terça-feira, 19 de outubro de 2010

A sigla "OE" transformada em objectivo estratégico

Tenho de admití-lo, o processo de destruição de Portugal não pára. O OE é a alavanca impulsionadora da maior cortina de fumo dos últimos anos.
Desde comentadores a banqueiros, passando por ex-dirigentes políticos e alguns "econo-fiscais", as opiniões são unânimes; o OE tem de ser aprovado, bradam eles, apenas preocupados com os reais interesses da cooperativa plutocrática. E ao esquecerem-se do povo que é a democracia, será?, este mesmo povo vê-se subita e instantaneamente a ser atirado para canto. Mas há outro facto inolvidável deste processo e será muito mais decisivo neste momento, refiro-me concretamente à possibilidade de o FMI entrar por aqui dentro, e isto, a cooperativa já acima citada, não quer. Se isso acontecer, os milhõezinhos deixarão de circular como previamente estabelecido, quanto à "boyzada", esses deixariam gradualmente de fazer das suas... as clientelas começariam a definhar e todo o organograma seria alterado. As "poupas pançudas" teriam que começar a frequentar as tertúlias de tasco de patim.
Como nada disto é desejável para o "país político" e para os interesses estabelecidos, toca a montar um circo em volta do OE. E o único partido que o pode chumbar já é chantageado antes mesmo de manifestar qualquer tipo de decisão final sobre o OE, o que é edificante diga-se de passagem, os nossos líderes políticos não ficam atrás de certas figuras míticas que existiram no passado... pois eu digo-vos e não sou ninguém para dizê-lo, mas digo-o da mesma forma, este orçamento deveria ser chumbado, sem qualquer tipo de reserva. E isso seria a melhor coisa que poderia acontecer, ao contrário do que afirma a propaganda da cooperativa. Os salteadores de todas as arcas do país seriam, a prazo, abolidos (o que não quer dizer que não surgissem outros...).


O diálogo segue em conversas da noite

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