sábado, 11 de junho de 2011

O Rei o povo e as direitas

Não são as ideias políticas desenvolvidas sobre a linearidade teórica que permitem identificar as direitas, mas sim, os horizontes ideológicos acoplados a uma visão própria que fundou um conjunto hierarquizado de questões e valores chave como princípio de todas as reflexões individuais e colectivas: A sociedade é uma produção dos homens ou de Deus? O homem existe como abstracção universal ou como indivíduo particularizado pela história e pelo meio? Qual a natureza do laço social? As solidariedades essenciais são comunitárias e encaixadas numa construcção hierarquizada, ou horizontais e igualitárias? O homem tem direitos ou apenas deveres?
A fractura de 1789 é o cadinho das memórias históricas opostas mas igualmente o material dos debates do século XIX, essenciais um e outro à construcção ideológica que alimentam desde então a vida política e civil. Das direitas nascidas dos princípios monárquicos e imperiais, do legado da revolução e dos combates ideológicos do século XIX, juntaram-se então as outras direitas: A liberal após a lenta acepção do pacto republicano, a revolucionária do final do século XIX que desenvolveu uma cultura plebiscitária, orgânica e populista e a anti-democrática como o nacional- socialismo e o fascismo dos anos 1930.

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