quinta-feira, 1 de março de 2012

Estética - teoria fundamental e filosófica da arte

Os filósofos têm tentado ao longo dos tempos encontrar uma resposta universalmente válida para a pergunta: O que é a beleza?
Ao passo que os psicólogos têm abordado certos problemas relativos à estética de maneira mais objectiva. Sócrates e Platão definiam o belo como algo que se identificava com o bem e o útil. Para Aristóteles, belo é tudo quanto produz imediato deleite, sem estimular o desejo de posse. Assim, enquanto Sócrates e Platão subordinam a arte à moral, Aristóteles antecipa a doutrina da arte pela arte.
A filosofia ocidental moderna complicou os problemas da estética ao colocar outra questão: existe a beleza do objecto que se percebe? Ou só na sensação do indivíduo que a percebe? Ou acaso em alguma outra relação existente entre o objecto e a mente perceptual?
Kant considerava a beleza como um deleite desinteressado, universal e necessário. Hegel associava-a, de certa forma, às actividades de consciência a que chamava artística. Porém, deixando de lado a ambiciosa pergunta: O que é a beleza? Teríamos de, talvez, considerar vários factores capazes de modificar o seu conceito. As circunstâncias e o estado de ânimo seriam decisivos para explicar o conceito de beleza, pois, um meio desfavorável e ingrato pode furtar a beleza a uma obra de arte ou à própria natureza, as associações mentais do indivíduo, desde o momento em que uma obra pode ser considerada bela, segundo o que pode sugerir na alma do espectador, os sentimentos e emoções nascidos do encontro de uma experiência estética que depende em grande medida, do grau em que o indivíduo seja capaz de captar o espírito de um objecto belo ou uma obra de arte.
A empatia que pode revestir, com uma auréola de beleza, as paisagens mais indiferentes e os mais desagradáveis objectos. Tudo parece, pois, indicar que a beleza não está sujeita a cânones rígidos, e que depende, em grande parte, da conjugação de muitos factores e circunstâncias.

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