quarta-feira, 29 de junho de 2011

O realismo metafísico de Popper

Karl Popper resumiu muito bem esta deriva, "considero-me um realista metafísico", dizia ele.

Segundo o mesmo, vários filósofos e sociólogos falavam dele como sendo um positivista, posição que Popper refuta na totalidade.
O que Popper pretendia dizer é que a verdade não é estática, nem depende de condicionalismos materiais, como muito erradamente a ciência oficial admite. Quanto ao positivismo que lhe é imputado, ele resulta simplesmente do desconhecimento da sua obra e pensamento.
Popper embora não sendo um especialista em áreas de física e de química, tinha muitos conhecimentos de física quântica, e no seu íntimo percebia perfeitamente que por detrás desta ordem visível existia outra ordem invisível... o determinismo clássico começava a ruir. Uma nova epistemologia se fez necessária; Popper e outros como Eccles, Sherrington, Wheeler, conseguiram realizá-la, à luz das descobertas da física quântica e da nova unidade de consciência que se gerou, que era o problema da relação corpo-mente.

Um pequeno trecho do livro de Popper- A vida é aprendizagem: «...ser "positivista" equivale a ser um opositor de toda e qualquer especulação filosófica, especialmente opositor do realismo.»


«Outra observação sobre a palavra "metafísica". Hegel, Marx, Engels, e Lenine utilizam esta palavra para referir uma filosofia hostil à evolução, que considera o mundo estático em vez de o considerar dinâmico. Esta utilização foi sempre muito discutível, visto o problema da mudança e a evolução do mundo ser um dos problemas mais antigos da metafísica pré-socrática.»

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