quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Maçonaria e liberalismo - o tabú começa a desfazer-se VI

D. Manuel II, filho de D. Carlos I, reina de 1908 a 1910. O ambiente em Portugal é infernal, poderia dizer-se que o diabo estava à solta, as lojas maçónicas conspiravam de dia e de noite, até que em 4 de outubro de 1910 os acontecimentos começam a precipitar-se, no dia seguinte, 5 de outubro de 1910, é oficialmente instaurada a república em Portugal. Termina um período de 767 anos de monarquia para se iniciar uma répública, muito antagónica em relação aos interesses de grande parte da população.

Os dois grandes partidos já tinham surgido: à direita, os regeneradores, à esquerda, os progressistas. A suposta unidade que lhes é conferida não tem valor algum, pois, esta revela-se muito frágil aquando de uma crise, por simples que seja. Os anos passam de 1910 a 1926, a pouca vergonha de mais de 40 governos, resultou no desligamento das massas, os partidos começam a ver a sua actuação em causa.

Salazar torna-se o único homem (haveria poucos, para além dele) com discernimento e inteligência para acabar com a balbúrdia do erro da 1ª república. Portugal está em bancarrota, e só um homem sério como Salazar para tirar Portugal do caos, produzido pela maçonaria e pelo liberalismo. Não foi por acaso que Salazar atacou depois a maçonaria, não o fez por simples princípio católico, bem longe disso, Salazar sabia e entendia perfeitamente das conspirações que a maçonaria tinha criado e continuava a criar. É revelador por exemplo, o facto de Fernando Pessoa e Norton de Matos terem escrito em 1932 um livrinho: Antologia da maçonaria, onde nesse livro pedem expressamente ao Sr. António Salazar que haja algum decoro e bom senso nas perseguições que se façam a maçons, que nem todos pertencem às pérfidas sociedades que se dedicam a baixos propósitos que em muito denigrem a verdadeira maçonaria. Pessoa não era maçon, mas conhecia os princípios ocultos, que nada têm a ver com a maçonaria surgida após o século XVIII. Norton de Matos era maçon, embora fosse à loja poucas vezes, Salazar tanto quanto se sabe, não censurou a obra nem tão pouco os autores. Fala-se inclusive, embora não se possa provar isto, que houve após a saída desse livrinho, uma reunião entre Salazar, Pessoa e Matos, nada se conhecendo do que foi debatido nessa reunião. Salazar era católico e tradicionalista, não era propriamente anti-maçónico, reconhecia com total clareza que a maçonaria era prejudicial ao país e aos portugueses, por ser contrária a qualquer nacionalismo, por ser anti-religiosa, anti-tradicional e sobretudo, pelo gérmen de plutocracia que traz latente em si.

Salazar morre na pobreza e é enterrado na sua Santa Comba natal. As correntes maçónicas voltam a agitar-se. É tempo de se acabar de destruir o país, a (pseudo) revolução de Abril instala novamente a discórdia entre os portugueses. O PREC foi o exemplo máximo do desvario e da insanidade que se apoderou do país.

Portugal entra na união económica europeia. Perde a sua soberania e começa a perder a sua identidade, a insanidade continua. Não tem mais fim à vista.

Preparem-se pois para a grande tribulação. Ela já começou e atingirá o seu ponto crítico com brevidade.

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