sábado, 18 de junho de 2011

Taxa de risco de pobreza-Incidências diferenciadas

A percentagem de indivíduos que se situam abaixo do limiar de pobreza corresponde à porção daqueles que dispõem de um rendimento anual líquido inferior a 60% do rendimento mediano (por adulto equivalente) num determinado país. O limiar da pobreza traça então a fronteira entre a população que está ou não em risco de pobreza a partir de um critério monetário, definido de acordo com o volume dos rendimentos anuais líquidos verificados em cada unidade geográfica. Neste sentido, as condições de vida decorrentes de uma situação de risco de pobreza variam de país para país.
A taxa de risco de pobreza tem vindo a diminuir em Portugal, o que aconteceu até 2007, mas de 2009 para cá a tendência inverteu-se com um aumento inesperado desse mesmo risco de pobreza. Uma análise mais exaustiva do caso português permite, porém, identificar em Portugal um conjunto de grupos sociais particularmente expostos à pobreza. A baixa escolaridade, o desemprego, a monoparentalidade, o número elevado de filhos e viver só são factores que contribuem para elevar a taxa de risco de pobreza.


Risco de Pobreza: o efeito das transferências

A taxa de risco de pobreza após efectuadas as transferências sociais estabilizou em Portugal desde 2005. A Hungria é o país da União Europeia no qual o efeito relativo das transferências de rendimento para as famílias é maior, segundo dados fornecidos no livro " Desigualdades sociais 2010- estudos e indicadores" de Renato Miguel do Carmo.

Em 2007, 34% da população irlandesa estava em risco de pobreza antes de efectuadas as transferências de rendimento para as famílias (exceptuando as pensões). Este é o valor mais elevado no conjunto de países da UE-27, embora na Roménia, Letónia e Hungria o valor deste indicador atinja também as três dezenas. A porção da população que se encontrava em risco de pobreza era de 25%, valor muito próximo ao que se verificava em termos médios da UE. Eslováquia, Holanda e República Checa são os países da UE nos quais a porção da população que aufere rendimento líquido inferior a 60% do rendimento nacional mediano é mais baixa. Embora a Irlanda fosse, em 2007, o país da UE que apresentava o mais elevado risco relativo de pobreza antes de efectuadas as transferências sociais, depois de efectuadas essas transferências de rendimento para as famílias passa a registar um valor abaixo da média da UE (16% contra 17%). Isto significa que neste país as transferências sociais possibilitaram diminuir em 18 pontos percentuais o risco de pobreza-tal como sucedeu na Hungria. Em Portugal essa diminuição foi de sete pontos percentuais (de 25% para 18%).+

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