quarta-feira, 13 de julho de 2011

O renascimento segundo René Guénon

O renascimento, segundo Guénon, apenas tomou o que havia de mais exterior na espiritualidade humana. As ciências tradicionais da idade média, após algumas manifestações nessa época, desapareceram totalmente. A partir daí, só houve filosofia e ciência profana. Nega-se com isso a verdadeira sabedoria, limitando-se o conhecimento à ordem mais inferior, ao estudo empírico e analítico de factos que não se encontram ligados a qualquer princípio.

É a dispersão na multiplicidade, indefinida, de detalhes insignificantes.

Assiste-se a uma acumulação de hipóteses sem fundamento. Ficam apenas aplicações práticas que constituem a única superioridade efectiva da civilização moderna.
O que não passa de uma superioridade pouco invejável, que segundo Guénon, se desenvolveu até abafar qualquer outra preocupação, tendo dado a esta civilização o carácter puramente material que faz dela uma verdadeira monstruosidade. Como a idade média caiu depressa no esquecimento, no século XVII já não havia a menor noção dela, nem dos seus monumentos que subsistiram. Já nada representavam aos olhos dos homens do século XVII, nem na ordem intelectual nem na ordem estética. Como tal, a idade média foi considerada uma época de trevas, ignorância e barbarie, o que não corresponde minimamente à realidade.

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