segunda-feira, 11 de julho de 2011

O iluminismo tem as suas raízes no renascimento



No século XVII, Descartes, Grotius, Leibnitz e Locke sustentaram as bases do movimento, nos seus respectivos países. Em Inglaterra, o iluminismo uniu-se ao empirismo de Hume, enquanto o traço fundamental do iluminismo Alemão (Lessing,Wolff, Kant e Reimans) e do iluminismo Françês (Diderot, D´alembert, Montesquieu) foi o racionalismo, que conduziu, no caso destes últimos, ao radicalismo de Voltaire. Próximo deste racionalismo e, de certo modo, opondo-se a ele, surgiu outra corrente que, pelo poder do sentimento, se desviou da via fundamentalmente racionalista (Rousseau e outros). Neste período, a razão humana julgou-se capaz de compreender a realidade e transformou, de acordo com estas opiniões, todas as outras esferas da vida, desde as ciências naturais até à religião, passando pela ética e pela política, e prescindindo da autoridade e da tradição.

As leis morais e naturais constituíam, segundo os pensadores iluministas, o fundamento da sociedade e da natureza. No aspecto religioso chegou-se a uma religião natural, racional, que excluía qualquer revelação e vínculo sobrenatural.

Esta religião, apresentada sob a forma de deísmo, foi considerada como a religião pura e primitiva (??).


Mas este iluminismo não teria sido possível sem o humanismo que se desenvolveu durante o século XV, que nasceu em oposição à filosofia escolástica, acabando por representar a transição entre as doutrinas medievais e a forma de pensar mais moderna(?) do renascimento. O homem, segundo os humanistas, é essencialmente um agente mais do que um ser pensante, por conseguinte os nossos conhecimentos devem orientar-se para a resolução dos problemas da humanidade. Foram estas doutrinas humanistas, muito discutíveis diga-se de passagem, que prepararam o caminho da reforma.



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