quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A falência do regime e a descida de Portugal aos infernos

As recentes declarações do primeiro ministro (que tem definitivamente uma grande falha de comunicação) e as que se seguiram da parte da oposição parlamentar, são o paradigma do tempo actual. Não é só a falência do regime que nos espera, é também a "chacota" do próprio regime, que já acontece em larga escala. O roubo e a impunidade completam o ramalhete fazendo da lógica a imagem do burro que corria atrás da cenoura.

O momento político do país é surreal, o vaivém de declarações sucede-se, tal como previra Platão quando dizia que toda a massa de oportunistas, de aduladores e de homens de baixos instintos em geral governassem as cidades, o momento da derrocada era eminente.

Mais uma prova de que o tempo não existe horizontalmente, é cíclico, e a história repete-se sempre em versões mais apuradas, se repararmos bem, vivemos precisamente os mesmos problemas de há um século atrás, mais ano menos ano. E pela lei das analogias, o movimento ascendente da actual descida de Portugal aos infernos, só será possível com um novo "ditador", mas mais refinado que o anterior [tendo logicamente em conta que a palavra ditador presta-se a muitas interpretações]. Não tenho dons de profecia, mas a história de Portugal fala por si, quem se der ao trabalho de estudá-la um pouco mais a fundo, perceberá a inevitabilidade da descida de Portugal aos infernos, representada na entrada de Portugal na União Europeia, e o renascer das cinzas, o quinto império, o regresso do rei encoberto com a espada do nosso primeiro rei. É claro que esta última frase tem um sentido oculto que cada um deve ser capaz de interpretar, mas o essencial é que Portugal renascerá das cinzas.

O sinal definitivo da derrocada total do regime é dado quando os líderes e demais propagandistas políticos usam e abusam das palavras "democracia" e "estado de direito", por exemplo, em tudo o que é jornal, TV ou rádio. É aquilo que Émile Faguet dizia, que grande parte das ideologias políticas iluministas passado o seu prazo de validade, ou eram abandonadas ou eram exarcebadamente publicitadas, manobras a antecederem o fim da linha.

Sem comentários:

Enviar um comentário