quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Positivismo versus metafísica

O positivismo sempre considerou a metafísica como inacessível à inteligência humana, embora admitindo-a, mas defendendo que apenas o cognoscível fornecido pela observação e pela experiência podem ser considerados reais. ["A base do mundo material e real, é não material e não real"; Lothar Schafer, em busca da realidade divina.] A este propósito veja-se aqui: Deus e o universo quântico.

O termo positivismo foi numa primeira fase usado para classificar a filosofia de Auguste Comte, segundo a qual, a organização científica dos dados sensoriais constitui a forma definitiva do conhecimento. Ou seja, o mais baixo materialismo é a única realidade que o homem concebe e percebe. Vejam só a pobreza argumentativa deste axioma positivista, não é de surpreender, de certa forma, a época em que vivemos...

O positivismo deu origem a três ramificações diferentes: o positivismo empírico de Comte, o metodológico de Ernst Mach e o lógico do círculo de Viena. O empírico, cujo principal representante foi Comte, dizia que o espírito humano (e todas as ciências) atravessavam três fases distintas, a primeira, teológica, em que o homem conhece os acontecimentos através do influxo sobrenatural. A segunda, metafísica, que trabalha com conceitos essenciais, universais e abstractos; e a terceira, positiva, que se limita ao que nos parece «positivamente dado», ou seja, ao que é apreensível, de modo imediato na experiência sensível, externa e interna. Segundo a lógica de Comte, a filosofia teria como missão, integrar os resultados e métodos das diversas ciências positivas especiais, começando pela matemática e terminando na sociologia. Deste modo, veio a considerar-se o homem o centro do mundo, a fonte de todo o valor e o objecto final do culto. Comte ainda chegou a fundar a religião positivista, mas não foi bem sucedido.
O positivismo metodológico, surgiu noutras circunstâncias históricas (segunda metade do séculoXIX), Ernst Mach foi o seu principal ideólogo, para além de Riemann e Lobachevsky. Segundo Mach, há necessidade de uma crítica prévia do conhecimento. Este positivismo encontra-se muito próximo do fenomenalismo de Hume.
Mach atribui o mesmo valor à inteligência, à matéria e às sensações. Como é possível uma coisa destas? A inteligência nada tem a ver com a matéria  e muito menos com as sensações. É uma afirmação incompreensível da parte de um físico (para quem desconhecer a história talvez..).
O positivismno lógico ou neopositivismo, é uma disciplina praticamente nova, devido a uma evolução adulterada, exigida pelso recentes progressos da ciência, das matemáticas e da lógica simbólica. O seu centro originário foi o círculo de Viena, fundado em 1924 por Moritz Schlick e cujos membros foram homens de ciência como Carnap, Phillip Frank, Otto Neurath e outros. O movimento cresceu, e em 1930 nasce uma revista fundada pelo círculo, "Diário da ciência unificada", servindo de órgão oficial do movimento. Karl Popper (que nunca frequentou as reuniões, embora disso tivesse sido acusado, falsamente) foi um dos filósofos que mais criticou as doutrinas do círculo.

O positivismo lógico é uma teoria do conhecimento que ao mesmo tempo que procura na análise lógica da linguagem uma teoria da ciência e uma depuração do pensamento, pretende reunir, estreitamente e sinteticamente, a lógica e a experiência.

O senso comum basta para desmontar as ilusões do positivismo, mas como teoria surgida dos escombros da revolução francesa e do liberalismo emergente na época ela revela-se essencialmente falsa, enganadora, manipuladora e altamente ilusória.


O positivismo lógico

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