terça-feira, 17 de abril de 2012

A agenda maçónica

Quando se fala em maçonaria, deve-se ter em conta os antecedentes, a realidade histórica e o enquadramento situacionista. Há uma maçonaria antes das «luzes» e uma outra, que provavelmente não se deveria chamar maçonaria, depois das «luzes». É importante ter isto em conta, caso contrário, induzimos o erro.

A maçonaria já existia nos séculos XV e XVI, como os construtores de catedrais góticas, os pedreiros livres, únicos detentores dos segredos, mais ou menos esotéricos, sobre as relações numéricas das catedrais. Na altura, o clero convivia sem problemas com os pedreiros livres, apoiando-os financeiramente e alguns desses pedreiros livres frequentavam as igrejas sem nenhum tipo de engulhos psico-religiosos.

A partir de meados do século XVII, a maçonaria inicia um processo de auto-implosão. É invadida por uma série de oportunistas e vigaristas, que sempre existiram em todos os séculos, e transforma-se numa cooperativa de gente muito influente no mundo.

Por mais voltas que queiram dar à situação, e depois de ler um livro sobre o tema editado pelo diário de notícias, é irreversivelmente provado que as boas intenções manifestadas nessa série de entrevistas a diferentes pessoas do meio maçónico não passam disso mesmo, boas intenções.

A percepção que existe, e eu não duvido de que ela não esteja totalmente errada, é que este estado de coisas tende a perpetuar-se. As boas intenções caminharão lado a lado coma  destruição.

Como é possível alguma organização ter tanto poder de influência, a nível literário, académico, financeiro, etc. etc. e não se notar nenhuma melhoria? Algo não bate certo, e não é apenas um problema de «iluminação própria» nem de qualquer lenda maçónica de Hiram, nem sequer os lucíferos seriam de marte...

Os segredos há muito que estão perdidos, pelo menos aqueles que nos valeriam de alguma coisa, quanto à simbologia que hoje a maçonaria utiliza e que repito, na minha opinião não deveria usar o nome maçonaria, é apenas folclore disfarçado de esoterismo, e quem pensar um pouco depressa chegará a essa conclusão.
Em relação à teurgia, essa é de uma pobreza argumentativa de pôr os cabelos em pé.

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