sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Somos anti-nato

Somos anti-nato e pronto. Dizem os manifestantes que se preparam para as manifestações dos próximos dias. As guerras no afeganistão e no iraque, a situação dos palestinianos e o problema dos arsenais atómicos, são as principais justificações dos anti-nato. Este é o lado óbvio da questão, ver-se claramente estes problemas nada tem de transcendental-mas existe um lado que não é óbvio- o porquê das causas.
Estes anti-nato fazem parte do folclore, assim treinam-se as polícias em situações reais, partem-se umas montras e umas cabeças e instala-se o medo e o pânico nas populações, como convém e como é pretendido! O problema é que esta gente anda à chapada sem perceber muito bem porquê, nem tão-pouco sabem ao certo a quem ou a que se dirigem esses protestos, mas a incoerência de tudo aliada aos interesses de uma minoria, tratam do resto. Estes protestos de nada servem, não têm nenhuma utilidade, existindo uma incompreensão generalizada da história, e não é pelo facto de se combater algo que esse algo desaparecerá ou mudará. Este inimigo que dizem combater não é uma entidade física convencional, é um conglomerado de interesses e associações mais ou menos secretas e não saber discernir sobre isso é nada saber do mundo. A humanidade precisa é de boicotes e não de manifestações híbridas que nada resolvem. Boicotes activos como sejam boicotar grandes grupos económicos, boicotar as grandes superfícies e cadeias, boicotar os grandes distribuidores de bens essenciais. Esta é que tem de ser a postura da humanidade perante os actos de pirataria. E que ninguém pense que estes boicotes são impossíveis porque não o são, simplesmente a população está iludida neste mundo em que vive, pensando que teria a perder com esses boicotes quando na realidade só tem a ganhar. E enquanto isso não acontece, lá vão eles entretendo-se a dar umas bastonadas em situações de treino real, vão partindo umas montras, partindo uns carros, pedras no ar, vidros partidos, cabeças rachadas, muito lixo no chão e no ar, muitos gritos, muito histerismo, repórteres e faíscas à mistura e para o ano há mais.

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