sábado, 6 de agosto de 2011

O caos social- A democracia

Uma das principais e primeiras causas de toda a desordem é a negação das diferenças, arrastando consigo toda a hierarquia social. Esta negação foi, numa primeira fase, ingénua, inconsciente e mais prática do que teórica, mas numa fase posterior a natureza dos indivíduos começou a ser desprezada até essa natureza ser completamente esquecida. Mais tarde, a natureza dos indivíduos, foi transformada pelos modernos em pseudo-princípio sob o nome de igualdade.

Os dogmas laicos e liberais como a "igualdade", o "progresso" e outros, servem apenas para nivelar por baixo, pretendendo-se a imposição de uma uniformidade geral, ou seja, realçar o pior do homem e esconder o melhor dele mesmo. A qualidade é sacrificada em nome da quantidade, a tão afanosa dispersão na multiplicidade.

Os que têm interesses em manter a desordem (políticos, grande finança e seita cleptocrata), cuidam de sustentar este estado de coisas e agravá-lo ainda mais e, ao mesmo tempo, numa época em que que se pretende submeter tudo à discussão, os dogmas laicos e liberais são os únicos que não podem ser discutidos. Estes dogmas são "pseudo-ideias" que se destinam, principalmente, a provocar reacções sentimentais na população, que é efectivamente o meio mais eficaz e mais fácil para agir sobre as massas.

Na ordem política, a competência dos "especialistas" é muitas vezes ilusória, demasiadas vezes até, e limitada a um domínio muito estreito. A crença nessa competência é todavia um facto, o que faz com que a incompetência pura reine. Isto é o resultado muito natural da concepção democrática, em virtude da qual o poder vem de baixo apoiando-se essencialmente sobre a maioria, o que tem inevitavelmente como corolário a exclusão de toda a verdadeira competência, porque a competência é sempre uma superioridade e só pode ser apanágio de uma minoria.
Continua.

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