terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O que é o modernismo e o progressismo?

Estas duas teorias complementam-se e não podem existir isoladamente uma da outra. Dependem simultaneamente uma da outra para fazerem sentido. Numa análise simples o termo modernidade implica tudo o que é actual. Tudo o que existia antes era a antiguidade e a partir de um determinado momento o moderno entra em cena. Depois desse acontecimento, esse mesmo moderno transforma-se numa corrente modernista que começa a absorver conceitos materialistas, materialistas da dialética hegelinana e posteriormente marxista. É aqui que é criado o falso gémeo da modernidade, o progressismo. Este progressismo surgiu muito naturalmente da necessidade que o modernismo precisava para se justificar, sem o qual não poderia estender-se longamente no tempo. Para se perceber bem onde quero chegar, pensem no seguinte:
1- O modernismo em si não é mau, é sinal de vitalidade, de desenvolvimento, mas apenas dentro da ordem espaço-temporal e com o devido respeito pela antiguidade que tem muito a ensinar ao mundo.

2- Este modernismo acoplado ao progressismo é uma coisa muito diferente. Apaga-se a história para fazer crer aos incautos que a antiguidade era má e de índole obscurantista, e ao mesmo tempo, como o progressismo está ao rubro, as pessoas acreditam que a modernidade é superior à antiguidade. O que poderá ser verdade em termos puramente materiais, mas não o é naquilo que mais interessa. É esta constante confusão, propositada bem evidente, que torna o modernismo e o seu acólito progressismo um monstro que devora homens.

3- A pergunta repete-se, será o homem mais moderno por dominar as telecomunicações, ter bombas atómicas, ou por enviar e-mails á velocidade do pensamento? Tudo isso é ser moderno e progressista? Será moderno ser-se a favor de certas taras, bizarrias sexuais, casamentos de mosquitos com iguanas e outros pratos parecidos?


O que mais se difunde por aí é que a modernidade, e por consequência a pós-modernidade, são superiores a tudo o que já existiu e que o progresso é inteiramente legítimo para a humanidade. Mas será assim? E o que representa esse progresso senão uma ideologia associada ao utilitarismo, utilitarismo este que nasceu da profunda incompreensão do mundo por parte do homem. Esta incompreensão é naturalmente fruto do modernismo deslocado do seu sentido, porque desligado da fonte primordial, onde se incluem o respeito e veneração pela antiguidade, o respeito pelos antepassados e pela nossa herança cultural e religiosa.

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