quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O romantismo por oposição ao classicismo

O movimento romântico iniciou-se no século XVIII na alemanha, tendo-se acentuado durante todo o século XIX. A sua pretensão era reatar a cadeia das tradições literárias nacionais, interrompida, pelas imitações da antiguidade clássica.
Em termos filosóficos, e por oposição ao racionalismo e ao classicismo, o termo designa a doutrina dos filósofos alemães dos séculos XVIII e XIX. O termo aplicou-se nas áreas da literatura, da arte e da filosofia, para designar um conjunto de valores essencialmente dinâmicos, em oposição a outros considerados estáticos, ligados ao pensamento clássico.
Enquanto o classicismo concebe a natureza humana como imutável e fundamentalmente débil, o romantismo sonha com a perfeição do homem e os seus infinitos recursos espirituais. Sabendo-se que o classicismo se pode definir com exactidão e reduzir-se a um sistema de regras formais, o romantismo apresenta-se indefinido e essencialmente confuso. A designação sofreu várias mudanças de significado antes de chegar ao seu sentido actual no campo da crítica. Com efeito, romântico procede de romance, que, inicialmente, se referia a cada uma das línguas vernáculas derivadas do latim e que, de imediato, se aplicou aos poemas heroícos de aventuras cavalheirescas e de amores cortesãos escritos nessas línguas. Como os relatos desse tipo passaram de moda (o que é a moda?), o adjectivo romântico ganhou um sentido pejorativo, para indicar a irrealidade geralmente vinculada a tais relatos, ou para designar o tipo de temperamento propício a aceitar tais irrealidades, ou ainda, para caracterizar as formas e métodos artísticos usados por essa espécie de temperamento.

Dada a ampla gama de significados possíveis, o termo «romantismo» tem sido usado indistintamente em sentido favorável ou em sentido pejorativo.

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