segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Maçonaria e liberalismo - o tabú começa a desfazer-se

O ano de 1750 afigura-se como de ruptura definitiva com a valha ordem instalada. O ideal: Deus, Pátria e Rei é definitivamente esquecido. Esquecido não será bem o termo ideal neste contexto, mas é inegável que o governo de D. José e do Marquês de Pombal foi ferozmente anti-católico e anti-tradicional, o que ao longo dos anos fez com que a maçonaria, primeiro gérmen do futuro liberalismo, entrasse no país e este ficasse irremediavelmente contaminado para o resto do tempo. Ainda hoje sentimos os efeitos, já indirectos, dessa nefasta situação, a manifestar-se na actual 4ª descida de portugal aos infernos.

D. Maria I tenta de seguida uma renormalização entre as habituais relações do povo português, mas nada consegue, as intrigas e os ideais da revolução francesa foram fortes de mais para uma raínha fraca, limitada pelas intrigas maçónicas e cujos seus súbditos estavam já manchados pela virulência demoliberalista. A tradição foi fortemente posta em causa, e o que se seguiu é por demais conhecido.

Quando a história é analisada de uma forma, um pouco "informal", deparam-se-nos cenários que não deixam mais dúvidas sobre o que é determinada coisa e ao que veio. Ora se Lannnes e Junot, embaixadores de napoleão em Lisboa, eram dos principais maçons em portugal na altura, facilmente se conclui que a maçonaria foi elemento principal e ponto de partida da desagregação do país.

Quem aconselhou o rei regente D. João VI na altura (1807) a refugiar-se no Brasil? Pois claro, os Ingleses e os espanhoís por via das maquinações da maçonaria, pois esta já mandava na altura em portugal e todos obedeciam às suas disposições sem pestanejar. Logo de seguida o rei regente de portugal delega poderes e responsabilidades em Beresford, maçon rival de outros maçons e como tal, a situação deixou de interessar...
os primeiros sinais de guerra civil manifestam-se.

Quando D. Miguel é proclamado rei de Portugal em 1828, entre manifestações imponentes de carácter católico e anti-maçónicas, a velha profecia da 5º idade volta a pairar nos espíritos da população portuguesa, e esta reanima-se e enche-se de brio, o salvador tinha chegado, aquele que libertaria a população das garras maçónicas.

Continua.



   

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