sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Acordo ortográfico Versus complexo colonialista

Na continuação deste post: espectivas.wordpress.com, deve salientar-se que o acordo ortográfico visa dois objectivos, que não são discerníveis um sem o outro. O primeiro dos objectivos é por demais conhecido. Aliado ao complexo colonialista, muito em voga no actualmente dos meandros da politiquice caseira. Em Portugal, pelos vistos, não há homens (decisores, políticos, o que for..) que possam fazer da condição natural da língua Portuguesa norma. A língua Portuguesa foi criada em Portugal, não no Brasil, em África, ou em Goa. Foi para lá levada por grandes homens de artes, de mestrias, de ciências, políticas e naturais,  de ofícios diversos.

Assim como se destróí o Portugal histórico, destrua-se também o seu património linguístico, como se a semântica fosse uma coisa de somenos importância, e por inerência, toda a tradição cultural em torno da própria língua. Ora quando a língua serve propósitos que não são os seus, atinge-se o segundo objectivo. Ele decorre do primeiro, por isso, é mais difícil de o detectar, mas é bem patente este segundo objectivo: acelerar o processo de destruição de um país e do seu património linguístico.

Sem comentários:

Enviar um comentário