segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Espinoza - o panteísta geométrico

Baruch Espinoza nasceu em 1632, era de ascendência judaica e portuguesa.
Espinoza construiu um sistema filosófico tomando como ponto de referência as matemáticas, tratando das afeições e particularidades humanas como se de linhas, traços, superfícies, volumes, etc, desprezando todo e qualquer sentimento ou paixão. Quando um dia lhe perguntam (a Espinoza) se acreditava em Deus, a sua resposta não poderia ser mais elucidativa: «-Creio que Deus é a causa interna de tudo o que existe, mas não a causa externa».
 
Esta concepção de Deus exclui todo o factor pessoal, exclui também a metafísica e a moral. Espinoza revolta-se com a ideia de uma Providência Divina que cuida do mundo criado por Deus; opõe-se igualmente à ideia de uma utilidade na natureza, pois não pode pôr-se essa questão à matemática. Eis o motivo pelo qual a utilidade não ocupa qualquer lugar na filosofia de Espinoza.
 
Segundo este mesmo Espinoza: «Quando os homens se aperceberem de que o mundo era criado por eles, tiveram de formular conceitos do bem e do mal, da ordem e da desordem, do belo e do feio, etc. E os homens que se consideravam criaturas livres, viram nascer os conceitos de aprovação e desaprovação, de obras boas e do pecado.»
 
"Dizemos que uma coisa é boa para nós se ela nos for vantajosa, e não por ela ser boa em si própria", este o mote filosófico de Espinoza. Para além disto, o mesmo filósofo considera que uma coisa pode ser boa patra um, má para outro e indiferente para outro ainda. O que diga-se a verdade mostra na perfeição o carácter do indivíduo; o Deus de Espinoza não actua segundo «um plano» ou «intenções», mas age de acordo com a s leis eternas da sua natureza.
 
O Deus de Espinoza é panteísta, assim como a sua filosofia. O filósofo nega a existência de um Deus pessoal e nega também o livre arbítrio.

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