quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Sacro Império Romano e a cristandade medieval

Um acto soberano inaugura a Idade Média e constitui o seu fundamento: a instituição do Sacro Império Romano, na basílica de S. Pedro, em Roma, durante a noite de Natal do ano 800.

Carlos Magno foi coroado rei "rex francorum et lomgobardorum patricius romanus". Esta coroação de Carlos Magno é um acto público e simbólico de importância universal, destinado a exprimir, durante mais de um milénio, a concepção da soberania cristã.
Carlos Magno não inventou a concepção de que foi beneficiário. A sua doutrina da soberania é a que foi exposta pelos Apóstolos Pedro e Paulo nas suas cartas.

Jesus Cristo dispôs a coexistência de duas autoridades soberanas sobre a terra: um poder espiritual e um poder temporal. A cristandade é dirigida por dois governos : a auctoritas sacrata dos pontífices ou ecclesia, e a regalis potestas dos soberanos, ou Imperium. O Papa e o Imperador são os dois monarcas supremos dos dois governos. Ambos exercem uma plena potestas que deriva directa ou indirectamente de Deus.

Entre os dois governos não há separação, mas distinção e coordenação.
A cristandade é a projecção, no plano material, da grande sociedade sobrenatural que é o corpo mísitico de Cristo. Segundo Régine Pernoud, a cristandade pode definir-se como a "universalidade dos príncipes e dos povos cristãos obedecendo a uma mesma doutrina.


Excertos do livro " A Soberania Necessária" - Roberto di Mattei

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