quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Os incompetentes e a maioria- III

Ponto prévio: a linguagem humana é curta para se definirem certas ideias, e o que acontece é que utilizam-se termos já estabelecidos para se definirem ideias ou pensamentos - vide http://espectivas.wordpress.com - a elite e o pau de dois bicos - ora a elite que refiro nada tem a ver com o actual entendimento da palavra. A elite actual é um conceito puramente materialista, e tal facto deve-se precisamente à incompatibilidade democrática com a hierarquia, ou seja, a unidade, sabendo-se que esta incompatibilidade estende-se também à igualdade, e, mais uma vez, à negação de qualquer hierarquia.
A elite verdadeira deixou de existir, ou se existe é muito diminuta, há centenas de anos, guardava um saber antigo que se foi perdendo, o que resultou numa concentração de poderes e influências. Mas não é aqui momento para falar disto, e portanto, digo: a elite não existe, existe aquela materialista que hoje vai dominando.

O fundo do tão cantando ideal democrático é o triste e insipiente, qualquer indivíduo vale tanto como o outro, porque são numericamente iguais... brilhante conclusão esta dos democratas.
A democracia só existe porque o Aristotelismo foi vencido. Onde a verdadeira intelectualidade foi vencida e substituída por um "maneirismo", impôs-se a igualdade, terrível malefício hegeliano, que vai ao ponto de inventar elites para justificar malfeitorias. As falsas elites proliferam e baseiam-se em muito duvidosos critérios de superioridade em que o relativismo e o materialismo são reis e senhores.
Pelo que tenho visto e do que conheço da história, se isto é democracia (?) então, venha uma anti - democracia para ver como é. A única democracia que existe é a deriva plutocleptocrata, a única que combina bem com o actual entendimento da palavra elite.

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