domingo, 20 de fevereiro de 2011

Joseph de Maistre- considerações sobre frança

« Joseph de Maistre é um dos mais importantes escritores da reacção à revolução francesa. Nascido em Chambery, na Sabóia, em 1753, possuiu uma educação cuidada, com estudos em direito na universidade de Turim, tendo exercido os mais altos cargos na magistratura do reino da Sardenha, que incluía o condado de Sabóia. Na sua formação, não esteve ausente o contacto estreito com os filósofos e autores liberais e iluministas, que leu atentamente. A revolução francesa, experiência de uma nova ordem, foi o ponto central da sua vida, que marcou todo o seu pensamento. Confrontado com o seu carácter totalitário, que o atingiu também pessoalmente após a invasão e anexação da Sabóia pela França, chocado pela violência contra a família real, contra o clero, contra as leis de propriedade e as leis fundamentais da monarquia Francesa, Maistre desenvolve um conjunto de reflexões, que assumem um papel essencial na Reacção contra-revolucionária. A revolução constituiu também uma importante oportunidade de desenvolvimento pessoal para Maistre. De uma sociedade pequena, de um cargo de magistrado num reino de escassa relevância internacional, foi projectado para as altas esferas da política europeia, relacionando-se com personalidades como LuísXVIII de França e Alexandre II da Rússia, que de outra forma nunca poderia conhecer, podendo assim aspirar a participar na definição da orientação política europeia, através das suas obras, correspondências e acção individual.
É este um traço curioso que Maistre partilha com os revolucionários franceses: também para estes, a revolução foi uma oportunidade inesperada de se elevarem acima da mediania a que os seus percursos e o seu nascimento os parecia destinar.
Maistre ( ele fazia questão de assim ser tratado, sem o de) surge no pensamento político e filosófico como figura simbólica da recusa radical da revolução francesa. Contudo, tudo parece indicar que muitos dos seus apoiantes e opositores pouco leram dele, conhecendo apenas as suas citações mais famosas, o que resulta em alguma vacuidade na forma como o seu nome é invocado no debate político contemporâneo. Actualmente, com a crise do imaginário revolucionário ocasionada pela falência das várias utopias, sobretudo a comunista, Maistre adquire uma nova importância como símbolo da recusa do iluminismo e de toda a modernidade, como representante do cepticismo face ao progresso, do pessimismo quanto ao homem, e da crença nas limitações da razão humana.
A sua obra considerações sobre a frança surgiu em 1797, sendo duplamente uma obra de circunstância política: por um lado, uma resposta a um panfleto de Benjamin Constant (1796)- "De la force du government actuel de la France et de la necessité de s´y rallyer"; e, por outro lado, um manifesto destinado a preparar o retorno do Rei, num momento político em que a realização próxima de eleições e a actividade de grupos realistas em França pareciam tornar possível a restauração monárquica.
As considerações ultrapassam porém uma sua leitura historicamente situada, na medida em que são também um ensaio político, inserido na tradição francesa dos ensaios políticos, e uma meditação sobre a humanidade e a história. E, no contexto da obra do autor, é também uma obra seminal, na qual os aspectos essenciais do pensamento de Maistre são expostos pela primeira vez.»

Introdução do novo livro dado à estampa pela Almedina- Joseph de Maistre-considerações sobre frança.

2 comentários:

  1. A superclasse fomentou o caos... e agora defende uma Nova Ordem - Joe Berardo: "um novo género de ditadura que todos temos de aprender".


    DE FACTO:
    -> A Superclasse (alta finança internacional) ambiciona um Neofeudalismo - uma Nova Ordem a seguir ao caos -, consequentemente, a Superclasse pretende "dividir/dissolver Identidades para reinar"... [nota: a Superclasse controla os Media, e não só...]
    -> Mais, no limite, a Superclasse ambiciona a privatização da vida: de facto, ao mesmo tempo que promove o caos... a Superclasse também promove a ideia de que a humanidade é um 'caso' perdido: não sabe tomar conta de si própria.


    NOTA:
    A Esquerda não-Identitária e a Direita não-Identitária são MARIONETAS ao serviço da Superclasse
    As marionetas ao serviço da superclasse:
    -> promovem a ideia de que aqueles povos que estão numa corrida demográfica pelo controlo de novos territórios... possuem todo o Direito de ocupar e dominar os territórios que muito bem entenderem;
    -> promovem a ideia de que a humanidade é um 'caso' perdido: o planeta está a caminhar para um caos demográfico e ambiental;
    -> etc
    E AO MESMO TEMPO
    -> promovem a ideia de que medidas para evitar o caos demográfico (ex: as medidas tomadas pelo governo chinês) são um atentado à dignidade humana;
    -> promovem a ideia de que os povos que são anti-globalização - e que pretendem pacatamente sobreviver no planeta -,... não possuem esse Direito!!!!!!



    ANEXO
    ---> Não podemos permitir que a Esquerda não-Identitária e a Direita não-Identitária efectuem uma 'eucaliptização' o discurso... visto que, no interior do SEPARATISMO-50-50 poderão existir uma Esquerda Identitária e uma Direita Identitária.

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  2. Todas estas falácias terão de ser combatidas. As pessoas têm de abrir os olhos e mudar os seus padrões de vida. Necessita para tal do primeiro e decisivo passo, que é esquecer na sua totalidade a sua condição social, a sua casta, e os clichés que lhe possam estar associados. Só com a eliminação do ego poderemos evoluir e deixar de trilhar o caminho para a auto-destruição. Mas essa tarefa parece ser demasiadamente difícil para a humanidade. E, porque assim acontece? Parece-me bem evidente que as respostas são muito simples...

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