segunda-feira, 23 de julho de 2012

O que a revolução francesa nos trouxe - do socialismo ao anarquismo

A revolução (com minúscula sim, porque não merece maiúscula) francesa é a matriz de "Estado ético" do século XIX, mas também a ideia de não-estado que, nesse século, vê a luz do dia com o socialismo.

As primeiras manifestações da negação da soberania e do Estado podem ser encontradas em diversas heresias: a ala esquerda dos protestantes, as seitas da revolução inglesa e a ala mais radical da revolução francesa. Estes panfletários de carnaval negavam a família e a propriedade, e os seus principais representantes depois da revolução francesa foram o socialismo utópico, o anarquismo e o marxismo.

A passagem do jacobinismo para o socialismo foi feita através de François-Noel Babeuf (1760-1797), discípulo fanático de Rousseau e Robespierre, guilhotinado em 1797 depois da "conjuração dos iguais" e do seu aluno Filipo Buonarroti (1761-1836). Este último organizou em toda a europa uma rede de sociedades secretas, cujo programa comunista radical chegou através da liga dos justos, a Engels e Marx.

Socialistas utópicos famosos (não só pelas falácias da dialéctica hegeliana, mas também pela burrice descarada)  previam o fim do estado já no século XIX.
Mikhail Bakunin definiria o anarquismo como o proudhonismo amplamente desenvolvido e levado às últimas consequências. Pierre Joseph Proudhon foi o primeiro (asno..) a reivindicar para si próprio o qualificativo de anárquico. Saint Simon, um dos pricipais socialistas utópicos, acreditava que a sociedade do futuro seria composta somente por operários, o Estado desapareceria e o poder político seria substituído por uma administração das coisas "apolítica e espontânea". Estes três samelos defendiam, de formas diferentes, o fim do Estado e o aniquilamento da centralização política, assim como o respectivo fim das relações diplomáticas internacionais na medida em que as nações subscrevessem um pacto revolucionário.

Os ideais destas bestas ainda não desapareceram, continuam vivos, camuflados, à espera da melhor altura para voltarem a manifestar-se logo que a situação o permita. E a situação que irá permitir o assalto final das teorias das bestas utopistas, verá a tarefa facilitada pelas democracias podres que pululam por esse mundo fora.

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