sábado, 14 de maio de 2011

Governo, estado e democracia.

«...na sincera preocupação de salvar o país, é afinal a si próprios que procuram salvar-se, ou para conservar as suas posições conquistadas, ou para melhorar de posição à custa dos outros. É assim o estado que- sem o saber e sem dar por isso- prepara e fomenta a miséria nacional; quem, guiado por um critério falso, benéfico na aparência, rouba à nação os meios de vida, não tanto pelo que consome em administrações perdulárias, mas pelas fontes de riqueza que destroí na prática de medidas violentas, anti-económicas e ruinosas.
O nacionalismo só é compatível com a restrição progressiva do estado e com a redução gradual das acções estranhas à nação. O progresso da acção nacional não pode acomodar-se com o poder absoluto do estado, da classe, ou da família, sobre o indivíduo, por mais sedutora e brilhante que seja a capa em que o envolvem. Convençam-se disso e estado, as classes e os pregoeiros impertinentes de um falso nacionalismo, que constantemente nos atordoam os ouvidos e nos perturbam a iniciativa e o labor tranquilo, com as ruidosas e extravagantes expressões da sua fantasia desordenada e absorvente.»


In "Economia nacionalista" de J. Perpétuo da Cruz

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