terça-feira, 17 de maio de 2011

A revolução da ordem- definições

«... a revolução, a sua necessidade e urgência não pode visar só a destruir e a perturbar-mas sim a ordenar e a construir. Revolução contra os mitos dos últimos séculos- e destinada a refazer uma unidade humana, a tornar viável uma estabilidade social. É, porém, difícil vencer o "peso morto", acumulado por um longo período de ilusões e mistificações- o 2peso morto" do conservantismo abúlico, do burguesismo inerte, da plutocracia egoísta, da superstição democrática obstinada. Georges Roux, um autor ainda preso a muitos preconceitos, reconhece no seu estudo recente sobre a Itália fascista, que as revoluções se tornam necessárias. E anuncia, nítido: «Aos povos rotineiros, elas (as revoluções) trazem o desenlace indispensável, abrem as possibilidades de vida nova.»
São então coisas dolorosas mas inevitáveis.(...) Estas revoluções, de que se ocupa Georges Roux, reduzem-se, afinal, a uma revolução, À REVOLUÇÃO DA ORDEM, da reconquista da ordem humana, perdida e comprometida desde o século XVI. É unânime, através da consciência universal do nosso tempo, o desejo vital da REVOLUÇÃO DA ORDEM. »


In "A revolução da ordem- João Ameal"

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