segunda-feira, 16 de julho de 2012

O estado ético de Hegel

Hegel propõe a passagem do Estado contratual para um novo Estado "ético". Esta concepção é alimentada pela teoria de Rousseau da "vontade geral". Isto é, a vontade particular dos indivíduos para uma universalidade ética da "vontade geral".

Hegel representa, tal como Rousseau, a febre maquiavelista, sendo ambos fervorosos admiradores de Maquiavel, e como tal  afirmam que a "razão de Estado" não é culpada da imoralidade de que foi acusada. Para fundamentar esta ideia anterior, Hegel diz que se pretendeu afirmar a autonomia da política em relação à moral, tornando-se dessa forma o Estado imoral.
O Estado ético não tem obrigações morais segundo Hegel, porque estas mesmas obrigações morais incidem sobre a vontade particular. "A vontade vale para a moral e não para a vontade universal do Estado."

Esta situação acima produz a "divinização" do Estado moderno. A síntese das dialécticas de Maquiavel e Rousseau produziu essa "divinização". Para Hegel, o Estado é a suprema realidade da história, e assim sendo, considera o mesmo que, o Estado é a realidade da ideia ética, enquanto vontade manifestada, cumprindo o que sabe e na medida em que o sabe.

O "Estado ético", que segundo Roberto de Mattei, não é a afirmação da soberania, mas sim, a hipertrofia da mesma, prepara inevitavelmente a sua própria destruição. Com efeito, o que se pode imaginar acima disto? Pergunta muito pertinente da parte de Roberto de Mattei.

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