quinta-feira, 16 de junho de 2011

As partículas elementares possuem propriedades de aparência mental

As frequentes referências à presença da mente, ou de aspectos de aparência mental, são um fenómeno fascinante na física do século XX e continuará a sê-lo no século XXI. Sempre que se pretender afectar fisicamente uma coisa, temos de despender alguma energia para o fazer. Por exemplo, para mover um objecto de um lugar para outro temos de o empurrar; ou seja, temos de lhe ceder alguma energia. O simples facto de pensar numa tal acção não a realiza.
As entidades quânticas são diferentes. Experiências revelam que estas coisas alteram os seus comportamentos quando o que sabemos acerca delas se altera. Assim, de uma forma observável, os sistemas quânticos podem reagir ao fluxo de informação, como se aquilo que alguém pensa acerca deles pudesse afectá-los.
No mundo da nossa experiência sensorial, a única coisa diferente que sabemos que pode reagir ao fluxo de informação é a mente. Neste sentido, podemos afirmar que, na formação de coisas vulgares, encontramos entidades que possuem propriedades de aparência mental.
Arthur Stanley Eddington escreveu nos anos 1930 o seguinte: -«O universo é da natureza de um pensamento ou de uma sensação numa mente universal... Para apresentar as conclusões de uma forma incipiente- a substância do mundo é substância mental. Tal como frequentemente acontece com declarações insipientes, devo esclarecer que, quando falo aqui de "mente", não pretendo significar exactamente mente; e, quando me refiro a "substância", não quero dizer substância. No entanto, é o que mais se aproxima da ideia, numa simples expressão.»
Mais ou menos na mesma época de Eddington, outro cientista, James Jeans, escrevia que: -«O universo começa a assemelhar-se mais a um grande pensamento do que a uma grande máquina. A mente já não surge como um intruso acidental no domínio da matéria; começamos a suspeitar que devemos antes saudá-la como a criadora e a dominadora do âmbito da matéria- não as nossas mentes individuais, obviamente, mas a mente em que os átomos a partir dos quais as nossas mentes cresceram existem como pensamentos... Descobrimos que o universo dá provas de um poder de desígnio ou de controlo que tem algo de comum com as mentes individuais.»
A natureza de aparência mental da realidade quântica surge em muitas formas. Os campos de probabilidade não-materiais estão mais próximos da natureza de um pensamento do que da natureza de uma coisa. O evitar das órbitas ocupadas é a base da química e a ordem visível do universo. É o resultado, não de uma força mecânica, mas de um princípio mental; ou seja, a simetria das funções ondulatórias. "Existe de facto algo quasi-mental, não físico", escreveu Margenau em 1984. Além disso, quando os sistemas quânticos empreendem transições de um estado para outro em saltos quânticos, fazem-no espontaneamente, sem serem induzidos por qualquer causa. Mais uma vez, tal como anteriormente, uma mente é a única coisa outra que sabemos que pode iniciar, por sua própria iniciativa, uma cadeia de eventos causais.

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