quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1 de Dezembro de 1640 - Restauração da independência de Portugal

A merda pulhítica que nos (des)governa quer acabar com este feriado importantíssimo. Querem acabar com ele, porque hoje por hoje, o que conta para essa gente é roubar e traficar influências, ignoram a grandiosa história de Portugal, abominam a monarquia, mas é por estas e por outras que cada vez mais me considero monárquico. De minha parte digo, festejá-lo-ei sempre, independentemente do que as luminárias do anti - poder decidam. Porque não acabam com o 25 da silva ou o 1 de maio? Pois, não há tomates para tomar tal decisão, e depois viriam os tontinhos do costume: FASSISTAS, UI,UI,UI....

Adiante.

«Concluído o discurso do desembargador "Francisco de Andrade Leitão", o soberano, D. João IV, pronunciou a fórmula do juramento, prometendo bom governo, recta aplicação da justiça, observância fiel dos bons costumes e dos privilégios, graças e liberdades, que os monarcas, seus antecessores houvessem concedido. Recebido em seguida pelo monarca o juramento de fidelidade que lhe prestaram os representantes dos três estados do reino, o alferes-mor desfraldou o estandarte real e fechou a primeira parte da cerimónia, soltando em voz alta a tríplice aclamação - Real, real, real, pelo muito alto, muito poderoso Senhor Rei Dom João IV, nosso senhor - que o povo comprimido na vasta praça repetiu entusiasticamente.
Organizou-se então o cortejo que havia de acompanhar o monarca à Sé, onde ia ter lugar um solene Te-Deum. O rei desceu do tablado, montou a cavalo, e, revestido de todas as insígnias da realeza, tomou lugar debaixo de um pálio a cujas varas pegavam o conde de Cantanhede e os demais membros da câmara de Lisboa. Houve uma paragem no percurso, para que a câmara prestasse homenagem ao soberano. O vereador, Doutor Francisco Rebelo Homem, fez um breve discurso, aludindo aos sucessos de 1 de Dezembro e prometendo ao soberano o apoio do povo de Lisboa, findo o qual, o Conde de Cantanhede fez a simbólica entrega das chaves da cidade. Dirigiu-se então o cortejo à Sé. Na porta do templo foi D. João IV recebido pelo seu dedicado partidário, o arcebispo de Lisboa; seguiu-se uma cerimónia religiosa, e, concluída esta, recolheu o monarca ao paço, dando-se por findo o solene acto da sua coroação.

No seu aparato externo, a nova ordem política ingressara definitivamente no número dos factos consumados.
Nenhuma represália assinalara o restabelecimento da independência. Pelo contrário, vibrante ainda a agitação revolucionária - no próprio dia 1 de Dezembro de 1640 - expediram os governadores uma portaria determinando que os membros dos tribunais continuassem no exercício tranquilo e seguro das suas funções. A qualquer medida de violência preferiram a política da captação, usando de uma inteligente e generosa tolerância. Procedendo assim, acompanhavam o pensar dominante, que antepunha a quaisquer outros cuidados o de promover a cordial união de todos os Portugueses.Indiscutivelmente necessa´ria, essa união chegou até a ser considerada remédio por si só suficiente para suprir a inegável falta de meios de defesa. No púlpito da igreja da Santa Casa da Misericórdia, em 16 de Dezembro de 1640, Fr. Cristóvão de Lisboa afirmava: «não temos soldados destros, nem tantos Capitães experimentados; faltam armas, apetrechos de guerra e munições; que de nenhuma cousa destas há o número que convinha: não obstante tudo isso, afirmo com o Senhor, que basta a união das pessoas para suprir todas estas faltas.»
Assumindo o poder, D. João IV não alterou a directriz que os governadores tinham imprimido à política interna, e disso deu logo provas promulgando, em 10 de janeiro de 1641, um decreto pelo qual eram confirmadas, duma maneira geral, todas as resoluções e merçês do tempo dos filipes. Unicamente se exigiu - pelo decreto de 31 do mesmo mês - que os beneficiados por aquela disposição tirassem outras cartas, passadas agora em nome do novo soberano.»


In História de Portugal, edição monumental da Portucalense Editoras.

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