terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Os filósofos e os mundos invisíveis

Platão insiste no carácter inato do nosso saber, que explica pela reminiscência dos créditos de vidas anteriores. Encontramos as mesmas teses no filósofo Kant, que era sensível ao carácter intemporal da inteligibilidade, a qual se exprime, segundo ele, como uma potencialidade anterior da vida.
Todas as formas de vida procedem de Deus e fazem o seu caminho de volta para Deus através de todos os graus. Os seres perderam essa unidade, e terão de reencontrá-la depois de ter vivido as experiências da temporalidade.
Essa inexistência da morte, em relação à qual nos sentimos como estranhos, permitiu a certos filósofos imaginar uma vida infinita. Descartes achava que na essência não éramos mortais. A simples duração da nossa vida é suficiente para demonstrar que Deus é. Porque se sentíssemos uma inquietude em relação à morte a ponto de sentir a angústia do nada, esse sentimento do nada- que ninguém pode conceber na realidade- seria uma prova da ausência de Deus. Portanto, a morte é transformação e superação, e não negação.
Os valores morais universais podem ser exercidos por todos os espíritos. Mas cada um de nós os vive segundo a sua própria natureza, forjada ao longo de suas numerosas existências. O essencial das nossas tendências, o segredo das nossas diversas orientações permanecem escondidas no fundo do nosso ser. As aparências exteriores da nossa personalidade são a máscara que dissimula o nosso eu superior.

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