido aos portugueses que o bacalhau seria vendido a pataco o quilo, o que obviamente não foi cumprido, porque não podia efectivamente ser cumprido, e tudo era dito sem qualquer base honesta de estudo. As multidões deixam-se enganar com as promessas dos ambiciosos medíocres, deixam-se arrastar por sentimentos, deixam-se embalar por gestos e atitudes, por frases e palavras sonoras, acabando por se tornarem servas até à escravidão.
 
O sufrágio universal goza com as pessoas, faz troça delas, trata-as como simples depositários de uma cruz que nada resolve, nem nunca resolverá. É uma BURLA GIGANTESCA, um complemento indispensável às eleições. Talvez por isso lhe chamem jogo eleitoral, pois todo o jogo admite batota, e no sufrágio universal há muita batota, mais do que as pessoas possam imaginar...
 
 

sábado, 10 de novembro de 2012

Liberdade e liberdades

«Só a ingenuidade ou a engenhosidade política de Jacques Maritain, nos poderia levar a abrir um capítulo deste género na autópsia da democracia individualista.
Para Maritain, a sociedade democrática tem sempre de estar alerta, porque aqueles que se lembram das lições da História, sabem que uma sociedade democrática não deve ser uma sociedade desarmada, que os inimigos da liberdade pudessem tranquilamente conduzir ao matadouro, em nome da liberdade.
 
Este período do conhecido filósofo progressista é uma triste apologia da sociedade democrática, porque admite que haja nela homens actuando em nome da liberdade, inimigos da liberdade, o que é paradoxal...»  -  Prof. Doutor Jacinto Ferreira -  Para Um verdadeiro Governo do Povo, pág. 88.
 
 
Triste apologia da sociedade democrática, porque admite que haja nela homens actuando em nome da liberdade, inimigos da liberdade.
 
 
«Por outro lado, aceita que a sociedade democrática possa ser abatida em nome da liberdade, o que constitui uma confissão implícita de que ela, em dado momento, possa encontrar-se em oposição à liberdade, ainda que mais não seja para defender a sua existência.»
 
Ainda segundo o mesmo autor, é destas situações altamente paradoxais que nasce a célebre frase, de cunho abrilino, "de que não há liberdade contra a liberdade".
 
Sempre segundo o autor antedito, os patifes que aspiram a dominar os homens, apresentam-se sempre como os servidores dos mesmos, para os tornarem livres (aqui e sempre, qual o verdadeiro significado de livre?). Não há homem nenhum, por mais democrata que seja, capaz de, deliberadamente, se entregar nas mãos de qualquer patife, os patifes só se revelam tais, depois de terem ludibriado os cidadãos.
 
 
 
Este livro não é muito antigo, foi publicado em 1963, no tempo do "fascista", mas uma coisa é certa, qualquer semelhança com estes ditos aqui transcritos não é ficção nem obra do acaso.
 
 
 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Democracia - três séculos de enganos

Hallet Carr alertava no seu livro, «Vinte anos de crescimento», que após o término da 1ª grande guerra mundial começava a bancarrota do sistema,e que o povo se ia cada vez mais "distanciando" do ideal democrático ao aperceber-se que os direitos da democracia tinham perdido o seu sentido ou eram irrelevantes.
 
Transportando esta afirmação para a nossa época a mesma afigura-se profética, mas muito antes, Rousseau tinha dito: «O povo Inglês considera-se livre, mas está bem enganado, é livre só no dia da eleição do parlamento. Depois desse dia, a escravidão volta, ficando a liberdade reduzida a zero.»
 
Bem elucidativo vindo de Rousseau. Para outros, o regime inglês não era uma democracia mas sim, uma união parlamentar democrática.
Uma coisa é certa, o modelo democrático Inglês serviu de "protótipo" para os restantes modelos europeus, que pensavam à altura, os homens do século XVIII e XIX, ser o mais confiável. O grande paradoxo, é que o modelo liberal inglês serviu de base aos restantes modelos liberais da europa, mas a monarquia inglesa não era liberal. O que quer dizer, evidentemente, que o rei Inglês estava já manietado pela influência nociva que o liberalismo veio gerar, ao pretender liquidar a aristocracia, fundando futuras repúblicas democráticas que passaram a viver à custa dos restos da riqueza moral acumulada por séculos por parte dessa mesma aristocracia. E eis-nos chegados à decadência, no "frontispício" do século XXI.