quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os (não) direitos reprodutivos

«A expressão "direitos reprodutivos" foi introduzida em 1994, na Conferência Internacional do Cairo subordinada ao tema "População e Desenvolvimento", em substituição da fórmula "planeamento familiar". Na realidade, os direitos reprodutivos são os direitos de não reprodução, que se concretizam na adesão a uma política mundial de educação sexual, aborto, contracepção e estirilização.
À saúde reprodutiva e aos direitos reprodutivos aparece ligada a nova filosofia do "género", introduzida nas Assembleias gerais da ONU, em particular no Cairo (1994) e em Pequim (1995). Através da categoria do "género", o pensamento marxista estruturalista pós-moderno procede à negação da existência de uma natureza permanente e imutável. O "género" é uma categoria sócio-cultural, que se distingue do sexo biológico. Dado que o homem é considerado uma "estrutura" material, por sua vez inserida numa rede de estruturas em evolução, a distinção entre o sexo masculino e o feminino não provém da natureza, mas da cultura dominante, que cria e atribui os "papéis" do homem e da mulher. Trata-se, pois, de reestruturar a sociedade, abolindo os papéis que a antiga sociedade atribuía, respectivamente, ao homem e à mulher, e liquidando, de passagem, o casamento, a maternidade e a família.»
 
 
In "A Ditadura do Relativismo" - Roberto de Mattei págs. 26 e 27. 

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