terça-feira, 15 de novembro de 2011

O euro, a crise e a desvalorização do trabalho

É por demais conhecido o que se tem vindo a passar desde a introdução do euro. A moeda única foi um erro muito grave e Portugal nunca deveria ter aderido ao euro. Provavelmente, não teríamos esta carga de problemas se tal tivesse acontecido. Escusam os economistas, e eu não sou economista nem é preciso sê-lo para chegar a esta conclusão, de vir dizer que se não aderíssemos ao euro ficaríamos isolados. Só de má fé se pode dizer uma coisa dessas, porque o grande facto é que não se teve em conta que geoestrategicamente, Portugal, tem muita importância. E termos ficado no nosso escudo só nos traria vantagens na actualidade, ao contrário do que afirmam os economistas de pacotilha ao serviço dos serviços de desinformação.

A crise, esta crise de que falam diariamente, que não é só uma crise financeira, é muito mais do que isso, é uma crise de valores, de pensamento, de fé e de bom senso, existe, principalmente, para a desvalorização do trabalho provocando de seguida uma baixa generalizada (exceptuando a cáfila que está instalada à volta da tretocracia) de ordenados. Começa-se a pagar cada vez menos pelo trabalho, obrigando as pessoas a aceitar qualquer trabalho a qualquer preço, A ESCRAVATURA OU DULOCRACIA.

Entenda-se que esta crise teve várias etapas. Começou, isto em Portugal, nos meados dos anos 90, quando os bancos começaram a emprestar dinheiro "à pá". As pessoas, uma boa parte delas, não tiveram juízo e pediram dinheiro de mais para as suas possibilidades, e hoje estão a pagar bem caro pelo erro cometido. Estão elas e estamos todos nós, porque o que afecta a uns afecta a todos. Alguns desses bancos já faliram, outros estão na iminência do mesmo, e toda a população portuguesa, exceptuando uma pequena minoria, vão falindo diariamente. Esta falência que acabo aqui de referir, não é uma falência económica, mas sim espiritual e antropológica. Enquanto os bancos não triplicavam anualmente os seus lucros, esta onda facilitista de pedir emprestado uns milhões aos bancos, manteve-se, quando tal objectivo foi conseguido, triplicar os lucros anualmente, o que aconteceu entre 2002 e 2007, os bancos fecham a torneira, pegam no dinheiro e vão investí-lo nas bolsas. Em 2008, veio a crise e o respectivo afundamento da bolsa (de propósito, e quem achar o contrário, não sabe do que fala, seja ou não economista) tendo o dinheiro desaparecido do dia para a noite quando a bolsa afundou na sua totalidade.

Ora, o regabofe e o descalabro foram totais, dezenas e dezenas de bancos faliram em todo o mundo, e pelo meio tivemos um dos maiores vigaristas da história contemporânea, "Maddoff".

Mas alguém de boa fé, ainda acredita que a crise tem causas naturais ou laivos de plausibilidade?
Laivos de plausibilidade, havia de certeza, mas causas naturais não, porque esta crise foi fomentada e instrumentalizada pela agenda secreta que governa o mundo nas sombras. E todos nós, somos uns insignificantes personagens, uns comedores inúteis como nos classifica David Rockefeller, iminitente Bilderberg, membro da comisssão trilateral e do CFR.

E o que temos visto depois disto tudo? A tentativa de resolução da crise criada por eles? De maneira nenhuma! o que se vê é a agudização da crise, seja em aumentos reais do custo de vida, seja em aumentos de impostos, seja em aumentos de bens de primeira necessidade como combustíveis e electricidade.

ESTES AUMENTOS, DIGA-SE EM ABONO DA VERDADE, NADA TÊEM A VER COM A PATRANHA DA AUSTERIDADE,  a austeridade é uma mentira pegajosa muito utilizada pelos pulhíticos e agentes financeiros, esses aumentos são simplesmente para se continuar a pagar milhares e milhares de euros aos mesmos de sempre, aos conselhos de administração e agentes infiltrados.


Os telefunis e restante comandita merdiática continuam a fazer do povo parvo, continuam a mentir ao povo, continuam a mostrar paninhos cor de rosa com florzinhas, que se revelam autênticas armadilhas lipofrénicas.

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