quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A crise e a ascensão dos cleptocratas

As dívidas soberanas dos países, como agora lhes chamam, não são dívidas nenhumas!
Dito de outra forma, são dívida sim, mas dívida com uma cambiante muito diferente do usual, é que não é para ser paga, mas sim protelada e atirada sempre lá para a frente. O sócretino, já no exílio dourado, disse isto mesmo, que a dívida não é para ser paga, e não é que o homem pela primeira vez em alguns anos disse a verdade! 
Enquanto isso, os especuladores e agiotas pregoeiros fazem fortunas, e os países e seus habitantes afundam-se na pobreza.
 
 
Vejamos um excerto do livro Crises Financeiras Na Economia Mundial - Algumas Reflexões Sobre a História Recente escrito por Carla Guapo Costa nas páginas 61 e 62: «Mas a recessão de 2008 é diferente, porque não é devida apenas à quebra de procura, nem unicamente aos elevados preços da energia, embora os preços do petróleo e de outras commodities estivessem especialmente elevados no verão de 2008, antes de iniciarem uma descida sustentada. A principal ameaça para a resolução desta crise é, efectivamente, uma crise de crédito, o que dificulta, ou mesmo impossibilita, um retorno ao pleno emprego se a mesma persistir.
Os problemas no sector financeiro não são, obviamente, novos, mas, em várias situações anteriores, não tinham tido um impacto macroeconómico significativo. Pelo contrário, nesta crise em concreto, o colapso do sistema financeiro está a envolver a economia no seu conjunto.
E, em grande medida, pelo facto das alterações verificadas no sistema financeiro o terem modificado substancialmente. Antes desta revolução, na sua maior parte, os que originavam os empréstimos, mantinham-nos no seu portfólio. Mas os proponentes desta nova alquimia financeira descobriram novas formas de rentabilizar as dívidas, secularizando-as, e dividindo-as.»
 
 
Ora como muito bem sabemos, a secularização das dívidas é o processo que está em curso, e só desta forma se pode entender a submissão da política à economia.
 
A civilização está a ser destruída em nome de uma globalização que mais não é do que a ascensão definitiva da cleptocracia; a religião política oficial de qualquer estado futuro.
 
 

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