quinta-feira, 28 de julho de 2011

O empirismo e o estado de negação

Como doutrina filosófica oposta ao racionalismo, o empirismo considera a experiência apenas como mera oportunidade para um desenvolvimento posterior da mente. O empirismo baseado na experiência, nega qualquer faculdade especial de conhecimento, bem como as ideias inatas ou instintivas. Embora, na sua forma mais estrita, sustente que as ideias particulares só podem adquirir-se por um processo de simples imitação das coisas sensoriais, admitindo, num sentido mais amplo, a possibilidade da existência de ideias que, se bem que nascidas de alguma experiência sensorial, não correspondem directamente a nenhuma em particular. Quando a mente produz novas ideias, operando sobre ideias recebidas pela experiência sensorial, tais ideias denominam-se "hipóteses" ou "teorias", identificando então o método empírico com o científico.
Porém, a mente pode também, por abstracção, contribuir para a criação de ideias e conceitos universais; atenção porém: o conteúdo da dita abstracção não é senão o resultado da generalização(?)!
O empirismo vem confundir a relação sujeito-predicado com a associação, fundamentando a validade dos juízos universais, mediante a indução que, mesmo no seu limite de amplitude, não pode dar mais do que probabilidades e nunca uma certeza absoluta. As consequências são patentes: caminhando para um psicologismo e um cepticismo que destroí toda a metafísica, uma vez que esta só pode ser observada como transcendência, ou seja, não fundada em factores objectivos.

Sem comentários:

Enviar um comentário