Há uma ideia errada sobre a caracterização da chamada economia paralela. Ela é geralmente vista e tida como ilegal, imerecida, injustificável, fraudulenta, mas, na realidade, tal coisa não corresponde de todo à realidade.
A economia paralela faz girar a economia real, dependendo esta última da saúde da primeira para se manifestar. A incompetência democrática acha o contrário e tenta por diversos meios erradicar a economia paralela, fazendo passar a imagem ao contrário, para que nos tornemos todos gargantas fundas, neste e noutros aspectos sociais.
Só para dar um exemplo - o estado espanhol admite a fuga ao fisco na razão de 30% do volume de negócios desde que esse dinheiro seja reinvestido no país - Como o estado espanhol não é burrinho sabe bem, que a economia paralela faz inevitavelmente girar a economia real, pois serão comprados carros, casas, equipamentos, obras em casa, e os inevitáveis IVAS reverterão a favor do estado espanhol.
Outro exemplo - O estado françês admite também uma fuga ao fisco, em moldes diferentes do espanhol, e também desde que esse dinheiro seja reinvestido na economia francesa, que é o que se passa quando o estado françês diz que o IVA para a renovação de casas será de 5,5% para todos os materiais.
Alguma vez se ouviu disto em portugal? Alguma vez algum órgão de comunicação escreveu uma linha sobre o assunto? Não. Nunca.
A incompetência democrática portuguesa diz da economia paralela cobras e lagartos, mas esquece-se propositadamente, o que mostra bem o que se passa, que a economia paralela desde que perfeitamente delimitada no tempo e no espaço é um auxiliar precioso da economia real.
Perante esta crua realidade sou forçado a considerar que a incompetência democrática portuguesa já não se fica só por aí; tornou-se acéfala, revelando-se por isso mesmo impreparada para os desafios futuros, o que é um mau agoiro.
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