terça-feira, 18 de outubro de 2011

Austeridade e mentiras

Começo a não saber muito bem o que é mais gravoso em termos puramente democráticos, se a possibilidade de existência da democracia, ou a sua utilização e aproveitamento para fins que não deveriam ser utilizáveis.
A grande questão democrática do momento é a que se segue: Que democracia é esta, que destroí e incentiva à destruição do tecido económico português? Mas há outras, como por exemplo, a austeridade (belíssimo pleonasmo..) serve a quem? que problemas resolve a austeridade?   Nenhuns, pois "austeridade" só para os mesmos de sempre, não resolve problema algum, apenas agrava ainda mais a situação. É líquido que se o povo não tiver dinheiro não pode comprar, e ao não comprar, o comércio, os serviços e a indústria definham por falta de movimentação de capitais e de investimento por consequência. É tão líquido como a água que esta "austeridade", para resolver alguma coisa, teria de começar no topo da hierarquia e vir por aí abaixo, e não ao contrário, como faz a democracia abrilina.

Mais uma vez, e não será a última, nós, anónimos trabalhadores e pagadores de impostos e taxas por tudo e por nada, saímos defraudados e derrotados deste processo. A "austeridade" em "democracia" é uma brincadeira de muito mau gosto, que os portugueses suportam há demasiado tempo, e não é com manifestações de indignados que se muda algo, são precisas medidas muito mais enérgicas e inteligentes. É necessário em primeiro lugar, que as mentes compreendam que esta democracia abrilina é uma fraude gigantesca, por muito que isso colida com os ensinamentos e crenças abrilinas que cada um possa ter.
E nem sequer é legítimo pedir-me uma prova daquilo que acabo de dizer, pois, querem melhor prova do que o que se passa em Portugal? Será preciso repetir e enumerar os casos, um por um?

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