terça-feira, 26 de julho de 2011

Pensamentos de G.K.Chesterton

Será fácil ao plutocrata científico sustentar que a humanidade se adaptará a quaisquer condições actualmente consideradas más. Os velhos tiranos invocavam o passado; os nossos invocarão o futuro. A evolução produziu o caracol e o mocho, a evolução poderá criar um trabalhador que não precise de mais espaço do que um caracol, nem de mais luz do que um mocho. O patrão não teria hesitações em mandar um cafre trabalhar debaixo da terra, cedo se convertiria em animal subterrâneo como a toupeira. Também não lhe daria preocupações mandar um mergulhador suster o fôlego em mares profundos; cedo passaria a animal pelágico. Os homens não precisariam de se preocupar em alterar as condições, porque estas rapidamente as alterariam a eles. A cabeça pode comprimir-se um pouco para caber no chapeú. Não quebremos as grilhetas do escravo; quebremos o escravo até que esqueça as suas grilhetas. Contra todos estes plausíveis argumentos modernos a favor da opressão, a única resposta adequada é o ideal permanente e humano que não pode ser destruído nem confundido. O homem mais importante da terra é o homem perfeito que nela não existe. A religião cristã proclamou especialmente a suprema sanidade das nossas almas sustentando a ideia da verdade incarnada e humana. Não é a superioridade divina que julga as nossas vidas e as nossas leis; essas são simplesmente julgadas pela perfeição humana. Diz Aristóteles que o homem é que serve de medida.
É o filho do Homem, dizem as escrituras, que julgará os vivos e os mortos.

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