terça-feira, 19 de outubro de 2010

Conversas da noite

Embora ainda seja dia, lembrei-me aqui de uma situação altamente democrática, verdadeiramente eficiente em termos energéticos. Veja-se o caso de uma vulgar botija de gáz que a partir de ontem(18-10-10) passou a custar 21,15 o butano e 21,40 o propano. Antes da entrada de Portugal no euro, no final de dezembro de 2001, a mesma botija de gáz custava
1590$00..!, mas o mais fantástico é o gáz ser taxado a 21% de iva. Cozinhar em casa ou tomar banho é um luxo segundo os cooperativistas patetócratas.... sinto-me triste e descontente por ver Portugal entregue a uma almífara de vendilhões, corsários e bajuladores corruptos. Que democracia é esta que não tem o mínimo de respeito e escrúpulos? Que democracia é esta que não tem o mínimo exigível de decência?
É a democracia do número e da quantidade em detrimento do humanismo e da qualidade. Democracia esta que se prova por ela própria indesejável, inexistente, pois ilusória que é na sua base. Mas isso, já os grandes filósofos da antiguidade o diziam: « O governo do povo pelo povo e para o povo, é uma mentira, será o menos mau dos maus sistemas de governo, porque o governo da multidão é nefasto para o homem, pois como equiparar o voto do sábio ao do ignorante?»
« Terá porventura, todo o homem a mesma vontade, o mesmo interesse, o mesmo sentido, o mesmo conhecimento?»
O problema clássico, neste momento actual, já não é o povo, pois o povo deixou de contar, apenas pensa que escolhe, e limita-se a ser escravo, sendo-lhe incutido que pode viver num "el-dorado" de inovações tecnológicas e entertenimento. E claro há que comer tudo até á última dentada, até quando não houver dentes, em cima ou em baixo.., porque amanhã morremos e é o que levamos desta vida. Que afirmação tão triste, sem sentido e anti-natural.
Ora, aqui está a democracia dos pregadores cleptocratas, tão a gosto dos donos do mundo... a democracia prega aos 14 ventos que é defensora dos direitos humanos, um anacronismo disfarçado de verdade absoluta, da liberdade de expressão que de decisiva neste momento nada tem, está nos antípodas... e afinal o povo é soberano, escolhendo democraticamente os seus líderes políticos, como se isso não fosse o suicídio colectivo do povo.


A conversa continua logo mais à noite.

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