terça-feira, 26 de junho de 2012

A construção do Estado - solução final

O edifício político pós-moderno (1789) foi construído em sentido inverso ao estabelecido. A sua construção deixou de partir do alto para começar do baixo até chegar ao alto.
Esta construção política que parte do povo, que se organiza exclusivamente pela base, alarga-se paulatinamente, mas sempre sob uma única direcção.

Cada escalão é composto de dois órgãos; um deles representa os extractos inferiores que constituem o novo poder e o outro representa a autoridade superior, executivamente, bem entendido.

O que acaba por acontecer é o mais lógico; o elemento federado torna-se mais poderoso do que o próprio órgão federal, o que provoca imediatamente uma "dissonância" que se viria a mostrar desastrosa nos séculos seguintes.

Deixou de existir autoridade tal como a mesma tinha sido concebida séculos antes. A autoridade passava a ser fonte de caprichos e de ideologias ao serviço de uma nova descida aos infernos. O termo democracia representa hoje um anacronismo vergonhosamente silenciado pelos poderes instituídos.

Esta democracia está fundada numa série de falsificações históricas e manipulações empíricas. E a maior manipulação empírica foi precisamente o direito positivo, que, na sua fase de maturação, mostrava claramente que vinha para destruir a antiga base do direito natural, cuja lei era visível e entendível por si própria, pois emanava esta mesma de fonte divina. Podemos com toda a nitidez visualizar este processo ao pensar no simples caso do criminoso e da vítima. O criminoso tem uma série de direitos e garantias (direitos positivos) e a vítima vê-se assim confrontada com "os seus não direitos" (direito natural). 

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