segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Maçonaria e liberalismo - o tabú começa desfazer-se II

Logo após o início do reinado de D. Miguel, que é muito mais do que um acontecimento simbólico, a antropogenética nacional vem ao de cima, o país vive dias de paz, há um clima auspicioso no ar, e de maneira nenhuma houve um regresso ao obscurantismo decadente da idade-média, onde o clero tinha posição de destaque. Essa época acabou a partir do século XVII, mas apenas em meados do século XVIII o processo se torna mais rápido, precisamente pelo surgimento da maçonaria moderna, dita especulativa.
Foi mais uma vez a maçonaria que provocou a segunda guerra fraticida entre portugueses, tendo provocado a destituição de D. Pedro IV de Imperador do Brasil (D. Pedro I) e o seu regresso a portugal para usurpar o trono a seu irmão D. Miguel, católico e anti-constitucional coisas que os ingleses não gostavam nada.

D. Miguel capitula ao fim de quase dois anos de guerras fraticidas, segundo o próprio, e a partir dessa data fica Portugal novamente entregue às hostes maçónicas que até 1836, assassinaram milhares de miguelistas em todo o país, violando os acordos estabelecidos. Qualquer tentativa de reacção tornou-se quase impossível, a maçonaria tinha demasiada força. É o início da terceira descida de portugal aos infernos que culminaria em 1890.

D. Maria II, filha de D. Pedro, é raínha de Portugal de 1834 a 1853. Tenta por vários meios impôr ordem no caos que se vive em Portugal, mas nada consegue, de um lado, revoluções por isto ou aquilo, e por outro lado, um cada vez maior descontentamento das populações que faziam constantes apelos aos valores tradicionais, próprios da espiritualidade portuguesa. A maçonaria dá mais um passo decisivo na destruição do portugal histórico e do seu grande legado.

continua.

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