segunda-feira, 23 de julho de 2012

A declaração dos direitos humanos - a falência da sociedade

A declaração dos direitos do homem e do cidadão, que proclama , em política externa, o direito dos povos a disporem de si mesmos abala os fundamentos do direito público.
Esta ideia da liberdade dos povos disporem deles mesmos, é a ideia revolucionária que levará a redesenhar todas as fronteiras.

Os princípios estabelecidos por Sieyés e pela assembleia constituinte tiveram um inevitável reflexo no plano internacional. Desde o momento em que esta lógica foi adoptada, a história da humanidade devia tornar-se a da autodeterminação nacional.

Na concepção tradicional cristã, a guerra, considerada em si mesma, enquanto uso da força não é boa nem má; ela torna-se boa ou má conforme os fins a que se propõe [utilidade - ética].

O princípio iluminista da "paz perpétua" elevado a valor supremo postula que, a guerra é ilícita, salvo quando feita e empreendida contra os inimigos da paz e da fraternidade.

Edmund Burke nas suas "Reflexions On The Revolution in France", dizia: «Aquele bando de assassinos introduzirá no mundo um novo género de guerra, profundamente diferente das precedentes, que podia derrubar as instituições do seu próprio país».

A república universal e os direitos do homem não significam outra coisa que a extensão da guerra civil a toda a humanidade.

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